Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

29 de setembro de 2022

A MULHER NA ORDEM


Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve mais um Poema de Adilson Zotovici:

A MULHER NA ORDEM

Façamos uma reflexão

Com seriedade e cuidado

Sobre a séria indagação

Que faz um irmão respeitado


Seria uma evolução

Sobre antigo postulado

Ou mesmo uma revolução

Dando voltas, de lado a lado ?


Hoje há grande preocupação

Com quem se tem iniciado

Na Sublime Instituição


Quiçá se tenha pensado

No denodo, na obstinação

Que em tudo a mulher tem mostrado (???)


Adilson Zotovici

ARLS Chequer Nassif-169

14 de setembro de 2022

Viajando com Livros de António Valdemar

 


Com a devida vénia se transcreve este Artigo de António Valdemar publicado na Revista Tempo Livre de Setembro/Outubro 2022

Camilo Pessanha, Tão Longe e Tão Perto 

Referência obrigatória da literatura portuguesa e um dos grandes nomes do simbolismo europeu. Resistiu e resiste a todas as inovações que lhe sucederam. Ao contrário de Wenceslau de Morais que se orientalizou no Japão, Pessanha, durante trinta anos em Macau, nunca deixou de ser um europeu no Oriente. 

Predomina na poesia de Camilo Pessanha uma linguagem direta quase sempre próxima do quotidiano e procura conter a emoção imediata. Não se prende a contingências efémeras, a compromissos políticos e ideológicos, por mais nobres que sejam. Sem obra ainda publicada em livro, sem frequentar os centros intelectuais e artísticos, Camilo Pessanha, na transição do século XIX para o século XX, tornou--se uma das referências obrigatórias da literatura portuguesa. A sua obra caracteriza-se, essencialmente, pelo diálogo entre o amor e a morte. Introduziu novos ritmos, novas imagens. Dentro do simbolismo e para além dele. Resistiu e resiste a todas as inovações que lhe sucederam. Lembro, entre tantas revelações de Almada Negreiros, em digressões peripatéticas desde o Largo do Rato até ao Terreiro do Paço (quando o entrevistava sobre os Painéis) me ter dito e estou a citar de memória: «O Orpheu teve dois grupos distintos, os visuais e os auditivos. Nos primeiros estou eu com o Fernando Pessoa. O nosso mestre é Cesário Verde. Os outros, os que buscam nas palavras, a música, a voz e os silêncios Mário Sá Carneiro, Alfredo Guisado, Luís de Montalvor, e uma pequena parte do Pessoa ortónimo derivam do Camilo Pessanha. Ainda não existia a Clepsidra. 

Os poemas circulavam em cópias que passavam de mão em mão.» Camilo Pessanha radicara-se em Macau (1894-1926) e repartiu a sua atividade como professor do liceu e no exercício da advocacia.

11 de setembro de 2022

Homenagear e Recordar Salvador Allende

 


Com a devida vénia e repectiva autorização se transcreve esta homenagem a Salvador Allende por  Lila Aguilar Soto-Lorenzo

(Mestra Maçon do Rito Francês – O:. da Cidade do México – R:. L:.. "La Fayette" n º 10 - Membro do Círculo de Estudos do Rito Francês "Roëttiers de Montaleau")

Homenagear e Recordar Salvador Allende

Durante mais um aniversário do fatídico golpe de Estado fascista urdido, planeado e executado pela EUA, CIA e oligarquias dominantes, a 11.Setembro de 1973,  recordamos (como sempre) a memória do Presidente íntegro, Maçom, Progressista, Socialista e homem de palavra, que preferiu morrer no cumprimento do mandato para que tinha sido eleito pelo povo chileno, a render-se aos golpistas chefiados pelo torcionário Pinochet e seus sequazes, às ordens dos Americanos e dos oligarcas.

Muito se tem escrito sobre este acto abjecto e de terror, de que Salvador Allende e o heróico povo chileno foram as grandes vítimas, mas, no dia de hoje, (11.Set.2021), não resistimos a publicar de novo esta prancha, como sincera homenagem (já publicada no N/ Blog, em 08.Mai.2012), quer porque o texto se mantem plenamente actual, quer porque Allende e o sacrifício imposto ao povo chileno, (que no início tanta esperança e alegria nos tinha trazido, neste país ainda amordaçado pela ditadura) viverão sempre no coração e na memória de todos nós, em especial os que seguimos à época, com tristeza e ansiedade, aquele trágico acontecimento, bem como a todos os democratas, progressistas e antifascistas do mundo inteiro, que tornaram o «nossso Presidente» como uma das nossas referencias  colectivas indeléveis.

