Autor: Paulo Cesar T. Ribeiro (*)
Imagem ilustrativa gerada por IA
Tempora mutantur et nos in illis. Os tempos mudam, e nós mudamos com eles. É deste axioma antigo que parto, porque há reflexões que só amadurecem quando o homem já viveu o bastante para reconhecer, no espelho da Ordem, aquilo que a sociedade insiste em recusar aos seus mais velhos.
Há, no cerne da Maçonaria, um convite ao autoconhecimento e ao aprimoramento moral — um trabalho interior que deveria, por sua própria natureza, dissolver as barreiras que o preconceito ergue entre os homens. E, no entanto, é preciso coragem para admitir que nem sempre é isto o que se vê. A casa que se proclama Templo da Igualdade não está imune às sombras que se projetam sobre o mundo profano. Ela é, como escrevi noutra parte, um microcosmos da sociedade humana: repercute, em suas paredes, os mesmos fenómenos que atravessam o tecido social mais amplo. E entre esses fenómenos há um que se instalou entre nós de maneira particularmente silenciosa — o etarismo, a discriminação por idade, a velhofobia que exclui, sem alarde, justamente aqueles que mais deram à Ordem.






