Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
Mostrar mensagens com a etiqueta Maçonaria & Actualidade & Futuro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maçonaria & Actualidade & Futuro. Mostrar todas as mensagens

9 de setembro de 2026

Maçonaria no Espelho Digital: Projeção Pública, Redes Sociais e Juventude

 



Maçonaria no Espelho Digital: Projeção Pública, Redes Sociais e Juventude

 


Autor: Víctor Guerra


Este artigo reflecte criticamente sobre os esforços recentes da Grande Loja de Espanha (GLE) e da Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE) para projectar uma imagem pública da Maçonaria por meio das redes sociais, visando particularmente o público jovem entre 18 e 30 anos. Com base na análise de iniciativas como o projeto ” Ex Libris Lodge nº 3765” e conteúdos como o Craftcast, o artigo avalia a eficácia e a coerência dessas estratégias de comunicação em comparação com o uso tradicionalmente reservado e discreto da imagem maçónica. O artigo também critica a proliferação de conteúdo fotográfico nas redes sociais, muitas vezes sem controle institucional, e seu potencial uso por agentes externos para fins que nada têm a ver com a Maçonaria.

1 de setembro de 2026

Chegam os primeiros Mestres Maçons formados com a IA

 



Chegam os primeiros Mestres Maçons formados com a IA 

Autor:  Iván Herrera Michel

                  

Pouco mais de três anos e meio depois da estreia pública da IA, estamos a ver os primeiros maçons a alcançar o grau de Mestre cujas carreiras foram conduzidas inteiramente com o auxílio da inteligência artificial (IA).      

Na verdade, para estes novos Mestres, as IA não representam uma ruptura com a tradição, mas antes um ambiente sociológico normal no qual podem examinar as instruções recebidas e ser menos dependentes do prestígio dos nomes e mais respeitosos com a solidez dos argumentos. Esta contingência resulta especialmente significativa na Maçonaria, sendo um fenómeno com uma rica mistura de alegoria, simbolismo, tradição e especulação.                       

Por exemplo, ao longo dos três séculos de existência da Maçonaria, circularam falsidades históricas, tentando ligá-la aos construtores das pirâmides, aos Templários, aos mistérios do Egipto, às escolas pitagóricas e a inúmeras figuras bíblicas e não bíblicas. Agora, o novo maçom, com Inteligência Artificial à disposição, pode questionar a veracidade destas narrativas, comparar versões, investigar as

30 de março de 2026

Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à Sociedade - o caminho da Incerteza ? (II)

 


Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à  Sociedade - o caminho da Incerteza ? (II)


                   (Continuação)




IV – E a Maçonaria?

Do atrás exposto afigura-se-nos essencial que a  «velha» Maçonaria adogmática e liberal se una cada vez mais e sobretudo se reforce, em vez de se dispersar, pois tem aqui um campo primordial de intervenção, para que a Liberdade,  Igualdade e a Fraternidade subsistam e a Humanidade progrida, tirando partido eficiente e livre dos novos meios e desenvolvimentos tecnológicos de que poderá dispor. 

No nosso país, sendo a nova vaga de cidadania cada vez mais académicamente qualificada, poderá representar também, se não continuar a ser obrigada a emigar,  uma oportunidade essencial para a Maçonaria estar mais activa na Sociedade, já que compete aos maçons defenderem consequentemente os seus princípios,  desmascarando, combatendo e anulando prioritáriamente as ameaças totalitárias, resultantes da falta de solidariedade e apoio aos mais pobres e fracos (crianças, desempregados, idosos), à planeada regressão social e porque não, ao meio ambiente, que  a todos afecta, modelo corrente para os ideólogos do  ultra-liberalismo. 

20 de março de 2026

Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à Sociedade - o caminho da Incerteza ? (I)



Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à  Sociedade - o caminho da Incerteza ? (I)


                   


I - Introdução

A Maçonaria,  credenciada como uma das mais antigas e discretas instituições fraternais do mundo, carrega consigo séculos de tradição, conjuntamente com uma forte ligação a valores como a Liberdade, Igualdade, Fraternidade e aperfeiçoamento individual   da pessoa humana. Tem procurado,  ao longo da sua história, adaptar-se às sucessivas mudanças sociais e culturais, ao mesmo tempo que tenta preservar os princípios e valores que a definem. No século XXI, a modernidade dos novos costumes, hábitos e ideias sociais, aliada ao impacto das novas tecnologias, representam um novo e enorme desafio  para a instituição. Importa pois analisar e perspectivar, face ao papel que a Maçonaria desempenhou até hoje, qual o que poderá vir a desempenhar  na sociedade e no país e até globalmente, no novo mundo «digital» que entrelaça o planeta em que nos inserimos. 

