Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
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5 de agosto de 2026

História e Estrutura Simbólica dos Rituais

 




História e Estrutura Simbólica dos Rituais
Tomamos a liberdade de voltar a publicar este interessante trabalho no nosso Blog, datado de 19.Jan.23, novamente com a devida vénia e respectiva autorização, do Blog «Compasso & Esquadro»

Autor: Raoul Berteaux


Temos o grato prazer de apresentar aos nossos leitores alguns trechos da interessante e essencial obra de Raoul Berteaux  “La Symbolique de la Loge de Perfection du Rite Écossais Ancien et Accepté, du 4º au 14º degré” – Éditions Maçonniques de France (EDIMAF), 2012.

Embora este trabalho transcenda e ultrapasse o que é considerado ser o universo da maçonaria azul, achamos contudo interessante e até conveniente, continuar a apresentar neste Blog, sem perder o rumo prioritário, (como já o temos efectuado, esporádicamente),  alguns trabalhos mais dirigidos  aos Graus Complementares, uma vez que toda a sua Bibliografia está disponível ou na Internet ou na Bibliografia indicada, à venda nas livrarias especificas, podendo e devendo constituir, na nossa modesta opinião, um ponto de motivação para que os Mestres das Lojas Azuis não  tendam a acomodar-se no aconchego

29 de julho de 2026

STATIONER’S HALL (1721) - A Prova que Reconstroi o Nascimento da Maçonaria Moderna

 

 



STATIONER’S HALL (1721) - A Prova que Reconstroi o Nascimento da Maçonaria Moderna



Autor:  Iván Herrera Michel


              


 

Stationers´Hall de Londres

Após a recente publicação de um artigo sobre a taberna de Charleston onde foi fundado o primeiro Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceite, coincidindo com o 225º aniversário da sua fundação, fui convidado a recriar outro acontecimento crucial da história maçónica: o banquete realizado a 24 de junho de 1721, no "Stationers’ Hall", em Londres. A sugestão pareceu-me excelente, pois este foi o local do primeiro evento maçónico que pode ser verdadeiramente reconstruído com provas sólidas.

O primeiro ponto a recordar é que a criação de uma Grande Loja de Londres em 1717 baseia-se num relato incorporado por James Anderson na edição de 1738 das suas Constituições, o qual não pôde ser corroborado por outras fontes históricas, nem foi possível comprovar uma única reunião da loja entre 1717 e 1721. E, para complicar ainda mais o relato, a existência de uma taverna chamada "The Goose and the Grill" naquela cidade em 1717,  também não foi confirmada.

25 de junho de 2026

A Maçonaria na Revolução Francesa: que papel?

 



A Maçonaria na Revolução Francesa: que papel? 

Do baú de recordações do N/ Blog recuperámos esta interessante peça, que a seguir se divulga.



Ainda hoje é frequente ler e ouvir que a Revolução Francesa é sinónimo de uma acção vigorosa e organizada da Maçonaria francesa.

Sendo indiscutível, por múltiplos registos históricos, que uma grande parte da elite intelectual francesa integrava a Maçonaria, isso não significa que ela estivesse alinhada, como tal, com a ideologia revolucionária de então.

A importante presença dos maçons é outro facto inquestionável, muito activos individualmente, mas presentes em todos os campos político-ideológicos, incluindo a nível dos Chouans, que constituíam a corrente política e militar de defesa dos interesses da realeza.
A primeira iniciativa em torno da criação do mito dos maçons como autores da Revolução é do abade Lefranc, director do seminário de Caen que, em 1791, publicou um livro com um extenso título e cuja parte inicial era “ Le voile levé pour les curieux ou les secrets de la revolution revélés ….

14 de junho de 2026

Quem Sou? Reflexões

 



Quem Sou? Reflexões

Uma pesquisa ao Baú de recordações, permitiu-nos reaver este elemento, selecionado de: “ex-JB News – Informativo” nr. 1.954 – Flornópolis (SC)” –  7 de fevereiro de 2016, que dispomos aos nosso Leitores, entendendo que mantêm toda a actualidade.

