Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

24 de junho de 2022

Exposição

 

MATTIA DENISSE

Hápax

SAVE THE DATE

Hápax é a mais extensa apresentação do trabalho de Mattia Denisse em Portugal, até à data. Comissariada por Bruno Marchand, esta exposição reúne uma seleção alargada de desenhos, serigrafias e monotipias produzidas nos últimos quinze anos e será inaugurada na Culturgest Lisboa, no próximo dia 24 de Junho, entre as 22:00 e as 00:00.

21 de junho de 2022

Solstício Verão 2022

 

O primeiro dia do Verão de 2022 em Portugal começou esta segunda-feira, 21 de Junho, às 4.23 horas. Geralmente, é chamado "o dia mais longo do ano" porque é o dia com mais luz solar.

Mais um fim e início dos diferentes Ciclos com que a Natureza nos brinda.

13 de junho de 2022

100 ANOS, VOO PIONEIRO


Com a devida vénia e respectiva autorização, se transcreve este tributo em verso, de Adilson Zotovici, a dois pioneiros que aproximaram Portugal e Brasil

100 ANOS, VOO PIONEIRO

Torno a homenagem de excelência

Da bela história que esquadrinho

Quando cem anos da Independência

Da Pátria irmã, com voo, sublinho


Com intrepidez, eficiência,

Honradez e bendito carinho

Estrelas, Sol, guias em essência,

Sobre o infinito azul marinho

 

Pelos cem anos do voo primeiro

Com o Luzitânia, fez-se o caminho

Entre Lisboa, Rio de Janeiro

 

No infindo céu, justo cantinho,

Laurel augusto, do voo pioneiro,

Sacadura Cabral, Gago Coutinho!

 

Adilson Zotovici

ARLS Chequer Nassif-169


7 de junho de 2022

AFINIDADE – É essa a principal causa de evasão?


Com a devida vénia se transcreve esta reflexão do  Irmão Fábio R. F. Pacheco (seleccionada do «Informativo CHICO DA BOTICA - Edição 136 - 30 Set 2019 – por «Jakim & Boaz»)

AFINIDADE – É essa a principal causa de evasão?

“Nunca temos tempo. No entanto, o tempo é tudo que temos.” (autor desconhecido)

Há muito tempo, quando recém exaltado ou talvez antes ainda, ouvi uma peça de arquitectura que muito me agradou; porém na época não compreendi adequadamente seu conteúdo. Infelizmente não consegui até hoje localizar o texto, pois não lembro do seu título nem do nome do autor e o Irmão que eu pensava ter trazido a peça também não se recorda dela. Assim sendo vou utilizar minhas palavras para a descrever. 

Naquele texto o autor apontou algumas características relacionadas com as personalidades dos indivíduos, que se destacam das demais, o que possibilita facilmente identificar a afinidade dele com alguma e/ou algumas atividades da nossa instituição. Por óbvio e generalizando, é apenas uma forma de identificarmos uma predileção da pessoa por alguma área específica o que não significa necessariamente que ela não actue ou relegue as demais atividades.

Exemplificando: Quem não se lembra de um Irmão que é “fascinado” por ritualística; aqui vou chamá-lo de “ritualístico”,  já que claramente é a actividade que mais o atrai. Outro identifica-se muito com a área administrativa, gostam de deixar os documentos e as finanças em perfeita ordem, aos quais vou chamá-los aqui de “gestores”. Temos ainda aqueles que mostram clara preferência pelos temas místicos, esotéricos, misteriosos em geral; chamo-os aqui de “místicos”. Há também quem tem nítida inclinação para atividades de filantropia e benemerência, estão sempre auxiliando de alguma forma, esses vou chamar aqui de “solidários”. Cito também os irmãos que tem ampla preferência aos estudos, gostam de ler e aprender, estão sempre buscando a verdade e vou nominá-los aqui de “estudiosos”. Na ordem, ainda temos aquele que quase só aparece em ágapes e festividades e adora as confraternizações, aqui vou identificá-lo como “ágape”.

 Nos exemplos acima, busquei indicar algumas características que nos dão uma breve visão de afinidades; já o texto original é muito mais completo e acredito ter o autor grande conhecimento técnico da área de psicologia e/ou afins; pois se minha memória não me trair, listou 10 principais áreas de interesse observando os indivíduos com propriedade de profundo conhecedor do tema.


Quero agora ponderar sobre a questão das diferentes faixas etárias. Sem dúvida alguma nas oficinas há irmãos das mais diversas idades e esse é um processo natural de continuidade e renovação e de maneira geral, os novos integrantes são mais novos de idade. Mas penso ser totalmente relevante isso quando estamos tratando de afinidades, uma vez que as afinidades são diferentes nas diferentes idades e momentos de vida de cada um. 

Penso que as diferenças etárias não apresentam, por si só, questão problemática; mas quando combinadas com outras características individuais e também da oficina demonstram claramente muitos casos de afinidades diferentes, ou seja, as afinidades de ambos não combinam. 

Vamos adiante a outro ponto que considero fundamental.

