A Maçonaria na Revolução Francesa: que papel?
Do baú de recordações do N/ Blog recuperámos esta interessante peça, que a seguir se divulga.
Do baú de recordações do N/ Blog recuperámos esta interessante peça, que a seguir se divulga.
Meu Quer.’. e Resp.’. Irm.’.,
Saúde, Paz e Fraternidade!
Celebra-se hoje mais um Solstício de Verão, o dia mais longo do ano, o dia de São João Evangelista.
No auge da maturidade do Sol, estaremos a rececionar o tão esperado Verão, sempre ligado a festas, férias, viagens,…, iniciando, também, a época de avaliação da colheita quase amadurecida do ano que se encerra e a elaboração de projetos para um novo ciclo que se reinicia com a chegada de um novo ano e novas preocupações ou velhas restauradas. Mas, apesar de todas as circunstâncias que a vida insiste em impor-nos a cada dia, não podemos perder a sensibilidade para os ciclos que a natureza preserva através do equilíbrio das forças que a movimentam. Precisamos também de buscar esse equilíbrio, aproveitando os ares de um novo ano e praticarmos a introspecção e o autoconhecimento, essenciais para que estejamos preparados para encarar de forma corajosa os desafios diários que sempre se renovam.
Por isso, estas celebrações têm um caráter de saudação e de confraternização, evocando os laços que unem os irmãos.
Com a devida vénia e autorização Blog «Comp&Esq», consultámos o respectivo baú de memórias e publicamos o trabalho seguinte:
I – Introdução
Existem muitos maçons que consideram o Companheirismo («Compagnonnage») como uma organização cuja origem é comum ou de certo modo associada à Maçonaria, interpretando-a frequentemente como uma extensão desta, enquanto outros, sobretudo no exterior do espaço francês. práticamente a desconhecem.
As perguntas que mais frequentemente surgem sobre o “Compagnonnage” incidem sobre o seu grau de parentesco com a Maçonaria, já que para os não Iniciados (e mesmo para muitos maçons) a confusão entre as duas organizações e a sua origem, é razoável. Com o objectivo de clarificar algumas dúvidas, recorremos a diversas fontes bibliográficas (especialmente às indicadas no apêndice final), e a um dos mais conceituados estudiosos actuais do «Compagnonnage» (J.-Michel Mathonière), para dar corpo às notas que se seguem.
Quem Sou? Reflexões
Uma pesquisa ao Baú de recordações, permitiu-nos reaver este elemento, selecionado de: “ex-JB News – Informativo” nr. 1.954 – Flornópolis (SC)” – 7 de fevereiro de 2016, que dispomos aos nosso Leitores, entendendo que mantêm toda a actualidade.
Autor: Hercule Spoladore
“NÃO CREIA em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho de algum sábio antigo;
NÃO CREIA em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes;
AQUILO, POREM, que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de toda a outra coisa vivas;
A ISSO, aceitai como verdade;
POR ISSO, pautai vossa conduta!
Autor: Paulo Mendes Pinto
Acabado de sair de um percurso escolar cheio de certezas, centrado numa ideia de conhecimento que via no número a mais exata de todas as coisas, o dia em que me cruzei com um texto de Edgar Morin foi a abertura de um mundo novo. Estava no 1º ano da licenciatura em História e, no meio de tanto conhecimento que nos era dado de forma árida, a Fátima Reis deu-nos um grupo de textos, centrados em Epistemologia, para lermos. Calhou-me um capítulo do Método, uma das obras seminais do filósofo. Era uma lufada de ar fresco a leitura desses textos que, infelizmente, muito pouco proveito deram a muitos na turma que abominaram, quer Morin, quer Habermas.
Foi a partir do século XII mas, essencialmente, no decurso dos séculos XV e XVI que se assistiu ao despontar do “ Compagnonnage du Tour” em França. A par com a sua acção de defesa dos interesses dos operários, ele afrontou as corporações dos mestres.
Foi, então, que proliferaram as interdições do poder civil que não conseguem atingir, apesar de tudo, toda a extensão dos seus efectivos. Apesar dos regulamentos e das disposições que lhes proibiam o abandono do seu mestre sem o acordo deste e o poderem circular livremente, os operários do artesanato que pretendiam instruir-se no seu ofício e melhorar os seus salários, organizaram-se clandestinamente.
É nessa época que nasceram os primeiros companheiros pertencendo a uma sociedade conhecida pelo nome de “Dever”.
Desafiando as poderosas corporações e. por via disso, o reino da França, o "Compagnonnage" desencadeou a permanente hostilidade da Igreja Católica. Praticar certas cerimónias durante a recepção de novos membros, ter sinais e palavras de reconhecimento, a presença de um ritual, de um simbolismo, de um segredo do ofício, tudo contribuiu para suscitar uma permanente desconfiança no seio da Igreja.
Segundo a historiografia oficial, o Rito Escocês Antigo e Aceito nasceu no território dos Estados Unidos da América (EUA) em 1801, em Charleston, Carolina do Sul.
Nos últimos anos, diversos investigadores maçónicos têm procurado esclarecer os aspectos elementares desta importante matéria, dando a conhecer novos dados documentais que vêm preencher amplas lacunas.
O Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) nasceu nos EUA?
Foi alvo de uma reorganização nos EUA com o acréscimo de 8 graus?
Ou as suas fontes efectivas estão em França?
Nesse sentido, torna-se útil efectuar um conjunto de referências que possam ser objecto de uma posterior reflexão sobre as reais origens do rito mais divulgado e praticado em todo o mundo.