Autor: Hercule Spoladore


“NÃO CREIA em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho de algum sábio antigo; 

NÃO CREIA em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes; 

AQUILO, POREM, que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de toda a outra coisa vivas; 

A ISSO, aceitai como verdade; 

POR ISSO, pautai vossa conduta! 

27 de maio de 2026

Mais de dois séculos do Rito Escocês Antigo e Aceito: que origens ?

 



Mais de dois séculos do Rito Escocês Antigo e Aceito: que origens ?



Segundo a historiografia oficial, o Rito Escocês Antigo e Aceito nasceu no território dos  Estados Unidos da América (EUA) em 1801, em Charleston, Carolina do Sul.

Nos últimos anos, diversos investigadores maçónicos têm procurado esclarecer os aspectos elementares desta importante matéria, dando a conhecer novos dados documentais que vêm preencher amplas lacunas.

O Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) nasceu nos EUA? 

Foi alvo de uma reorganização nos EUA com o acréscimo de 8 graus? 

Ou as suas fontes efectivas estão em França?

Nesse sentido, torna-se útil efectuar um conjunto de referências que possam ser objecto  de uma posterior reflexão sobre as reais origens do rito mais divulgado e praticado em todo o mundo.

17 de maio de 2026

O Cavaleiro Ramsay e o Rito Escocês Antigo e Aceito: mito e realidade !

 



O Cavaleiro Ramsay e o Rito Escocês Antigo e Aceito: mito e realidade !




Andrew Michel de Ramsay nasceu na Escócia, em Ayr, em 1686, segundo Ligou, ou em 1680/81, segundo Mackey.

O pai era padeiro na Escócia e foi referido por alguns autores como um eclesiástico anglicano, partidário dos Stuarts e arruinado pela revolução de 1688/1689.

A mãe seria descendente da família do Barão de Dun.

Fez os estudos de teologia, mas viveu toda a sua vida da hospitalidade e dos serviços prestados a destacados nobres e fidalgos, seja como preceptor junto, nomeadamente, do Duque de Wemyss, do Conde de Sassenage, dos Chateau-Thierry, do Duque de Bouillon e do próprio James III (do seu filho mais velho), seja como simples hóspede do arcebispo Fénelon, de Madame de Guyon ou do Duque de Sully.

Mesmo quando se deslocou a Inglaterra de 1728 a 1730 foi na casa de um familiar do Duque de Argyl que esteve.

28 de abril de 2026

Quando o Som se Torna Luz: Rituais, Símbolos e Música


                   



No âmbito do 15º Aniversário da N:.R:.L:.  Salvador Allende,  realizámos em 27.Abr. um encontro e jantar de confraternização. 
Estiveram presentes o Gr:. Sec:.  (representado o G:.M:.), e o Gr:. Intend:. Património do GOL, bem como diversos Amigos e Irmãos, além de Irmãs da  Loj:. Maat da GLFP , em que a Resp:. V:.M:., no âmbito do encontro (Conferência "GOL,  Arte e Maçonaria no Feminino"), se nos dignou presentear com a comunicação que abaixo se transcreve: 



Quando o Som se Torna Luz: Rituais, Símbolos e Música


([MÚSICA – Passacaglia | 0:00–0:35])

A relação entre rituais, símbolos e música atravessa a experiência humana como uma estrutura persistente, ainda que muitas vezes invisível. Mais do que expressões culturais isoladas, estas formas constituem modos de organização do sentido, dispositivos através dos quais o indivíduo interpreta, habita e transforma a sua relação com o mundo.

O ritual não se reduz a uma sequência codificada de gestos. Ele configura-se como uma prática estruturante que organiza o tempo, regula a ação e institui uma diferença face ao quotidiano. Ao delimitar um espaço e um tempo próprios, cria condições para uma experiência marcada pela intensidade e pela possibilidade de transformação.