9 de fevereiro de 2026

DO CAOS À ESTRUTURA: A Matriz Ética Comum entre a Segurança Pública e a Maçonaria

 




DO CAOS À ESTRUTURA:  A Matriz Ética Comum entre a Segurança Pública e a Maçonaria

Resumo: O presente artigo analisa a segurança pública não como uma mera função coerciva do Estado, mas como uma construção moral e uma infraestrutura ética necessária à vida em sociedade. Através de um paralelismo entre a tradição maçónica e a doutrina de segurança contemporânea, explora-se como os valores de retidão, proporcionalidade e integridade guiam o agente de segurança na transição do “caos” social para a “estrutura” de uma sociedade justa.


1. Introdução: A Segurança como Meio para a Liberdade

A segurança constitui um dos pilares fundamentais da organização política e social. Frequentemente, é reduzida a uma lógica instrumental de meios, táticas e resultados mensuráveis; no entanto, a segurança é, antes de tudo, uma prática moral exercida por pessoas investidas de autoridade pública.

Como bem salientado na filosofia política, a segurança não é um fim em si mesma, mas um meio para garantir a liberdade, a vida e a justiça. Sem um quadro mínimo de ordem, os direitos individuais

25 de agosto de 2025

O futuro do trabalho num mundo de robôs e de inteligência artificial

 


O futuro do trabalho num mundo de robôs e de inteligência artificial

Autor: Rogério Colaço



A questão central já não é se será, ou não, possível que todo o trabalho humano possa ser substituído por máquinas, mas se a existência da IA nos coloca perante uma utopia ou uma distopia.

O saudoso professor e filósofo Agostinho da Silva afirmava que “o homem não nasce para trabalhar, nasce para viver e para criar, para ser poeta”. A verdade é que a incrível aceleração do desenvolvimento tecnológico a que assistimos no presente mostra que essa utopia nunca esteve tão perto. De facto, quando no verão de 2023, a Universidade de Harvard anunciou que tinha contratado um robô como professor do programa de ciências computacionais, tudo mudou no mundo do trabalho.

29 de abril de 2025

Porquê ser Maçom no Século XXI ?

 





Porquê ser Maçom no Século XXI ?


(publicado inicialmente no Blog «Comp&Esq» em 17:jul.2019 - actualizado e revisto à data desta republicação, em conformidade com a parceria mútua acordada entre as respectivas gestões)




I – Introdução – A Maçonaria, a Globalização e o estado do Mundo


A globalização suportada no avanço vertiginoso e implacável das novas tecnologias impôs mudanças aceleradas nas sociedades, novos padrões de vida, novos comportamentos, modos de vida e mentalidades. Sobretudo “programou” (via impacto das Redes Sociais «apoderadas» pelos novos oligarcas multimilionários, meios de comunicação não independentes, «fake news», etc,) as mentalidades da generalidade das pessoas, dos povos e nações, quase sempre em sentido oposto aos princípios que defendemos enquanto Maçons. Recentemente, podemos citar como exemplo, a última campanha de Trump como efeito paradigmático, para quem eventualmente tivesse dúvidas....

24 de outubro de 2024

Reinterpretar a Maçonaria ampliando o foco

 Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve este artigo do blogue "Comp&Esq" 

Reinterpretar a Maçonaria ampliando o foco

Autor:  Ivan Herrera Michel


Atendendo a que, como refere o autor: "a Maçonaria é um espaço de verdadeira construção para todas as pessoas sem qualquer distinção" o pequeno texto deste conhecido autor e dirigente maçónico sul-americano, é deveras oportuno e conciso para ajudar a pensar o modo como o tricentenário passado maçónico poderá ser  (re)visitado  por forma a  melhor preparar a Maçonaria para a resistência e simultaneamente  adequação às profundas mudanças tecnológicas, sociais, filosóficas e culturais ao longo do Séc. XXI. O caminho já foi iniciado (não sem dificuldades) pelas mais importantes Obediências do ramo liberal/adogmático em pleno início do Sév.XX, resta agora seguir o caminho, aprendendo eventualmente com os erros. Se até a sempre rígida  e dogmática corrente anglo-saxónica, liderada pela Grande Loja Unida de Inglaterra já se começou a movimentar, só nos resta seguir em frente com o processo inclusivo e filosófico, adequando os cuidados necessários para não subverter os princípios filosóficos e simbólicos fundamentais da Maçonaria, no nosso caso da corrente liberal (em particular).