4 de junho de 2022

VINHO E MAÇONARIA: UMA ANALOGIA ALÉM DO SIMBOLISMO


Com a devida vénia, e respectiva autorização, se transcreve esta notável reflexão:

VINHO E MAÇONARIA: UMA ANALOGIA ALÉM DO SIMBOLISMO

Carlyle Rosemond Freire

M.I. CIM 307.07 – A.R.L.S. Terceiro Milênio nº7 - GOAL

Membro da Academia Maçônica de Ciências, Letras e Artes – AMCLA/COMAB

Resumo

O artigo pretende abrir caminho para novas discussões, pois sugere ensinar maçonaria através de analogias para com elementos que estão a nossa volta, e não apenas com os instrumentos maçônicos. A idéia é poder facilitar o diálogo entre pessoas com outros conhecimentos, como em questão, o vinho. Apesar do vinho dever estar presente em alguns rituais maçônicos e nos ágapes, e de muitos irmãos não tem o devido conhecimento simbólico do seu uso, a proposta é ampliar a discussão, criando analogias entre as uvas, o vinho e a maçonaria.

Palavras-chaves: Vinho. Uva. Maçonaria. Simbolismo.

Abstract

The article intends to make way for new discussions, it suggests teach masonry through analogies to with elements that are around us, not just with the Masonic instruments. The idea is to facilitate dialogue between people with other knowledge, as concerned wine. Despite the wine must be present in some Masonic rituals and banquets, and many brothers does not have the proper symbolic knowledge of its use, the proposal is to expand the discussion, creating analogies between the grapes, wine and masonry.

Keywords: Wine. Grape. Masonry. Symbolism.

1 – INTRODUÇÃO

É curioso falar sobre vinho para Maçons, principalmente porque a conhecida “pólvora negra” é essencial nos banquetes ritualísticos e ágapes maçons, e caberia aos irmãos saberem isso, mas, muitos desconhecem ou preferem não pesquisar.

Como tudo na Maçonaria, o vinho tem um valor simbólico e pode significar tanto a alegria que deve reinar entre os irmãos, durante a sagração de um Templo, como o espírito humano, em um ágape, além disso os brindes maçônicos são sempre feitos com vinho tinto e de pé. Se para os irmãos o vinho é conhecido como “pólvora”, os copos ou taças são seus canhões pronto para atirar.


Na realidade, o objetivo não é explicar aos irmãos o que eles já deveriam ter conhecimento, mas viajar um pouco na história e processos de obtenção dessa maravilhosa bebida, para, se permitem o termo, “viajar pela maionese” através de algumas analogias com a Maçonaria e, aprender um pouco sobre vinhos, ou seja, um processo conhecido na contemporaneidade como interdisciplinar.

O vinho é tão antigo quanto às primeiras Ordens Secretas da humanidade e remonta de 6 mil anos a.C., nos territórios que viria a ser a Bulgária, Grécia e Turquia. Pode-se até dizer que nasceram e cresceram juntos, pois tanto para a sociedade quanto para as várias religiões e cultos, o vinho tem um papel de grande importância, pois evoluiu com a humanidade ao longo do tempo, igual as antigas sociedades secretas, e como a Maçonaria, trouxe em sua essência inúmeros segredos em seu processo de fabricação.

Os cristãos acreditam que foi Noé quem produziu o primeiro vinho do mundo, atravéz do plantio de um vinhedo (“E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha.” Gên. 9:20), já os gregos consideravam uma dádiva dos deuses. Culturas como os hititas, babilônicos, sumérios entre outras, adaptaram a história de origem de acordo com a tradição e crença de seu povo. O vinho, como bebida alcóolica, era proibido pelo Islã, mas químicos muçulmanos passaram a utilizá-lo de forma medicinal antes do século X.

A fabricação do vinho melhorou, de forma considerável, durante o período do Império Romano, pois já eram conhecidas muitas variedades de uvas e de técnicas de cultivo, além de serem criados os barris para a armazenagem e transporte do vinho.

Depois veio a Igreja Católica, a partir do século VI como proprietária de grandes vinhedos para justificar o simbolismo na liturgia católica: o vinho era o sangue de Cristo. No século XVIII, com a Revolução Industrial, o vinho veio perdeu muito em qualidade, devido a ser fabricado com a intenção de possibilitar sua produção em massa e venda barata, mesmo com toda evolução tecnológica percorrida até a atualidade. Com a Maçonaria não é diferente, evoluiu tanto que perdeu em qualidade, pois em um mundo de tantos atrativos tecnológicos e profanos, poucos são os escolhidos e, menos ainda podem ser considerados como verdadeiros Maçons.

O ato cultivar uvas e de apreciar vinho é muito antigo e prazeroso para que o conhece e se assemelha as boas ações que o Maçom deve praticar ao logo de sua vida, pois as mesmas devem proporcionar prazer, não para causa própria, mas pela honra de ser um escolhido.

Não conheço bebida mais misteriosa que o vinho. Não conheço homem mais enigmático que o maçom. Não há bebida mais nobre que o vinho. Não há homem de retidão mais implacável que o maçom. Por isso a sua união é harmoniosamente perfeita. A sabedoria conhece o que é Sagrado, e sabe que não deve ser profanado. Há segredos que a Natureza e algumas mentes humanas luminosas, no seu imenso poder, jamais revelarão. (VENDRELL, 2015)