A repetição, neste contexto, não é redundância, mas condição de eficácia. Ao reiterar-se, o gesto ritual não se esgota; acumula densidade, estabiliza a experiência e produz continuidade.

30 de março de 2026

Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à Sociedade - o caminho da Incerteza ? (II)

 


Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à  Sociedade - o caminho da Incerteza ? (II)


                   (Continuação)




IV – E a Maçonaria?

Do atrás exposto afigura-se-nos essencial que a  «velha» Maçonaria adogmática e liberal se una cada vez mais e sobretudo se reforce, em vez de se dispersar, pois tem aqui um campo primordial de intervenção, para que a Liberdade,  Igualdade e a Fraternidade subsistam e a Humanidade progrida, tirando partido eficiente e livre dos novos meios e desenvolvimentos tecnológicos de que poderá dispor. 

No nosso país, sendo a nova vaga de cidadania cada vez mais académicamente qualificada, poderá representar também, se não continuar a ser obrigada a emigar,  uma oportunidade essencial para a Maçonaria estar mais activa na Sociedade, já que compete aos maçons defenderem consequentemente os seus princípios,  desmascarando, combatendo e anulando prioritáriamente as ameaças totalitárias, resultantes da falta de solidariedade e apoio aos mais pobres e fracos (crianças, desempregados, idosos), à planeada regressão social e porque não, ao meio ambiente, que  a todos afecta, modelo corrente para os ideólogos do  ultra-liberalismo. 

20 de março de 2026

Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à Sociedade - o caminho da Incerteza ? (I)



Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à  Sociedade - o caminho da Incerteza ? (I)


                   


I - Introdução

A Maçonaria,  credenciada como uma das mais antigas e discretas instituições fraternais do mundo, carrega consigo séculos de tradição, conjuntamente com uma forte ligação a valores como a Liberdade, Igualdade, Fraternidade e aperfeiçoamento individual   da pessoa humana. Tem procurado,  ao longo da sua história, adaptar-se às sucessivas mudanças sociais e culturais, ao mesmo tempo que tenta preservar os princípios e valores que a definem. No século XXI, a modernidade dos novos costumes, hábitos e ideias sociais, aliada ao impacto das novas tecnologias, representam um novo e enorme desafio  para a instituição. Importa pois analisar e perspectivar, face ao papel que a Maçonaria desempenhou até hoje, qual o que poderá vir a desempenhar  na sociedade e no país e até globalmente, no novo mundo «digital» que entrelaça o planeta em que nos inserimos. 

27 de fevereiro de 2026

R.E.A.A. - do Grau de Mestre ao Grau 33 – origens e percursos de um Rito (II)

 



R.E.A.A. - do Grau de Mestre ao Grau 33 – origens e percursos de um Rito (II)        

A pedido de vários IIr:. e por considerarmos  pertinente a republicação deste trabalho, dividimos  em 2 partes o texto integral datado de Mar.2017, tomando assim a iniciativa de voltar a «dar à luz» a versão inicial.

                        (CONTINUAÇÃO)

                  


A alusão a «Mestres Escoceses» é referida nos Regulamentos Gerais, de 11 de Setembro de 1743, aprovados pela Grande Loja de França, então essencialmente formada por Mestres de Lojas parisienses, no seu Art. 20: “Como aprendemos que recentemente alguns Irmãos se anunciam sob o nome de «Mestres Escoceses» e constituem lojas particulares com pretensões  e exigem prerrogativas relativamente aos quais não se encontra nenhum registo nos antigos arquivos e costumes das Lojas espalhadas pela superfície da terra, a Grande Loja determina,  a fim de conservar a boa harmonia que deve reinar entre os Maçons, que a menos que estes «Mestres escoceses» sejam oficiais da Grande Loja, ou de qualquer Loja particular, serão considerados pelos Irmãos como os outros Aprendizes e Companheiros, não devendo utilizar nenhuma outra marca ou distinção particular” [6].
Nesta altura é já explícita a diferença entre a prática da maçonaria simbólica,  segundo a tradição, face aos portadores dos novos graus «escoceses».