(seleccionado do Blog «FreeMason.pt» de 09.Set.2024, por «Comp&Esq»)

Sei por experiência própria que é sempre um tema de debate fazer da interpretação da herança maçónica uma ponte entre o seu passado tricentenário e o futuro que se aproxima, num mundo cuja evolução filosófica e tecnológica parece mover-se num carro de corrida, mas a verdade é que a Ordem exige na

24 de maio de 2024

Estado da Arte Real /Desenvolvimento Tecnológico

 

Vou tentar estabelecer uma relação entre o estado da Arte Real no que concerne ao desenvolvimento tecnológico e o que esse pode afectar, alterar, obrigar a adaptar os procedimentos que aqui praticamos.

Talvez possamos caracterizar a situação e a fase de desenvolvimento tecnológico em que nos 

encontramos e ao mesmo tempo caracterizarmos o que aqui fazemos, tentando descobrir como 

um pode afectar o outro.

A FASE TECONOLÓGICA

Convirá separar dois conceitos que por vezes se confundem, que são a Ciência e a Tecnologia. Por definição, a Ciência, desde que Isaac Newton a ajudou a conceptualizar, baseia-se no  desenvolvimento teórico através da dedução de conceitos físicos suportando-se na sua ferramenta natural que é a Matemática. Foi isso que nos permitiu evoluir no estabelecimento de regras e conceitos que explicam, prevêem e predizem o que acontecerá se realizarmos um evento que coloque em contacto partículas e ondas, ou partículas/ondas, de materiais e elementos vários.

Mas para que a Física, a Química e a Termodinâmica, e outras valências evoluam e permitam criar artefactos que nos sejam úteis, precisamos da Tecnologia e, naturalmente, a Tecnologia está sempre “atrasada” em relação à Ciência. Por ser do conhecimento de todos, o exemplo do contributo para o actual Modelo-Padrão do Físico Peter Higgs ( e François Englert) em que previu a partícula que confere massa à matéria no universal Campo de Higgs mostra bem este desfasamento. Peter Higgs e François Englert, separadamente, postularam esta hipótese em 1964 mas a “visualização” (detecção) desta partícula ocorre em 2013. 

Porquê? Porque em 1964 e nos 35 a 40 anos seguintes não existia capacidade tecnológica para construir um Anel Subterrâneo de 27 Km, entre a França e a Suíça, a cerca de 200m de profundidade, que gerasse um campo magnético tão intenso que permite acelerar partículas elementares atingindo energias de biliões de Ev (Electrão Volt) graças a cerca de 1200 Imans, cada um com mais de 35 toneladas. O LHC em operação gera cerca de 300 Gb de informação por segundo (cerca de 23 Peta Byte/Ano) o que leva a que seja necessário um exército de Cientistas para poder estudar tanta informação.

Concluindo, existem dois objectivos claros da comunidade humana e da curiosidade permanente que nos trouxe até onde hoje estamos, o estudo da Ciência que nos permite tentar compreender o que fazemos aqui e como funciona tudo aquilo que nos rodeia, e a capacidade de colaboração entre

10 de abril de 2024

Maçonaria nas Redes Sociais

 



Maçonaria nas Redes Sociais

Publicamos esta excelente prancha do Ir:. Marco António Perottonique consideramos continuar perfeitamente actual e pertinente. 
A propósito do que ainda vai de confusão, na mente de muitos Irmãos (sobretudo dos mais antigos), sobre a necessidade (ou não)  das Obediências Maçónicas (ou até das LLoj:. individualmente) terem acesso às Redes Sociais. Sempre defendemos (desde 2011) que, no mundo actual, Organização que não esteja presente na "Net", tenderá a não ser reconhecida ou a ter existência como tal, como é aceite pela enorme maioria dos cidadãos, sobretudo os mais jovens, que diariamente  utilizam  as redes Sociais sistemática e indiscriminadamente. 

