Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
10 de abril de 2019
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA -Um desafio BioÉtico
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
-Um desafio BioÉtico
A vontade do Ser Humano em melhorar as suas condições de Vida tem sido constante; no entanto nos últimos séculos e, em particular desde àcerca de trezentos anos, essa preocupação tem adquirido uma maior celeridade.
No tempo distante da “…Antiguidade Grega…assistimos à emergência do Conhecimento àcerca da natureza e do homem…<e, nessa altura>...Ciência e Ética não <eram> verdadeiramente discerníveis…” (1).
Se analisarmos o séc. IV a. C. encontramos SÓCRATES para quem “…não seria possível conhecer o Bem e não o praticar, na assunção de uma perfeita coincidência entre Conhecimento e Moralidade…” enquanto que, para PLATÃO “…esta coincidência se mantém ainda que, ao ser projectada para um plano metafísico, se torne num ideal inalcançável (excepto por participação)…” (2).
Só no séc. III a. C., com ARISTÓTELES, “…opera-se uma clara distinção entre a Ciência como conhecimento teórico e a Ética como conhecimento práctico…” (3).
Muito mais tarde – no séc. XVIII – KANT “…rompeu com o intelectualismo moral ao estabelecer uma irredutibilidade entre a razão teórica e a razão práctica…<sendo que>…a razão teórica procura o Conhecimento, isto é, a relação de necessidade na natureza entre causas e efeitos e a razão práctica orienta o Homem no âmbito da indeterminação da liberdade em que esta se desenrola…” (4).
Mª CÉU PATRÃO NEVES afirma, concluindo, que “…tal correspondeu a uma democratização da Moralidade cujo dever se passa a impor igualmente a todas as pessoas e sem que o nível de Moralidade dependa do nível de Conhecimento…” (5).
Não devemos esquecer, no entanto, a importância do “…Renascimento na formulação de um novo paradigma científico pautado pela exigência de demonstração racional de todo o Conhecimento, fundada na experiência…” o que, no séc. XVII – com FRANCIS BACON e RENÉ DESCARTES – “…se consolida…como método de comprovação de conhecimentos teóricos…” (6).
É no séc. XIX, e após AUGUSTO COMTE “…que,…devido à estruturação do método experimental, vários saberes se vão…constituindo como Ciências…assim se autonomizando da Filosofia, como interpretação racional do real…” (7).
Chegados ao séc. XX assistimos a um enorme desenvolvimento das ciências “…e…<às> suas promessas de um mundo melhor…” (8) até à Segunda Guerra Mundial no contexto da qual, coincidente com o grande conhecimento no âmbito da Física, sucede “…a deflagração das bombas atómicas de HIROSHIMA e de NAGASAKI…” (9), no Japão, como utilização política dos resultados científicos do “ Projecto MANHATTAN que visaria o desenvolvimento da produção de energia…<mas deu origem à>…produção de uma arma de destruição maciça, ímpar até hoje…” (10).
4 de abril de 2019
CHOREMOS! CHOREMOS! CHOREMOS!
CHOREMOS! CHOREMOS! CHOREMOS!
O corpo do N.'. Q.'. Ir.'. Infante D. Pedro (profano António Manuel dos Santos Arnaut) vai estar no Centro de Portugal a partir das 17H do dia de hoje, 3 de Abril de 2019 (e.'.v.'.).
A Cadeia de União pensa-se fazer pelas 21H30M.
O corpo sairá às 10H30M de amanhã, dia 4, para o crematório de Taveiro.
Saudações Maçónicas.
3 de abril de 2019
BASTA O SALÁRIO
Com a devida Vénia e respectiva Autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici
BASTA O SALÁRIO
Ouvi sábio comentário
Qual senti com alegria
Dum velho mestre em plenário
Sobre a maçonaria ;
A mim basta o salário
Que jus faço dia a dia
Desde recipiendário
Pelo labor à porfia
Por trabalho solidário
Que Grande Arquiteto guia
Com sapiente ideário
Nele está toda honraria
Laurel é desnecessário
Tudo o mais é utopia !
Adilson Zotovici
29 de março de 2019
25 de março de 2019
“AMADEU – nome simbólico“
“AMADEU – nome simbólico“
Introdução
Julgo pertinente um breve preâmbulo, que enquadre e justifique o tipo de abordagem que irei desenvolver.