Dois anos mais tarde, os Estatutos de 1745 da Respeitável Loja de S. João de Jerusalém, «governada pelo Conde de Clermont», que não deve ser confundida com a «Grande Loja de Paris», dita de França,  comportam, entre outros, um artigo muito interessante:
- Art. 44: “Os Escoceses serão os superintendentes dos trabalhos, terão a liberdade da palavra, e serão os primeiros a dar o seu sufrágio, colocar-se-ão onde desejarem, e quando estejam em falta não poderão ser repreendidos ou recuperados a não ser por Escoceses” [6].

Para além do discurso do cavaleiro Ramsay,  existem adicionalmente  duas outras importantes fontes, que a maioria dos historiadores e investigadores maçónicos consideram como estando na génese dos «Altos Graus»:

19 de fevereiro de 2026

R.E.A.A. - do Grau de Mestre ao Grau 33 – origens e percursos de um Rito (I)

 





R.E.A.A. - do Grau de Mestre ao Grau 33 – origens e percursos de um Rito (I)

A pedido de vários IIr:. e por considerarmos  pertinente a republicação deste trabalho, dividimos  em 2 partes o texto integral datado de Mar.2017, tomando assim a iniciativa de voltar a «dar à luz" a versão inicial.

                    


I – Introdução 

Distintos estudiosos e historiadores maçónicos  têm publicado trabalhos nos últimos decénios dissipando algumas das nuvens de várias lendas até então assumidas, contribuindo para  esclarecer progressivamente diversas lacunas documentais ou inconsistências, que se têm colocado aos estudiosos, quanto às reais origens do Rito Escocês Antigo e Aceito (R.E.A.A.) e às motivações e objectivos que lhe foram subjacentes. Sendo o R.E.A.A. o rito mais difundido a nível mundial, este caminho de procura das fontes originais torna-se ainda mais premente, para todos os que o pretendem praticar consistentemente e  daí as notas que se seguem.

Por outro lado a importância do grau de Mestre na consolidação da Maçonaria especulativa é um facto inquestionável (já alvo de trabalho anterior),  onde socorrendo-nos de alguns dos trabalhos recentes mais credenciados referenciámos alguns dos principais marcos, dados históricos e conclusões, embora continue a não ser possível determinar com precisão as suas origens. É nossa convicção que a estabilização e consolidação deste grau e da respectiva lenda hirâmica, criou as condições objectivas para o desenvolvimento subsequente dos chamados «Altos Graus», que com maior propriedade se deveriam designar simplesmente por «graus complementares».

Não existem dúvidas de que na Maçonaria Operativa existiam sómente dois graus: Aprendiz Companheiro, não apresentando  quaisquer influências astrológicas, alquímicas,

28 de dezembro de 2025

Pontes de Fraternidade - a experiência Latino-Americana rumo à Universalidade Maçónica do Terceiro Milénio

 




Pontes de Fraternidade - a experiência Latino-Americana rumo à Universalidade Maçónica do Terceiro Milénio


Trabalho apresentado em 22/11/2025 no Simpósio Maçónico Internacional, patrocinado pela Revista Cultural Maçónica Internacional “Cadena Fraternal”, pela Serenissima Gran Loggia Nazionale Italiana e pelo Instituto Universitário Claustro Iberoamericano da Cidade do México.

 (Saudações formais)


Antes de começarmos, gostaria de dizer que estas reflexões sinceras que partilho se baseiam na minha experiência directa a liderar organizações maçónicas latino-americanas e estruturas multilaterais com presença em quatro continentes, uma viagem que me permitiu observar a nossa diversidade, as nossas tensões e as nossas forças a partir de dentro.

