Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

15 de agosto de 2022

A LIÇÃO DO VÍRUS


Com a devida Vénia e repectiva autorização se transcreve mais um poema de Adilson Zotovici:

A LIÇÃO DO VÍRUS

Aos irmãos, livres pedreiros,

Formadores de opinião

Os sinais são verdadeiros

Quais  merecem reflexão


Nesses tempos sorrateiros

Sobre a grande poluição

Esses vírus traiçoeiros

Trazem importante lição


Como que em cativeiros

O homem  em isolação

Não devasta seus canteiros


Cursos d’água,  em aflição

Parecem tornar viveiros

Da vida que em extinção !


Adilson Zotovici

ARLS Chequer Nassif-169

1 de agosto de 2022

Mar, sempre o Mar

Com a devida vénia se transcreve este Artigo, escrito por António Valdemar, na Revista  Tempo Livre (Viajar com Livros)

Mar, sempre o Mar 

Poetas, escritores e dramaturgos portugueses aprofundaram todas as motivações da vida 

no mar. Encontram-se na poesia dos Cancioneiros medievais, na obra épica e lírica 

de Camões, nos sonetos de Antero, na Ode Marítima de Pessoa, nos roteiros do litoral 

e das ilhas dos Açores de Raul Brandão. 

O mar permanece desde sempre vinculado a Portugal. É um dos elementos que definiram parte significativa do território, estabeleceram uma das fronteiras com a Galiza, consolidaram a administração pública e privada, determinaram relações comerciais com o exterior e, alguns séculos depois, contribuíram para a expansão de Portugal através do Mundo. A presença do mar refletiu-se logo nos primórdios da literatura portuguesa. Encontra-se nos Cancioneiros que recolheram a poesia medieval e um dos exemplos mais relevantes é Martin Codax ao confessar a sua insatisfação afetiva marcada por interrogações sucessivas: «Ondas do mar de Vigo, / se vistes meu amigo? (…) Ondas do mar levado, / se vistes meu amado? E ai Deus, se verrá cedo?»