O título da prancha identifica o objectivo da mesma, nomeadamente esclarecer as razões da escolha daquele nome e, implicitamente, assim expor perante os irmãos as linhas de força do meu pensamento e conduta, naturalmente esperando que essa partilha contribua positivamente para o nosso trabalho maçónico.
Correspondendo aos meus traços de personalidade, saliento que embora a actual maçonaria seja dita de carácter especulativo, considero fundamental a existência de uma componente operativa, que no meu caso se consubstancia através das geometrias da arquitectura e, paralelamente, pelo reconhecimento e prática da reflexão, da acção, da intervenção, do exemplo no contexto da vida real, dando a estas facetas uma importância acrescida relativamente a exaustivos trabalhos de investigação de carácter teórico – sem menosprezo destes, antes lhes reconhecendo um imprescindível valor, optimizado por aqueles que para eles têm mais vocação.
Evidentemente que a acção pressupõe conhecimento, eventualmente também especulação, mas não sendo possível a conquista pessoal de todo o conhecimento universal relativo a determinado tema, implica também capacidade de síntese e de decisão com base nos conhecimentos essenciais, potenciados por bom senso e valores espirituais ou, por outras palavras, por quem for livre e de bons costumes – é a acção num quadro de convicção aberta, não obsessiva mas flexível ao mesmo tempo que estruturante, tolerante e sempre disponível para inovação.
Por outro lado a minha escolha do nome simbólico aconteceu há cerca de quinze anos, numa altura em que o meu conhecimento relativamente aos mistérios da maçonaria era muito inferior, ou pelo menos diferentes dos actuais e questionei-me se a escolha seria a mesma se fosse feita nos dias de hoje – a percepção do mundo depende do ponto de vista, física e metafisicamente falando, em ambos os casos influenciada pela personalidade, idade, conhecimento, cultura, sociedade e alguns outros factores.
Perspectivas
Há meses atrás dei boleia, de Aveiro para Lisboa, a três jovens que viajavam de mochila às costas. Eram oriundas da Turquia, país que nos últimos anos visitei em quatro ocasiões e estavam em Portugal há algum tempo, integradas em programas de cooperação Erasmus, em locais distintos.
Rapidamente a conversa fluiu e pude constatar o encanto que tinham por Portugal, nisto incluindo as pessoas e a cultura, a paisagem e o clima, o ambiente social, nomeadamente a paz que contrasta com o ambiente que actualmente se sente na Turquia, em que o regime de Erdogan persegue os opositores, constituindo um claro retrocesso relativamente a um passado recente da nação turca e, por outro lado, atendendo á posição geográfica e geopolítica, impondo um sistemático clima de ambição e conflito face aos países vizinhos. Portugal era o paraíso na terra e a elas apetecia-lhes cá ficar.
24 de março de 2019
Ao Microscópio
Esta peça foi escrita em 2014 e publicada aqui, neste Blogue, em 2015. A comissão Editorial do Blogue decidiu reavivá-la por continuar actualíssima.
Esta é a minha opinião (que espero ampliada e melhorada com a ajuda dos MM∴ QQ∴ IIr∴) sobre o estado actual da sociedade e para se não tornar aborrecida imaginei um cenário (o Aparelho de Golgi) intracelular só visível ao microscópio electrónico.
Pão, Paz, Saúde, Habitação! O estribilho da canção de um Abril pleno de Esperança era cantado, de pé e com um vigor paradoxal, por um grupo de velhinhos e gastos ácidos aminados. Mais à esquerda, e sentados apesar de mais jovens, outros aminoácidos trauteavam: Qual é, a tua, ó meu? Para esse peditório já dei, de outra velha canção já não de um Abril esperançoso (e com uma raiva a crescer-nos nos dentes) mas de um Abril meio contaminado a prenunciar a ditadura do pensamento amorfo e da sua sequela major – não pensar pura e simplesmente.