Texto da conferência  da  V.. M. •. • R. da. L. •. Lafayette n º 10, Lila Lorenzo Soto-Aguilar , realizada em 26 de Junho de 2010 na biblioteca "O Menestrel" , na Cidade do México (conferência foi realizada em comemoração ao 102 º aniversário de seu nascimento - organizado pela Associação Salvador Allende Gossens (ASAG))

A União dos Desiguais

 


Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve este trabalho do Irmão Norberto P. de Barcellos  seleccionado pelo blogue Jakim&Boaz do Informativo “CHICO DA BOTICA” - Edição 132 - 31 Maio 2019:

A União dos Desiguais

Podemos ter nítidas semelhanças com alguém. Seja na forma física. Seja na personalidade. Seja no jeito de ser. Fulano é assim. Sicrano é assado . De quando em vez, parecidos, mas iguais não. Todos nós somos diferentes. E é aí que emana do nosso íntimo uma luz de aprendizagem. 

Por maior que seja a nossa semelhança com alguém, jamais será absolutamente igual. Mesmo assim, esse pêndulo torna-nos  idênticos, porque representa a unidade das nossas diferenças e que por se completarem nas comparações, alcançam uma harmonia de igualdade. Todos nós temos qualidades ou defeitos que o outro não tem. Mas o outro possui muitas coisas que nós não possuímos. Isso completa-nos. Assim alcançamos o equilíbrio necessário, uma vez que, juntos acabamos formatando um caminho que, ao percorrermos pela lógica da dualidade, acaba conduzindo-nos  para uma forma única. Por outras palavras: as nossas diferenças completam-nos. Fulano gosta disso. Sicrano daquilo. Beltrano nem disso nem daquilo, porém absolutamente útil na sua forma de ser. Ao nos reconhecermos assim, evidenciamos a soma de nós mesmos.

Do conciso ao prolixo; do extrovertido ao tímido. 

A bem da verdade, para que um exista é fundamental a presença do outro. A dualidade é a permanência de ambos, como extremos, já que se um desaparecer, o outro perderá o sentido da sua existência, pois necessita do contrário como de si mesmo para poder existir. 

Desnecessários tantos exemplos, quando ao olharmos para o chão na nossa frente, vemos no Pavimento Mosaico a presença emblemática do Universo e de tudo o que nele existe, inclusive do ser humano, seu jeito de ser, sua vida, porque a dualidade está presente em tudo.

Na sua obra, “Simbologia Maçónica dos Painéis”, Almir Sant’Anna Cruz, assim escreve: “O Pavimento Mosaico além de representar a União entre todos, independente das suas diferenças étnicas, religiosas, políticas, etc., simboliza a harmonia dos contrários, a convivência harmoniosa de várias dualidades aparentemente antagónicas, tais como o bem e o mal, o espírito e a matéria, a polaridade positiva e a polaridade negativa da natureza, etc.” E finaliza: “Os maçons, unidos pelo mesmo cimento de tolerância e benevolência, conseguem não só superar a moral comum, mas, sobretudo elevar-se acima dela”. 

8 de setembro de 2022

INDEPENDÊNCIA E MAÇONARIA-200 ANOS

 

Celebram-se 200 anos da Independência do Brasil. Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve o Soneto de Adilson Zotovici:


INDEPENDÊNCIA E MAÇONARIA-200 ANOS

Confunde-se, entre elas, a história

Do reluzente raiar da liberdade

Da Nação contra procelas e vanglória

E a pungente ação da Fraternidade


Cabal, sem regressso...peremptória

Devotas por justiça e igualdade

D'Arte Real o processo da oratória

Aos patriotas uma nova realidade


A par e passo, que vigia, a trajetótia

Decisórias Pátria livre e Irmandade

Em compasso, dia a dia, na memória


Consistência nos eventos com equidade

Duzentos anos de competência e glória

De Independência e vitória em verdade!


Adilson Zotovici

ARLS Chequer Nassif 169