Necessário é  que existam regras claras e inequívocas, mesmo tendo em conta que grande parte da Bibliografia maçónica clássica (e também o excesso  de «ruido» / falsa maçonaria e o anti-maçonismo declarado, que urge distinguir), já se encontram disponíveis nas Redes Sociais. Por outro lado e como consideramos que a famosa questão do «segredo maçónico» é do âmbito individual e só se estrutura pela participação dos maçons no contínuo e esforçado trabalho em Loj:., sendo na prática, «incomunicável». Como refere o Ir:. Marco Perottoni, tratam-se essencialmente de questões pertinentes  que poderemos  genéricamente identificar no âmbito de  «Ética Maçónica» , infelizmente tão esquecidas por parte de alguns «Irmãos» (ou do estrito cumprimento das Obrigações e regulamentos internos), pelo que as considerações em anexo continuam a ser da maior importância, apesar dos mais de sete anos de idade, motivo pelo qual se nos afigurou importante,  publicar o texto abaixo. (P' Comissão Editorial do Blog: Salvador Allen:. M:.M:.)

20 de março de 2024

Serviço Nacional de Saúde (SNS) e Liberdade, Igualdade e Fraternidade (LIF)



SNS e LIF

Proponho nesta Prancha abordar a problemática do SNS não do modo convencional, mas à luz da trilogia maçónica da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Num SNS que sempre teve muitas carências, as carreiras médicas foram o suporte à qualidade dos cuidados, mas foram politicamente atacadas e deturpadas em várias circunstâncias.

Em 1993, na revista “O Cidadão” da Associação Portuguesa dos Direitos dos Cidadãos, nos números 1 e 2 da Revista quer eu próprio quer o Irmão :. José Martí publicámos artigos reflectindo a preocupação sobre a evolução do SNS. Se nessa época se justificava essa preocupação, com maioria de razão se justifica agora, atendendo à recente degradação do sistema.

Numa estrutura de livres pensadores, não se justifica que se pretenda unicidade de opinião sobre assuntos importantes, como é o caso do SNS, mas sim a procura da melhor solução para garantir a sobrevivência de um SNS, dentro da possível pluralidade de opiniões e de modelos organizativos.

Sendo o SNS um pilar fundamental do Estado Social, como Maçons devemos defender um serviço indispensável à população e que tenha algumas características fundamentais: A) Que tenha carácter social e que esteja garantido o acesso a toda a população, sem distinção do estado económico ou de privilégios. 

B) Que a qualidade dos cuidados esteja assegurada, através dos órgãos competentes e independentes do poder político, o que no caso é competência da Ordem dos Médicos.

C) A forma de organização pode variar, como se pode verificar pela experiência dos países evoluídos da velha Europa.

Tentarei de forma resumida dar exemplos de modelos europeus, em particular dos dois modelos mais emblemáticos, implantados há muitos anos e que se mantêm na sua essência, embora com acidentes de percurso e adaptações.

Salientemos desde já que actualmente não existem modelos de concepção pura.

Os modelos que vamos referir são ambos modelos de cobertura universal, que consideram a saúde como um direito de cidadania, sem custos directos para o doente. No entanto apresentam formas de financiamento e de exercício profissional diferentes. 

 Refiro-me ao modelo Bismarckiano, o mais antigo e criado na Alemanha em 1883 pelo governo conservador de Bismark e o modelo Beveridgiano que inspirou o NHS, criado em 1946 no Reino Unido, baseado no plano de 1942 de Lord Beveridge, politico liberal.

16 de janeiro de 2024

Bioética e Acção Maçónica no Espaço Europeu

 


Bioética e Acção Maçónica no Espaço Europeu

Falar em Bioética e Acção Maçónica pressupõe termos presente o significado do que estamos a falar pelo que começarei por aí


A) BIOÉTICA

Socorro-me da Sabedoria da Filósofa e "Eticista" Maria do Céu Patrão Neves para expor o seu Conceito:

"...O neologismo "bioética" sugere pela primeira vez, com pertinência, forjado por VAN RENSSELAR POTER - um Investigador norte-americano da área da Oncologia em MADISON  (EUA) - que publica, em Dezembro de 1970, um Artigo intitulado "BIOETHICS, THE SCIENCE OF SURVIVAL" o qual constituiria um Capítulo da OBRA que publica em Janeiro de 1971, a saber: "BIOETHICS: BRIDGE TO THE FUTURE".

