Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
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7 de junho de 2026

Edgar Morin (1921-2026), partiu uma imensa Luz

 



Edgar Morin (1921-2026), partiu uma imensa Luz

 

 Autor:  Paulo Mendes Pinto



Acabado de sair de um percurso escolar cheio de certezas, centrado numa ideia de conhecimento que via no número a mais exata de todas as coisas, o dia em que me cruzei com um texto de Edgar Morin foi a abertura de um mundo novo. Estava no 1º ano da licenciatura em História e, no meio de tanto conhecimento que nos era dado de forma árida, a Fátima Reis deu-nos um grupo de textos, centrados em Epistemologia, para lermos. Calhou-me um capítulo do Método, uma das obras seminais do filósofo. Era uma lufada de ar fresco a leitura desses textos que, infelizmente, muito pouco proveito deram a muitos na turma que abominaram, quer Morin, quer Habermas.

Li avidamente e, pela primeira vez, tive a intensa necessidade de voltar atrás uns parágrafos para melhor compreender o que vinha a seguir. Era um texto difícil, mas magnético. Agarrava-me como se quisesse