Esta, estabeleceu-se sem darmos conta e baseado numa atrofia metódica, estudada e premeditada que as novas moléculas orgânicas sentadas à direita daquele anfiteatro labiríntico que na célula foi descoberto no fim do Séc. XIX pelo cientista Camilo Golgi e que tem como missão armazenar, transformar e eliminar a trampa produzida pelo fascinante trabalho celular.
Todo este trabalho celular, inconsciente e homeostático, isto é, autocontrolado, possui uma característica ímpar: é completamente livre, e mais, adapta-se a qualquer circunstância ou ambiente num jogo de probabilidades em que a única pressão é a da Selecção Natural, quer dizer, vive, amadurece e morre sem se aborrecer, sem pensar mal ou bem e sem saber se é bonito ou feio ou, como diriam os críticos mais subtis, sem dialéctica. Mas enganam-se aqueles pois todo este complexo processo é feito por oposição em que à esquerda e à direita os sinais contrários são mediados por um centro que não é neutro nem amorfo.
O maior fascínio é que este trabalho, hercúleo e épico, selecciona e solidifica o que de mais nobre pode haver – a vida! Escalonada, diversa, antagónica, dividida em Reinos, Famílias, Ordens e Espécies, cada uma com a sua missão (desde a completa inconsciência à quase perfeita consciência) para que o Todo funcione num caos harmónico e cada vez mais ordenado.
Modernamente, na célula, antes da adaptação descobriu-se a exaptação que é uma característica que não exibe vantagens adaptativas mas, embora adormecida, e por causa da sua liberdade pura e imune a influências de qualquer género, quando invectivada (mudanças de ambientes ou comportamentos sociais) acorda e evolui de acordo com os novos cenários. É uma das mais extraordinárias características da Evolução, o ser capaz de utilizar um poço de inutilidades mas cheio de potencialidades. Uma espécie de pensamento inconsciente mas nunca amorfo, sossegado ou inútil acontecendo à frente dos nossos olhos humanos desesperados por tanta grandeza.
19 de março de 2019
IMPRESSÕES SOBRE O AUMENTO DE SALÁRIO
Quando finalmente, depois de esperar com expectativa para entrar em loja, me abriram as portas do templo, revivi, de algum modo, impressões muito semelhantes às que vivenciei no meu processo iniciático.
Com efeito, as questões que me foram colocadas e o ritual que contextualiza esta cerimónia de passagem, produziram em mim sentimentos ambivalentes. Por um lado, a expectativa e o receio de não conseguir corresponder às provas a que fui sujeito e, por outro lado, um sentimento antecipado de inclusão e, até, de uma certa euforia.
No que respeita ao ritual de passagem propriamente dito, importa referir que a primeira das perguntas a que tive de responder ao (Editado pela Comissão Editorial do Blogue), embora com a ajuda de um auxiliar de memória que me foi generosamente fornecido pelo (Editado pela Comissão Editorial do Blogue), implicou uma resposta que jamais esquecerei e que, de certa forma, já havia assimilado ao longo das sessões em que estive presente.
De facto, parece-me indiscutível reconhecer a Maçonaria como uma sociedade de Homens esclarecidos para trabalhar em comum com vista ao aperfeiçoamento intelectual e moral da humanidade.
A segunda questão com que fui confrontado, dizia respeito à relação conceptual que se pode estabelecer entre Maçonaria e a religião. Foi com especial satisfação e até com algum orgulho que demonstrei sentir-me integrado numa sociedade que, embora não se reconheça, em sentido estrito, como uma religião, tem como um dos seus principais objectivos “ligar os Homens entre si”, ou seja, um dos principais Objectivos dos irmãos maçons é, ou deve ser, a religação da humanidade, e nesse sentido poder-se-á reconhecer uma dimensão espiritual à Maçonaria, ou seja é uma religião no sentido mais lato do termo.
Um dos actos mais simbólicos que representa e formaliza essa espiritualidade é a constituição da «cadeia de União» habitualmente efectuada antes do final de cada Sessão.
18 de março de 2019
16 de março de 2019
Sophia e António Sérgio em duas intervenções de António Valdemar

Sophia e António Sérgio em duas intervenções
de António Valdemar
António Valdemar é um dos oradores, no Centro Cultural de Belém,
no Dia Mundial da Poesia, dia 23 de Março ás 16 horas,
apresentando uma comunicação acerca de « Sophia, entre dois mares»
inserida no centenário do nascimento da grande poetisa que decorrerá em 2019.