Este percurso levou-me à convicção de que a Maçonaria só pode ser sustentada se as Obediências que hoje actuam nos principais circuitos internacionais aprofundarem, com genuíno empenho, o seu enfoque nas Obediências menores, as da periferia e as que trabalham longe dos grandes centros urbanos.

17 de novembro de 2025

150 Anos do Convento de Lausanne que redefiniu o R:.E:.A:.A:.

 



Com a devida vénia e respectiva autorização do Blog «Comp&Esq» se transcreve  a seguinte e interessante reflexão:

150 ANOS DO CONVENTO DE LAUSANNE QUE REDEFINIU O R:.E:.A:.A:.


Autor:  Iván Herrera Michel

                   

 

(ao lado: Águia Bicéfala desenhada em Lausana em 1875


Neste ano de comemorações, enquanto o mundo maçónico recorda o 150º aniversário do Convento de Lausanne, é importante compreender que este não é simplesmente um aniversário, mas uma redescoberta do momento em que o Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA) se examinou honestamente ao seu próprio espelho e decidiu questionar a sua identidade e o seu rumo. Pois, naquelas duas semanas de Setembro de 1875, as questões que ainda hoje debatemos foram discutidas com serenidade: se a fé e a razão podem coexistir sob o mesmo tecto, se a tradição pode ser renovada sem perder a sua essência e se a unidade pode existir sem uniformidade. Os eventos comemorativos de que ouço falar na Europa, na América e em África evocam uma semente viva que continua a dar frutos em cada jurisdição do REAA -  sejam elas femininas, mistas ou masculinas — onde o pensamento livre procura ser sustentado pela fraternidade e pelo respeito.

10 de novembro de 2025

O Mestre Maçom - prisioneiro ou libertado pela lenda de Hiram

 



O Mestre Maçom -  prisioneiro ou libertado pela lenda de Hiram



Foi-me sugerida a aprentação de uma Pr:. sobre o significado da lenda de Hiram para o Mestre Maçon. Prisioneiro ou libertado por ela? 

Para discorrer sobre o assunto, irei socorrer-me de três fontes: a minha própria reflexão, constante de várias das PPr:. elaboradas nos últimos anos; o excelente acervo bibliográfico construído pelos NN:.QQ:.IIr:. Diógenes de Sínope e Salvador Allende; e a sabedoria de muitos estudiosos da história maçónica, como Oswald Wirth, Hercule Spoladore e vários outros que aqui citarei.

Como é o caso de Marc Halévy, para quem “o grande tripé mítico e místico sobre o qual repousa o edifício simbólico e espiritual da Franco-maçonaria, resume-se em três ideias que têm entre si relações extraordinariamente ricas: o arquitecto perfeito e o Iniciado completo que é Hiram, o Templo de pedras de Jerusalém, sobre o monte Moriah, e o rei Salomão que incarna a Sabedoria mais profunda e representa o Divino entre os homens” .

Cada um destes pilares encontra as suas raízes no Livro dos Reis e nas Crónicas da Bíblia hebraica e a sua ligação perfeita é-nos dada a conhecer pela Lenda de Hiram, elemento central do ritual maçónico de elevação a Mestre.

3 de setembro de 2025

Desafios que se colocam à Maçonaria e à N:.A:.O:. no Século XXI

 




Desafios que se colocam à Maçonaria e à N:.A:.O:. no Século XXI

(versão original, publicada neste Blog em 18.Mai.23)  

