Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

4 de junho de 2026

O “Compagnonnage” e o nascimento do Sindicalismo

 


       

O “Compagnonnage” e o nascimento do Sindicalismo



Foi a partir do século XII mas, essencialmente, no decurso dos séculos XV e XVI que se assistiu ao despontar do “ Compagnonnage du Tour” em França. A par com a sua acção de defesa dos interesses dos operários, ele afrontou as corporações dos mestres. 

Foi, então, que proliferaram as interdições do poder civil que não conseguem atingir, apesar de tudo, toda a extensão dos seus efectivos.  Apesar dos regulamentos e das disposições que lhes proibiam o abandono do seu mestre sem o acordo deste e o poderem circular livremente, os operários do artesanato que pretendiam instruir-se no seu ofício e melhorar os seus salários, organizaram-se clandestinamente.

É nessa época que nasceram os primeiros companheiros pertencendo a uma sociedade conhecida pelo nome de “Dever”. 

Desafiando as poderosas corporações e. por via disso, o reino da França, o "Compagnonnage" desencadeou a permanente hostilidade da Igreja Católica. Praticar certas cerimónias durante a recepção de novos membros, ter sinais e palavras de reconhecimento, a presença de um ritual, de um simbolismo, de um segredo do ofício, tudo contribuiu para suscitar uma permanente desconfiança no seio da Igreja.

27 de maio de 2026

Mais de dois séculos do Rito Escocês Antigo e Aceito: que origens ?

 



Mais de dois séculos do Rito Escocês Antigo e Aceito: que origens ?



Segundo a historiografia oficial, o Rito Escocês Antigo e Aceito nasceu no território dos  Estados Unidos da América (EUA) em 1801, em Charleston, Carolina do Sul.

Nos últimos anos, diversos investigadores maçónicos têm procurado esclarecer os aspectos elementares desta importante matéria, dando a conhecer novos dados documentais que vêm preencher amplas lacunas.

O Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) nasceu nos EUA? 

Foi alvo de uma reorganização nos EUA com o acréscimo de 8 graus? 

Ou as suas fontes efectivas estão em França?

Nesse sentido, torna-se útil efectuar um conjunto de referências que possam ser objecto  de uma posterior reflexão sobre as reais origens do rito mais divulgado e praticado em todo o mundo.

17 de maio de 2026

O Cavaleiro Ramsay e o Rito Escocês Antigo e Aceito: mito e realidade !

 



O Cavaleiro Ramsay e o Rito Escocês Antigo e Aceito: mito e realidade !




Andrew Michel de Ramsay nasceu na Escócia, em Ayr, em 1686, segundo Ligou, ou em 1680/81, segundo Mackey.

O pai era padeiro na Escócia e foi referido por alguns autores como um eclesiástico anglicano, partidário dos Stuarts e arruinado pela revolução de 1688/1689.

A mãe seria descendente da família do Barão de Dun.

Fez os estudos de teologia, mas viveu toda a sua vida da hospitalidade e dos serviços prestados a destacados nobres e fidalgos, seja como preceptor junto, nomeadamente, do Duque de Wemyss, do Conde de Sassenage, dos Chateau-Thierry, do Duque de Bouillon e do próprio James III (do seu filho mais velho), seja como simples hóspede do arcebispo Fénelon, de Madame de Guyon ou do Duque de Sully.

Mesmo quando se deslocou a Inglaterra de 1728 a 1730 foi na casa de um familiar do Duque de Argyl que esteve.

7 de maio de 2026

O que se Espera de cada Maçom

 



O que se Espera de cada Maçom

Tomamos a liberdade de voltar a apresentar este trabalho, inicialmente publicado no nosso Blog em 26.Jun.2016, por considerarmos que mantem plena pertinência e actualidade.  Passados 10 anos, aproveitámos para introduzir ligeiras correcções e actualizações  (p' Comissão editorial do Blog).




I - A Maçonaria, o Maçom e o Comportamento Maçónico


1 – O Maçom  e a Loja

O simbolismo de nos despojarmos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos  transportar  para dentro  os ressentimentos e vícios da vida profana,  as questiúnculas ou desagravos  que nos separam, a atracção pelo vil metal, mas sim  a compreensão, o respeito,  a tolerância  e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais e salutares diferenças de opinião que nos possam fazer divergir.

Um Iniciado só será verdadeiramente Maçom quando alcançar o conhecimento de si próprio e a partir daí compreenda aqueles que o rodeiam, nas suas fraquezas, tristezas e até falhas, tendo sempre a frontalidade de lhes transmitir o quanto é fundamental que a lealdade e a sinceridade prevaleçam sempre sobre os interesses individuais .

Para sermos Maç∴ coerentes, dignos dos valores que defendemos, é preciso perseverar no árduo trilho da constante aprendizagem maçónica, tanto mais difícil numa sociedade que nos impinge constantemente o «pensamento dominante» através dos diversos meios de «comunicação»,  em que a falta de ética, o oportunismo, o servilismo sem disfarces e/ou a mentira mais ou menos descarada,  são diariamente evidenciados e/ou promovidos, por  quem não  o deveria.

28 de abril de 2026

Quando o Som se Torna Luz: Rituais, Símbolos e Música


                   



No âmbito do 15º Aniversário da N:.R:.L:.  Salvador Allende,  realizámos em 27.Abr. um encontro e jantar de confraternização. 
Estiveram presentes o Gr:. Sec:.  (representado o G:.M:.), e o Gr:. Intend:. Património do GOL, bem como diversos Amigos e Irmãos, além de Irmãs da  Loj:. Maat da GLFP , em que a Resp:. V:.M:., no âmbito do encontro (Conferência "GOL,  Arte e Maçonaria no Feminino"), se nos dignou presentear com a comunicação que abaixo se transcreve: 



Quando o Som se Torna Luz: Rituais, Símbolos e Música


([MÚSICA – Passacaglia | 0:00–0:35])

A relação entre rituais, símbolos e música atravessa a experiência humana como uma estrutura persistente, ainda que muitas vezes invisível. Mais do que expressões culturais isoladas, estas formas constituem modos de organização do sentido, dispositivos através dos quais o indivíduo interpreta, habita e transforma a sua relação com o mundo.

O ritual não se reduz a uma sequência codificada de gestos. Ele configura-se como uma prática estruturante que organiza o tempo, regula a ação e institui uma diferença face ao quotidiano. Ao delimitar um espaço e um tempo próprios, cria condições para uma experiência marcada pela intensidade e pela possibilidade de transformação.

A repetição, neste contexto, não é redundância, mas condição de eficácia. Ao reiterar-se, o gesto ritual não se esgota; acumula densidade, estabiliza a experiência e produz continuidade.