Na outra intervenção, integrada numa homenagem promovida
pela Associação Portuguesa de Escritores e marcada para o dia 26 de Março,
ás 18 e 30 horas ,no auditório da Associação 25 de Abril, António Valdemar falará
sobre: «António Sérgio: o legado cultural, a educação cívica e a contestação Política».
12 de março de 2019
6 de março de 2019
ALVA LUVA

Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici
ALVA LUVA
Toma esta luva imaculada
Qual tua alma, teu coração,
Após a brandura provada
Pela porfiada iniciação
Leva pois, à tua morada
Luva com a mesma inspiração
Para que seja dedicada
A quem com zelo te estende a mão
Atitude por Deus louvada
A quem entenderes de visão
Cúmplice em tua caminhada
Alva, mostra a purificação
A confiança em tua amada
Se abater-te a hesitação !
Adilson Zotovici
1 de março de 2019
COMEMORAÇÕES DO 45º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL
COMEMORAÇÕES DO 45º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL
CICLO DE CONFERÊNCIAS
25 de Abril, Identidade, Memória e Novas Lutas pelo Futuro
Lisboa, 26 de Fevereiro de 2019 - Nos 45 anos do 25 de Abril e no final dos primeiros 20 anos do século XXI, a Associação 25 de Abril abre um espaço de reflexão sobre o passado, presente e futuro de Portugal com um ciclo de três iniciativas, a realizar nos meses de Março, Abril e Maio. Este ciclo insere-se num conjunto alargado de outras actividades evocativas da Revolução dos Cravos, que a seu tempo divulgaremos.
Neste âmbito, a Fundação Calouste Gulbenkian acolhe, a 8 de Março, a conferência 25 de Abril, factor de identidade portuguesa.
Decorridos 45 anos sobre o derrube de uma ditadura de quase meio século – com todas as condições e consequências daí decorrentes – de que identidade nacional podemos falar hoje, num tempo em que regressam, um pouco por todo o mundo, afirmações nacionalistas e identitárias? O 25 de Abril tornou-se um elemento fundamental da actual identidade portuguesa? Em que medida essa ruptura de valores de há 45 anos nos singulariza hoje em dia, nos favorece ou desfavorece, no concerto das nações de um mundo em profunda alteração de equilíbrios geoestratégicos?
Para debater estas questões, contamos com um notável painel de oradores: Fernando Rosas, Francisco Seixas da Costa, Ildefonso Severino Garcia, João Bosco da Mota Amaral, José Manuel Sobral, José Pacheco Pereira, Luísa Moura e Silva, Maria Manuela Cruzeiro e Miguel Real. Moderam as sessões Ana Lourenço e Maria Flor Pedroso.
Contaremos também com a presença do Sr. Primeiro-ministro, António Costa.
A segunda sessão deste ciclo de conferências decorrerá na sede da Associação 25 de Abril, a 3 de Abril. Terá como título Memória(s) de Abril e contará com a participação de José Jorge Letria, Manuela Cruzeiro e Vasco Lourenço, com a moderação de Francisco da Sena Santos.
Finalmente, a 6 de Maio, decorrerá, de novo na Fundação Calouste Gulbenkian, a conferência Europa, as novas lutas pelo futuro. Mais informações sobre esta conferência serão divulgadas em breve.
Entrada livre.
20 de fevereiro de 2019
A Minha Experiência Iniciática e a Simbologia Maçónica em Grau de Aprendiz
A Minha Experiência Iniciática e a Simbologia Maçónica em Grau de Aprendiz
O que mais me marcou durante a minha experiência maçónica em grau de aprendiz, para além da cerimónia de iniciação, foi o silêncio imposto pelo processo iniciático, no contexto da ordem em loja, que é reflexo da estrutura da organização e, ainda, os símbolos maçónicos que estão dispostos de forma organizada na nossa oficina ou loja.Segundo Platão "O começo é a parte mais importante do trabalho", e assim o silêncio começou no processo iniciático, logo no momento da passagem da vida profana à (Editado pela Comissão Editorial do Blogue). Na (Editado pela Comissão Editorial do Blogue), em silêncio, questionei-me acerca de mim, procurei resposta acerca de quem sou eu? De onde vim? Para onde vou?