As Linhas Gerais do trabalho que se apresentam, sempre na perspectiva de um permanente Aprendiz, estão alicerçadas no objectivo do superior interesse naquilo que nos possa unir, e nunca dividir. Afiguram-se-nos necessárias e urgentes  para  fomentar a discussão relativa à realidade actual e sobretudo futura, da Maçonaria, tendo em perspectiva sobretudo o que nos pode aguardar, neste agitado Séc. XXI.  Julgamos imperioso que o preparemos, a nível individual e da NAO:.,apesar de vários  pontos críticos, que julgamos pertinentes, poderem proporcionar alguns ou até fortes questionamentos e saudáveis discordâncias, mas o objectivo é precisamente esse.  Adicionalmente ( e esse era o segundo ponto de motivação), constituíram também, na maior parte,  o  alvo prioritário dos  past-Veneralatos da RL:. em que  nos inserimos, daí a  sintonização  com as àreas temáticas propostas. 
Sendo temas demasiado importantes, face ao tempo que decorre, bem como ao futuro a curto e médio-prazo, teremos de os perceber conceptual e filosóficamente, para os desenvolver   e resolver, se queremos continuar e fazer progredir  a Maçonaria «adogmática e liberal», tal com sempre a entendemos e defendemos,  face a este enorme desafio que se nos coloca -  a dificil transição para esta sociedade digital e fortemente disruptiva, que nos vem sendo imposta - imediatista, consumista, individualista, agressiva para com os mais fracos, e pouco atreita  a respeitar os seres humanos «livres e de bons costumes». 

11 de agosto de 2025

Maçonaria, Gestão e a Loja - Reflexões

  


                                                                                    
Com a devida vénia e autorização do Blog «Comp&Esq», se transcreve:

Maçonaria, Gestão e a Loja - Reflexões



Por considerarmos importante revisitar algumas reflexões expressas no presente trabalho, tomámos a liberdade de o publicar de novo, revendo algo, o que conjugado com os  trabalhos que se indicam a seguir, poderá servir eventualmente de guia útil aos diversos candidatos a Luzes da Loja, nomeadamente ao de Venerável Mestre.


Antes de mais recordemos que os IIrs:. devem meditar com cuidado (auto-analizando-se se estarão nas condições mínimas), antes de eventualmente aceitar uma proposta de candidatura aos Cargos para que são indicados, tendo todavia em conta a opinião maioritária do colectivo da  Loja, a que se deverão sujeitar, sempre que possível e sem atropelos significativos na sua vida privada).

Este texto surge no seguimento de cinco outros ("A Loja Maçónica como modelo Organizativo particular", 16.Dez.2014; "O Exercício do Veneralato" - 20.Jan.2017; "Maçonaria nas Redes Sociais" - 10.Abr.2024;  e  "Planificar, Edificar e Realizar" - 26.Ago.2019; e "Quatro Hábitos dos Líderes Maçónicos de Sucesso" - 08:Out.2024); que já apresentámos  neste Blog, abarcando o tema.

Achámos pois interessante chamar a atenção, de novo, para o mesmo assunto. Como é do conhecimento comum, ninguém nasce iluminado com a Luz do conhecimento e independentemente das características pessoais de cada Ir:. tudo se aprende, tudo se estuda e o colégio da Loja, bem como todos os IIr:. do colectivo, têm aqui um importante papel de ajuda e potenciação ao exercício progressista dos diversos cargos, até ao Veneralato -  (p' Comissão de Gestão do Blog - Salvador Allen:. - M:.M:.)

13 de julho de 2025

A Maçonaria na sua hora crítica - o vèu rasgado

 


A Maçonaria na sua hora crítica - o vèu rasgado 


Autor:  Iván Herrera Michel             

 


Durante anos, evitei diagnósticos apocalípticos sobre a Maçonaria, mas creio que chegou o momento de uma reflexão crítica (sem deixar de ser fraterna) sobre os seus desafios actuais, vistos a partir dos seus números, das suas tensões internas e pela sua fragmentação global. E escrevo isto sem qualquer intenção de polemizar. Há sinais, sintomas e dados ao longo do caminho que já não podem ser disfarçados com discursos de ocasião nem com banquetes de aniversário.              

A Maçonaria, que durante séculos se gabou da sua perfeição como regra, enfrenta hoje um preocupante desequilíbrio interno. Os seus pilares estão a ranger sob tensões doutrinárias, disputas de poder e um êxodo silencioso de membros, a tal ponto que não é exagero dizer que a sua relevância pública e a sua capacidade de inspirar as novas gerações devem ser objecto de sérias reflexões.               