Nesse mesmo ano, no mês de Julho, ANDRE HELLEGERS - um Obstetra holandês da Universidade de Georgetiown em WASHINGTON (EUA) - funda o "JOSEPH AND ROSE KENNEDY INSTITUTE FOR THE STUDY OF HUMAN REPRODUCTION AND BIOETHICS", assim introduzindo o termo "bioética" pela segunda vez, mas desconhecendo a sua utilização anterior..." (1).

Este neologismo - "bioética" - "é cunhado por POTTER e <por> Hellegers com um sentido distinto...inspirado pela preocupação comum de urgência de apreciação ética das consequências dos progressos científico-tecnológicos, respectivamente, para a Vida em geral e para o Homem em particular..." (2).

A BIOÉTICA é, pois, "...uma Ética aplicada à Vida..." (3).

Posto isto compreendemos que os atrás referidos progressos científico-tecnológicos em curso (e de forma tão rápida) possam ter provocado preocupação e, porventura , "choque" com os "Princípios Morais e Éticos" tidos em conta pela Humanidade de então.

Assim, em 1978, foi apresentado o "...Relatório BELMONT pela (primeira) "Comissão de Ética Nacional para a Protecção dos Sujeitos Humanos em Investigação Biomédica e do Comportamento"..." (4) que iniciou o seu trabalho (e motivou outros) acabando por ser sistematizado na OBRA "...PRINCIPLES OF BIOMEDICAL ETHICS" - dos norte-americanos TOM BEAUCHAMP e JAMES CHILDRESS -, publicado em 1979..." e onde são "...enunciados os quatro Princípios bioéticos essenciais, não só na Investigação mas também na Assistência Clínica e nas Políticas de Saúde:

25 de abril de 2023

As Trevas Andam a Esvoaçar por aí


As Trevas Andam a Esvoaçar por aí

Existem vários graus no Areópago em que nos seus atributos nucleares está claramente assumido o combate à perfídia, ao fanatismo, à violência, a toda a injustiça, a toda a opressão e a toda a tirania, uma conduta guiada pelas causas justas, a procura da luz da verdade, consagrar a espada à causa da Liberdade, bem como reservar a sua inteligência à construção da humanidade.

Ora, os ventos que hoje sopram em muitos locais do Planeta estão carregados de ameaças à liberdade, às democracias e aos direitos sociais.

A extrema direita na Europa vem crescendo progressivamente, aumentando o seu peso eleitoral na generalidade dos países e tomando pela via democrática governos na Hungria, Polónia, Itália, Áustria, Lituânia e Suécia.

Para bloquear o caminho às forças totalitárias e agressivas, torna-se inadiável iniciar processos de resolução de muitos problemas sociais, como, por exemplo, a fome, o desemprego, a exclusão social, bem como um enérgico combate à corrupção e à falta de transparência das democracias.

São muitos destes problemas que alimentam essas forças extremistas e antidemocráticas que visam instaurar novas ditaduras.

Por outro lado, no plano concreto da maçonaria, temos de ser intransigentes com comportamentos de alguns indivíduos que estando formalmente no seio de algumas obediências, são activos propagandistas e militantes dessas forças totalitárias.

Se no caso do Grande Oriente Lusitano a sua história está intimamente entrelaçada com as lutas pela liberdade, pela democracia e pela emancipação social e humana, é indispensável termos bem presente que noutros países e noutras obediências a situação é dramaticamente muito diferente.

10 de janeiro de 2023

MAÇONARIA ACTUAL FACE ÀS GUERRAS, TOTALITARISMOS E DESIGUALDADES SOCIAIS CESCENTES – O IMPULSO DA EXTREMA DIREITA. QUE FUTURO PARA AS DEMOCRACIAS E O PAPEL DOS MAÇONS E DAS OBEDIÊNCIAS


 MAÇONARIA ACTUAL FACE ÀS GUERRAS, TOTALITARISMOS E DESIGUALDADES SOCIAIS CESCENTES – O IMPULSO DA EXTREMA DIREITA. QUE FUTURO PARA AS DEMOCRACIAS E O PAPEL DOS MAÇONS E DAS OBEDIÊNCIAS

Desafio proposto e Aceito (embora não desconhecendo que cada uma das partes do título contenha matéria para 4 ou 5 pranchas, logo, apenas vos vou transmitir a minha opinião que, espero bem, seja bem diferente da vossa por só assim, na diversidade,…o mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança…,como escreveu o poeta António Gedeão). E que Espaço/Tempo apropriado é este, onde nos encontramos sentados à procura da Luz (leia-se Conhecimento) que nos transforma, tornando-nos melhores e mais aptos para derrotar os vícios (Guerras, Totalitarismos, Desigualdades Sociais, Impulso da Extrema Direita e Falência da Democracia) e elevar as Virtudes (Maçonaria Actual e respectivos Maçons e Obediências).