A disciplina do silêncio foi, no princípio, um processo difícil, sendo eu um recém (Editado pela Comissão Editorial do Blogue) habituado ao ruído da sociedade profana, da Sociedade Liquida (Zygmunt Bauman) e sobretudo de uma Sociedade do Espectáculo (Guy Debord) em que vivemos actualmente em sociedade. Com efeito, tal como afirmou Sófocles “Há algo de ameaçador num silêncio muito prolongado.” No entanto, acabei por incorporar essa disciplina, tendo tido oportunidade de observar os trabalhos em loja e substituindo, progressivamente, a necessidade de intervir pela necessidade de ouvir e compreender.
O método utilizado no processo iniciático consiste na observação pelo aprendiz de todo o ritual em loja desenvolvido pelos mestres e companheiros. Neste ritual o que mais me fascinou foram as leituras (Editado pela Comissão Editorial do Blogue) e debates subsequentes, porque estimulam o livre pensamento e o aprofundamento do conhecimento. Eu, enquanto (Editado pela Comissão Editorial do Blogue), sinto-me verdadeiramente privilegiado por poder integrar e assistir, em silêncio, a este contexto privado de qualidade superior, ocorrendo-me, frequentemente, o pensamento de William Shakespeare segundo o qual “É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras.”17 de fevereiro de 2019
COMEMORAÇÕES 25º ANIVERSÁRIO-Editorial Moura Pinto
Editorial Moura Pinto
Espaço Fernando Valle
COMEMORAÇÕES 25º ANIVERSÁRIO
Esboço para projecto de actividades 2019 -2020
A Editorial Moura Pinto associação cultural com sede em Côja que nos seus princípios estatutários consigna a ideia altruísta de servir a região Arganilense contribuindo para o estudo, preservação e divulgação do património cultural da região de Arganil no sentido mais amplo do que entendemos por Arganilidade, tendo como referência primeira o pensamento e a acção dos democratas Moura Pinto e Fernando Valle.
Foi fundada em 1995 tendo desenvolvido, ao longo destes quase 25 anos, uma actividade intensa e meritória em prol da região. Começou com um estudo sobre Acúrsio das Neves da autoria do Professor Armando Castro, aliás o último publicado em vida pelo reputado historiador, pois viria a falecer pouco tempo depois, tendo a venda deste opúsculo revertido a favor de uma acção de beneficência. E, começou bem; divulgação do património, gratuidade e solidariedade.
11 de fevereiro de 2019
Lançamento
Lançamento
A Gradiva e o Autor gostariam de contar com a sua presença na sessão de lançamento do livro:
A Inquisição de Lisboa (1537-1579)
Daniel Norte Giebels
A sessão terá lugar no dia 14 de Fevereiro de 2019, pelas 18.30H, na Livraria Férin, na Rua Nova do Almada, n.º 72, em Lisboa. A apresentação do livro estará a cargo do Professor Doutor José Pedro Paiva. Seguir-se-à uma sessão de autógrafos.
ENTRADA LIVRE
9 de fevereiro de 2019
Esperanças e Expectativas
Transcrito com a devida vénia e respectiva autorização do autor:
Esperanças e Expectativas(Numa abordagem pouco ortodoxa, ou fora da caixa)
Tudo é simbólico. Na alegoria da caverna, de Platão, apenas vemos as sombras.
Com elas convivemos, porque a realidade chega velada até nós: velada pela
educação que tivemos, pela cultura que temos, enfim, velada por aquilo que
somos. Afinal para cada um de nós a realidade é a interpretação que fazemos dos objetos e dos facto. Vemos a realidade como se estivéssemos frente a um
espelho e, querendo ver algo de diferente, teremos de mudar, ou continuaremos a ver o mesmo.
Tudo é simbólico e para além dos símbolos está a realidade. Os MM∴QQ∴IIr∴
entendem o que digo porque sabem o que cada palavra que emito simboliza. É
para além das palavras que a realidade está. Ela é o que é, e nós precisamos das
palavras e do que elas simbolizam para a descrever. É por isso que tão facilmente
os homens se desentendem, porque nem sempre o significante (a imagem
acústica da palavra) e o significado (o conceito que está por detrás dela, o signo)
tem a mesma leitura para cada um de nós.
