Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

24 de dezembro de 2019

SEM TEMPO


A Comissão Editorial do Blogue deseja a todos os seus Leitores Boas Festas e um 2020 com Sabedoria, Força e Beleza. Transcreve-se, com a devida vénia e respectiva autorização, um poema de Adilson Zotovici.

SEM TEMPO

A quem crê que o tempo escasso
Que sua  vida é correria
Que em demasia o cansaço
Pra viver a confraria

Penso ser breve embaraço
Esse estado que injuria
Longe pois, d’algum fracasso
Quiçá tosca sincronia

Veja o plano que ora faço
A um profícuo dia a dia
O caminho, passo a passo,
Com fulcro da maçonaria

Infinito abre o compasso
Se aberto com mestria
Que mostra tempo e espaço
E a régua dita a quantia

Aprumado, mão de aço,
Com destreza e ousadia 
No cinzel vibra o maço
No desbaste à cantaria

Se em bom nível o braço
O labor não arrepia
Para esquadrejar bom traço
Com zelo e sabedoria 

Decerto obreiro baço
Com desídia, letargia ,
Não verá místico laço
Que terá em companhia

Livre pedreiro toca o passo
No tempo, que é serventia,
Que sem porfia é erro crasso
Do fiel da simbologia !

Adilson Zotovici

21 de dezembro de 2019

Solstício de Inverno 2019


O Solstício de Inverno vai acontecer às 4h, madrugada do dia 22 de Dezembro de 2019. É o início do inverno em Portugal e em todo o hemisfério norte, e do verão no hemisfério sul. É o dia mais curto do ano ou, a noite mais longa. A partir desta data, a duração do dia começa a crescer. Por isso, na Antiguidade, o Solstício de Inverno simbolizava a vitória da luz sobre a escuridão, ou o triunfo da vida sobre a morte.

12 de dezembro de 2019

Irmãos da MAÇONARIA e Bons Primos da CARBONÁRIA


Irmãos da MAÇONARIA e
Bons Primos da CARBONÁRIA
(ou a Revolução de 5 de Outubro de 1910, em PORTUGAL)

Abreviaturas
Barr’.’ – Barraca
C’.’ P’.’ – CARBONÁRIA Portuguesa
Carv’.’ – Carvoeiro
Cant.’ – Canteiro
Ch’.’ – Choça
Gr’.’ Firm’.’ – Grande Firmamento
Mes’.’ – Mestre
Mes Subl’.’ – Mestre Sublime
Rach’.’ – Rachador

Sinais utilizados
Sinal n.1
“…<  >, entre parênteses angulares <estão> palavras subentendida, mas não explícitas, no texto original…” 
Sinal n.1 FREDERICO LOURENÇO, “BÌBLIA, Vol. I - NOVO TESTAMENTO – Os Quatro Evangelhos”, QUETZAL, 1ª Edição-2016, 5ª Reimpressão-2017: p 49

Sinal n.2
“…em ITÁLICO…”
Sinal n.2 textos de outros Autores


1. Abordagem Histórica do movimento  CARBONÁRIO e seus Ascendentes

Os Historiadores ensinaram-nos que, no século XVI, “…os lenhadores se terão introduzido em ITÁLIA com os exércitos de FRANCISCO I, em 1515, organizando-se em grupos de 20 Homens, as chamadas Vendas, submetidos a uma Venda Suprema…” (1).
Esta práctica foi, muito mais tarde, reproduzida pelos “…carbonari <que se reorganizaram> como sociedade secreta em Nápoles <(ITÁLIA)> tendo como fim a luta contra a ocupação “Napoleónica”…” (2) e, como nos explica JOÃO MEDINA, dando suporte aos “…partidários de FERNANDO de BOURBON que combatiam as tropas do rei de Nápoles, cunhado de NAPOLEÃO. Viviam refugiados nos Abruzos e na Calábria estes carbonari ou “carvoeiros” italianos…” (3).

6 de dezembro de 2019

HISTÓRIA, Presépios de todo o ano


HISTÓRIA
Presépios de todo o ano
António Valdemar
14 DEZ  15H / CENTRO DE CONGRESSOS E REUNIÕES

 O jornalista e investigador António Valdemar, membro da Academia das Ciências de Lisboa, apresenta no CCB uma palestra focada num conjunto de presépios portugueses dos séculos XIV e XVI, levando-nos a descobrir a sua representação simbólica e o seu conteúdo humano.

4 de dezembro de 2019

Centenário Nascimento Jorge de Sena


Embora com algum atraso não podia a Comissão Editorial do Blogue deixar de assinalar o Centenário do Nascimento de um dos mais lúcidos Pensadores da Literatura Lusa.

2 de dezembro de 2019

Orlando Ribeiro


Sobre o meu Nome Simbólico 

ORLANDO RIBEIRO
Só no interior da câmara de reflexão, aquando da minha iniciação, me dei conta que tinha de escolher naquele momento, um nome simbólico. Na densidade emocional do momento várias foram as possibilidades emergentes: Miguel Torga (poeta, escritor); Fernando Pessoa (poeta, escritor); Jorge Dias (antropólogo/etnólogo); Michel Giacometti (etnomusicólogo), Freud, Darwin, entre outros. Tinha contudo, preferência por uma identidade/identificação portuguesa e animada por pensamento científico; decidi por uma personalidade portuguesa, que apenas na última década tive melhor conhecimento e que, estranhamente é pouco conhecida, mesmo no meio académico interdisciplinar.
Orlando Ribeiro foi um ilustre geógrafo e historiador português nascido em Lisboa a 16 de Fev. de 1911 e falecido em 17 de Nov. de 1987 (viveu 76 anos); teve uma infância partilhada entre a cidade de Lisboa e Viseu (naturalidade dos pais) e sempre se sentiu ao mesmo tempo “filho da grande cidade portuária e descendente dos camponeses e serranos da Beira interior”. Desta dupla origem decorre talvez, tanto o interesse precoce pela Geografia das cidades como, mais ainda, pela diversificada vida do campo e pelas majestosas paisagens a ele associadas. Partilho com Orlando Ribeiro, o facto de o campo na minha infância e juventude, ter sido palco de livre vagabundagem, infindas aventuras e explorações por olivais, ribeiras e serranias; fascínio da descoberta de tudo o que é coisa ou bicho, e que deixa na vida um rasto sensorial de magia e encanto marcado por cheiros, sons, imagens e afectos (isto, é para mim é o Sagrado, a comunhão plena entre o “Eu” e o “Meio”, em sentimento de pertença). O segredo do Homem é a própria infância, escreveu o psicanalista João dos Santos, o que dá conta da importância vital desta etapa da vida, tão frequentemente esquecida e mesmo desvalorizada.

Desafios para os direitos Humanos...