Primeiro paradoxo: não é a Maçonaria eterna, ou melhor, acima do Tempo/Espaço? A actualidade não é tão só o produto do que fomos e somos para expressarmos a extraordinária capacidade de adaptação que caracteriza os Iniciados na N∴A∴O∴? Segundo paradoxo: como se atrevem as guerras, totalitarismos e desigualdades sociais e etc., a medrar no meio de seres humanos cada vez mais conhecedores, mais esclarecidos e, sobretudo, mais tolerantes, justos e fraternos?

Detalhemos: tem sido a Franco-Maçonaria, ao longo das Eras, uma plataforma de diálogo internacional (mesmo universal) enfrentando as complexas realidades geopolíticas, e tem-no feito com uma rigorosa

27 de dezembro de 2022

FRANCO-MAÇONARIA: VELHARIA OU NOVIDADE? (DESADEQUADA OU ADEQUADA ao AQUI e AGORA?)

 


Transcreve-se, com a devida vénia e respectiva autorização do Boletim Informativo " Chico da Botica", Ano 18, Edição 172 de 30.11.20022, este artigo de opinião:

FRANCO-MAÇONARIA: VELHARIA OU NOVIDADE?

(DESADEQUADA OU ADEQUADA ao AQUI e AGORA?) 

Vou começar por rever alguns conceitos, tais como Ciência, Moral, Religião, Política e Comportamento, dito de outro modo, o que tudo explica através da evidência (ou o que abre a Luz na escuridão); o que está bem e o que está mal (ou que é belo e o que não o é); o que religa as pessoas (ou o que se vê e o que se não vê); o que junta as pessoas (ou quem decide o quê); o que explica atitudes e intenções (ou o que permite que todos os conceitos anteriores sejam validados ou não).

Qualquer um deles é tão antigo como actual se considerarmos as variantes que a dinâmica de cada um sofreu ao longo dos tempos.

A Ciência deu os primeiros passos nas longínquas Eras em que Sumérios, Egípcios, Chineses e Aztecas se preocupavam com as colheitas e pastorícia que, entretanto, substituíram a caça e a ingestão da flora silvestre. Depois, assente nos seus próprios pés, foi-se estruturando sem, contudo, factos, procedimentos e resultados serem comuns (de acordo com Paul Feyeraband os elementos estruturais comuns em Ciência são para entreter os autores e os outros e não para explicar a própria Ciência). É curioso registar que o conhecimento dos Antigos foi preservado de modo não científico, mas hoje, os actuais cientistas apenas sabem mais e melhor sobre os detalhes dos fenómenos. Quantas vezes a dita Ciência foi abordada por palavras e não por acções? Não deveria ser libertada, a Ciência, da lógica dogmática e epistemológica? Quantas vezes as ideologias usaram o nome da Ciência para promover assassínios culturais? Estaremos, ou não, cada vez mais longe da ideia (platónica) de ser a Ciência um sistema de enunciados comprovados pela experiência e observação prontamente expostos por padrões racionais? Poderão as vertentes, intelectual e humanista, serem democráticas, ou seja, sem primados? Porque será que o que é cientifico tem que excluir projectos não científicos? Poderão os peritos consultar não peritos para melhor expressarem e comprovarem, não velhos clichés, mas novas e brilhantes experiências? Não sabemos nós que a uniformidade impede o poder critico, daí a proliferação das teorias ser mais benéfica para que se consiga preservar a melhor, seja ela antiga ou moderna? Não foi o desenvolvimento desigual da Ciência que lhe permitiu a sobrevivência? Não foi a riqueza das distinções entre o contexto da descoberta e o contexto da justificação da mesma que adormeceram a Ciência durante tanto tempo? Porque quererão os cientistas, com um vocabulário inacessível, destruir a sabedoria popular?