Significa isto que há leituras diferentes para a mesma realidade. As leituras
fazem-se a partir do que se exterioriza, nomeadamente da palavra, mas a
verdade está escondida para além disso. É a diferença entre o exotérico e o
esotérico, entre a maneira como tudo se apresenta e aquilo que tudo
verdadeiramente é.
Talvez por isso seja tão importante a tolerância e o diálogo. Porque Afinal sempre
será preciso perceber o que cada um quer dizer com o que diz.
E Vem isto a propósito das duas palavras que dão nome a este balaústre:Esperanças e Expectativas.
Mas lá irei...
(Harmonia: José Manuel Neto, Luís Guerreiro e Pedro Castro – Tocam António
Chainho ) https://youtu.be/5rBm9lZ7-‐ko
Chegou o Frio
O homem levantou-se lesto e nu
como fora posto no mundo,
chegou-se à janela escancarada
e ladrou para a Rua do Capelão
que é a rua de todas as virtudes e virgindades
que em todas as idades se perderam na Mouraria:
6 de fevereiro de 2019
5 de fevereiro de 2019
Os Desafios da Tecnologia - Sociedade, Emprego e o Futuro
Os Desafios da Tecnologia - Sociedade, Emprego e o Futuro.
I – Breve Introdução Histórica
Ao longo dos últimos 3 séculos a Humanidade registou três «Revoluções Industriais». A primeira ocorreu aproximadamente entre 1760 e 1840, desencadeada pela invenção da máquina a vapor, levando à construção generalizada do caminho de ferro e iniciando a produção mecânica nas grandes fábricas, antes estritamente manuais, actualizadas agora com novas máquinas alimentadas pela combustão a carvão.
Com esta mudança começou a estruturar-se a primeira descontinuidade da tradicional organização social, com a ascensão ao poder da burguesia capitalista, a par do desemprego em larga escala dos antigos operários manuais, agora substituídos (com muito maior produtividade) pelas novas máquinas a vapor, em muitas das antigas funções. A fome e o desemprego alastraram nos países europeus mais desenvolvidos. Demorou algumas dezenas de anos a progressiva readaptação social, com a criação de novos empregos, decorrentes da colocação ao serviço de novas fábricas, o que desencadeou a migração maciça das pessoas do campo para a periferia das grandes cidades industriais.
A Segunda revolução Industrial começou em finais do Século XIX, impulsionada pelo advento da electricidade e mais tarde do motor eléctrico, dando início à chamada massificação da produção, caracterizando-se pelas famosas linhas de montagem em série, teorizadas e introduzidas por Taylor e de que Ford foi um dos expoentes organizacionais mais conhecidos. Atingiu-se o auge do «fordismo» e o operário «especializado» não era mais do que uma «máquina» pretensamente «síncrona» com as restantes, ao longo da cadeia de produção, realizando tarefas iguais, repetidas e monótonas, durante todo o dia de trabalho, mês e ano, até à exaustão precoce e / ou doença.4 de fevereiro de 2019
” FRATERNIDADE na FRATERNIDADE “
Com a devida Vénia e respectiva autorização se publica mais um Poema de Adilson Zotovici:
” FRATERNIDADE na FRATERNIDADE “
Liberdade e igualdade ...
Da tríade que tem magia
Que vinda de muita ansiedade
Hoje de paz e nossa guia !
Por ela e com equidade,
Com empenho e sabedoria
Levamos à humanidade
Concórdia, amor e alegria
Mas, resta o terceiro
em verdade
Abrangente na confraria
De tolerância e bondade
Usado com tenacidade
Na acepção, dia a dia,
O verbete “ Fraternidade
“ !
Adilson Zotovici
28 de janeiro de 2019
O Maçom deve ter um Perfil?
“Neste mundo nu e indiferente, é somente
dos homens que os homens podem esperar
dedicação, calor de sentimentos e ajuda nas
dificuldades da vida”.
Norbert Elias in A Condição Humana
O Maçom deve ter um Perfil?