Desde tempos remotos que a Ordem abraçou duas correntes principais, quase irreconciliáveis, cujas

22 de junho de 2025

O Cerco Diplomático que Imobiliza a Maçonaria masculina e divide a Ordem

 



O Cerco Diplomático que Imobiliza a Maçonaria masculina e divide a Ordem


Autor:  Iván Herrera Michel

                


A história da Maçonaria não pode ser contada sem mencionar a sua política inter-obediencial, porque também aí se vem jogando o destino da Ordem.             

O que é apresentado como respeito por uma tradição partilhada tem sido frequentemente instrumentalizado para construir um circuito interno chamado "regularidade", que constitui um modelo diplomático que agrupa as Grandes Lojas masculinas do mundo sob uma estrutura de poder extremamente eficaz que, durante mais de um século e meio, foi centralizada pela Grande Loja Unida de Inglaterra (GLUI /UGLE), que convertida por si própria no epicentro e árbitro do que pode ou não ser chamado de Maçonaria.

 O que temos diante de nós é um cerco diplomático altamente eficaz, constituído por uma rede de condições tácitas que impede inúmeras Grandes Lojas masculinas de exercerem a sua política externa de forma autónoma, por receio de perderem o apoio de uma autoridade que elevaram ao posto de reitor

11 de abril de 2025

O Homem, o Maçom e a Maçonaria

 



O Homem, o Maçom e a Maçonaria


Autor: Hércule Spoladore 


Com a devida vénia e autorização do Blog «Comp&Esq» («Compasso e Esquadro»), com quem temos uma parceria activa e fraterna, tomamos a liberdade de publicar este interessante trabalho, para apreciação dos IIrs da NRL:. e dos nossos leitores


O Homem é um ser complexo, estranho e imperfeito. Às vezes se julga senhor do mundo e às vezes em depressão, ou quando algo na sua vida não está bem se sente muito pequeno inútil e destruído. Nos seus momentos de fantasia, aspira ser Deus, sendo que jamais poderá vir a sê-lo.

Quer ser imortal, pois não admite a morte, mas nunca se lembra que se perpetua através dos seus genes nos seus descendentes.

É um ser gregário, aliás, condição vital para sobreviver. Desde os tempos das cavernas ele aprendeu a viver em grupo. É curioso. Pergunta muito, muito embora não tenha respostas para causas maiores da sua existência. Isto traz-lhe um conflito existencial muito grande. Quer conhecer a todo custo o que se passou com as civilizações anteriores e quer entrar em contacto com seres inteligentes do Universo.

26 de junho de 2016

O que se espera de cada Maçom

 




O  que se espera de cada Maçom


I - A Maçonaria, o Maçom e o Comportamento Maçónico




I.1– O Maçom  e a Loja

O simbolismo de nos despojarmos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos  transportar  para dentro os ressentimentos e vícios da vida profana,  as questiúnculas ou desagravos  que nos separam, a atracção pelo vil metal, mas sim  a compreensão, o respeito,  a tolerância  e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais e salutares diferenças de opinião que nos possam fazer divergir.

Um Iniciado só será verdadeiramente Maçom quando alcançar o conhecimento de si próprio e a partir daí compreenda aqueles que o rodeiam, nas suas fraquezas, tristezas e até falhas, tendo sempre a frontalidade de lhes transmitir o quanto é fundamental que a lealdade e a sinceridade prevaleçam sempre sobre os interesses individuais .

Para sermos Maç∴ coerentes, dignos dos valores que defendemos, é preciso perseverar no árduo trilho da eterna aprendizagem maçónica, tanto mais difícil numa sociedade que nos impinge constantemente o «pensamento dominante» através dos diversos meios de «comunicação», e em que a falta de ética, o oportunismo, o servilismo sem disfarces e/ou a mentira mais ou menos descarada  são diariamente evidenciados e/ou promovidos, por  quem não  o deveria.