Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

6 de novembro de 2026

Filantropia, Economia Social e a responsabilidade Social da Maçonaria

 




Filantropia, Economia Social e a responsabilidade Social da Maçonaria




Este trabalho pretende acrescentar um contributo à discussão do tema muito bem apresentado (noutra Sessão desta R:.L:.) por um Ir:. sobre a responsabilidade social da Maçonaria.

Falou ele da forma como a N:.A:.O:. “se posiciona como agente da sociedade civil no domínio da responsabilidade social e do desenvolvimento comunitário em Portugal” e avançou com “uma proposta concreta de projecto de intervenção social, identificando o que mais poderia ser feito, quer a nível institucional, quer a nível individual, para mitigar problemas estruturais como a pobreza, o isolamento e a desigualdade de oportunidades”. Espero que o seu trabalho e a sua proposta tenham chegado a quem então foi proposto e que tenham sido bem lidos e aceites.

Eu procurarei ampliar o tema e falar-vos sobretudo da importância crescente da economia social, enquanto sistema económico e social complementar, e até alternativo, ao sistema capitalista nas suas diversas facetas e consequências.

Para tanto, recorrerei a vários estudos sobre filantropia e economia social, nacionais e internacionais, que não só cito em abundância, como vos deixo em referência mais abaixo, na bibliografia.   

Começarei, pois, por uma breve referência histórica à Filantropia, um conceito mais abrangente do que o de economia social e muito, muito mais antigo do que este último.