Em primeiro lugar devemos dizer que ao reflectir sobre este assunto fomos gradualmente confrontados com um conjunto de temas e conceitos, interligados em rede como que formando um mapa de conceitos, como os que fazemos por vezes em investigação. Dispersámo-nos! E todo o presente traçado vai no sentido de clarificar o problema e a ideia de que se há ou poderá haver o “maçom ideal” vs “ideal de maçom” (com um seu respectivo perfil). O tema merece, naturalmente, uma tese. Ficamo-nos por um esboço de imperfeito traçado. Assim, paralelamente às qualidades que um maçom deve possuir, deparámo-nos com a necessidade de confrontação com outras entidades que, ao se aproximarem contagiando os valores da maçonaria, a podem desfocar, distorcer, desvirtuar ou mesmo perverter (ou seja, inverter o papel ou fazer uso para outros fins). Tal como para outras áreas do humano, a tentativa de compreensão de uma designada “normalidade” recorre à caracterização daquilo que dela se afasta (evidenciando o contraste), também aqui tentaremos enunciar qualidades desviantes indesejáveis, ou mesmo incompatíveis, com um perfil de maçom.
Abordaremos assim breves considerações sobre as noções de Identidade, Carácter, Perversão, Cinismo e Falso Self (ou falso Eu).
Como nos diz Ortega y Gasset, a vida que nos é dada tem os seus minutos contados e, além disso, é-nos dada vazia. Quer queiramos quer não, temos de preenchê-la por nossa conta, isto é, temos de ocupá-la de um ou outro modo. Logo, a substancia de cada vida reside nas suas ocupações. Se ao animal, além da vida lhe é dado o reportório da sua conduta instintiva, não podemos dizer que se ocupa disto ou daquilo. A sua vida nunca esteve vazia ou indeterminada. Já o Homem, ao encontrar-se existindo, encontra-se perante um pavoroso vazio; tem ele mesmo de inventar os seus afazeres e ocupações e, não sendo o tempo infinito, não tem outro remédio senão escolher um programa de existência, em detrimento de outros. Acontece que para a maioria dos homens a vida está cheia de ocupações forçosas, que não executaria se pudesse apenas seguir o seu gosto.
Os humanos encontram-se assim confrontados com dois reportórios de ocupações opostas: as trabalhosas e as que proporcionam felicidade; e é comovedor ver como, em cada individuo, as duas se combatem (11).
Diríamos que é na tentativa de harmonizar estas duas ocupações (trabalhosas e prazerosas), com todas as variáveis envolvidas (individuais, familiares e culturais) que se organiza o processo de socialização, de construção da personalidade e da identidade própria, da estrutura do carácter do individuo, ou seja, da sua forma habitual de pensar e reagir ao mundo que o rodeia.
27 de janeiro de 2019
25 de janeiro de 2019
Poemas da Finitude
15 de janeiro de 2019
12 de janeiro de 2019
HERÓI SEM MEDALHA
Com a devida vénia se transcreve este artigo de Anestor Porfírio da Silva publicado no extintoJB News – Informativo nr. 2.294 – Florianópolis (SC), terça-feira, 10 de janeiro de 2017.
HERÓI SEM MEDALHA
Meu irmão, você como maçom já deve ter ouvido de outro irmão maçom a lenda do beija-flor que, sozinho, tentava apagar o incêndio de uma grande floresta transportando água em seu bico? Todos sabiam da destruição que aquele incêndio poderia causar se nada fosse feito. Mas nenhum outro animal manifestou o desejo de ajudá-lo por entender que a solução daquele problema era algo além da capacidade de todos.
A quem, desanimado, aconselhou-o a desistir, a pequenina ave respondeu: “Não me interessa saber o que os outros bichos e aves estão fazendo. O incêndio precisa ser apagado. Estou cuidando de fazer a minha parte”.
Para uma ave sozinha apagar um incêndio, ainda que de pequenas proporções, seria impossível. Mas se todos os animais e aves a ajudassem, a situação aflitiva poderia ser resolvida.
O fato, como já se disse, é apenas uma ficção, isto é, não aconteceu. Mas como lenda, o que dela podemos extrair como exemplo é o fundo moral que ela contém, isto é, numa comunidade em que se presume serem todos responsáveis, cada um deve fazer o que lhe compete sem observar o comportamento de quem deveria estar fazendo o mesmo. Do contrário, se eu decidir parar de fazer o que estou fazendo e condicionar minha volta ao trabalho somente se quem está do meu lado também trabalhar, é uma atitude maléfica à superação de qualquer dificuldade por mais insignificante que ela seja.
Quinta-feira, cinco e meia da manhã, o alvor daquele dia, um dos primeiros do mês de agosto de 2007, já reluzia no horizonte quando Lucas se pôs de pé após noite de insônia. Estava inquieto como alguém que busca ar para respirar e nada encontra. A cidade ainda dormia. Desejoso de que o dia acabasse de amanhecer logo, esfregava as mãos e andava pela casa de um lugar para outro, sempre pensativo tentando encontrar uma saída que viabilizasse a urgente solução dos problemas que o afligiam naquele momento.
9 de janeiro de 2019
Exoterismo, Esoterismo e o conceito do Cosmo numa visão para a Franco-Maçonaria
Foi-me proposto (Editado pela Comissão Editorial do Blogue) que aceitasse falar sobre o tema exo/esoterismo e Franco-Maçonaria, tendo sido reiterado o amável convite que de imediato aceitei, embora reconhecendo a dificuldade de vos trazer algo de palpável e que possa contribuir de forma a que cada um tire as ilações necessárias para a sua evolução.Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece!
Os seguintes termos para todos nós são semanticamente perceptíveis, a sua aplicação prática, nem tanto. Assim definindo:
e·xo·té·ri·co |zò|
(grego eksoterikós, -ê, -ón, exterior, feito para o exterior, público)
adjectivo
1. Destinado a ser vulgarizado (falando principalmente das doutrinas dos antigos filósofos).
2. [Figurado] De que não se faz mistério. = COMUM, TRIVIAL, VULGAR ≠ ESOTÉRICO
e·so·té·ri·co
(grego esôterikós, -ê, -ón, que pertence ao interior, esotérico)
adjectivo
1. Relativo ao esoterismo.
2. Pouco compreensível pelo comum dos mortais. = HERMÉTICO, OBSCURO ≠ EXOTÉRICO
Vou ainda dar-vos duas importantes definições para o caminho que escolhi para vos trazer hoje para reflexão.
mis·ti·cis·mo
substantivo masculino
1. Crença na possível comunicação entre o homem e a divindade.
2. Vida contemplativa.
3. Devoção exagerada.
4. Tendência para acreditar no sobrenatural.
o·cul·tis·mo
(oculto + -ismo)
substantivo masculino
Doutrina que pretende conhecer e utilizar os segredos da natureza e dos poderes sobrenaturais.
Quanto a esta última definição, acho que tudo é natural desde que tenhamos outras chaves de descodificação, não limitados unicamente às chaves da física, da física quântica e da química, que ao longo dos últimos séculos temos usado para explicarmos os fenómenos que apenas constatamos com os nossos 5 sentidos.Tudo o que vou deste momento em diante dizer-vos pode ser um enorme um conto de fadas, porém interroguem os vossos corações, ou aquilo que está vulgarizado de o 6º sentido e ele vos guiará à resposta certa, que cada um de nós necessita para o momento evolutivo que vivenciamos.
“Os místicos reconhecem sete estados distintos da ascensão da alma para O Grande Sem Nome, estes estados evolutivos foram emblematicamente chamados de – O Castelo do Homem Interno”.
5 de janeiro de 2019
4 de janeiro de 2019
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Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve mais um Poema de Adilson Zotovivci:

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Rogo-te Grande Arquiteto
Muita Luz na nova estação
Um próspero ano repleto
De paz, saúde e união
Dá vida ao bom projeto
Força na realização
Torna o bom sonho concreto
No tempo certo a solução
Com o Teu Manto dileto
Cobre a Sublime Instituição,
A família, nosso teto,
O carente, a população...
Que a sabedoria o objeto
Equilíbrio e resignação
Frente a algum desafeto
Em conceder-lhe o perdão
Tua proteção no trajeto
À vida, que em Ti a razão
Por ela, por tudo, com afeto...
Nossa eterna Gratidão !
Adilson Zotovici
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