Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

18 de março de 2026

"Templo" no simbolismo e prática maçónicas - das Origens, ao(s) Significado(s) e à Concretização.

 



"Templo" no simbolismo e prática maçónicas - d
as Origens, ao(s) Significado(s) e à concretização.

Este trabalho, agora parcialmente revisto, resulta de uma  nova versão que englobava parte de dois, publicados também neste Blog,  respectivamente  em Abril e Julho de 2020. 
Nestes dois últimos, procurámos focar diferentes aspectos referentes ao tema «Templo», essencial na simbólica e literatura maçónicas. Por achar que a unidade, no sentido da «procura do que está disperso» seria mais útil, tentámos  agora alinhar, de uma forma mais coerente, a maior parte das perspectivas separadas, anteriormente traçadas. Assim concentrámos tudo num só texto, acrescentando outras partes que não tinham sido tratadas. Esperamos que o trabalho, agora disponibilizado, traduza algum valor acrescentado, face aos anteriores (avaliação essa que caberá exclusivamente aos estimados leitores). 


I – Quando a Lenda se mistura com a História 

A tradição da Maçonaria operativa escocesa, é uma das componentes da  história da Maçonaria que tem vindo a ser mais profundamente analisada pela escola da «história autêntica», defendida inicialmente por Knoop e Jones [6], mas só «redescoberta» a partir da década de 70 e 80 do século passado, por R. Dachez,  A. Bernheim e novos autores [5,11], entre os quais o escocês David Stevenson [7]. Algo contestada nos últimos anos (2ª década do Sec.XXI), por novos investigadores com acesso revisitado a antigas e novas fontes [10], continuamos contudo a considerá-la preponderante para uma compreensão mais correcta da «ante-câmara» da maçonaria especulativa, deixando de lado  as  lendas,

1 de março de 2026

GOTEIRA

 

Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve este poema de Adilson Zotovici:


         GOTEIRA 

Qual chuva ácida cresce 

E tem provocado aflição 

Goteira tácita aparece 

No telhado da Instituição 


Tal fumaça que intumesce 

Que segrega feliz visão 

Feito desgraça aborrece 

E cega o aprendiz artesão 

23 de fevereiro de 2026

Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à Sociedade - o caminho da Incerteza ?



Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à  Sociedade - o caminho da Incerteza ?




I - Introdução

A Maçonaria,  credenciada como uma das mais antigas e discretas instituições fraternais do mundo, carrega consigo séculos de tradição, conjuntamente com uma forte ligação a valores como a Liberdade, Igualdade, Fraternidade e aperfeiçoamento individual   da pessoa humana. Tem procurado,  ao longo da sua história, adaptar-se às sucessivas mudanças sociais e culturais, ao mesmo tempo que tenta preservar os princípios e valores que a definem. No século XXI, a modernidade dos novos costumes, hábitos e ideias sociais, aliada ao impacto das novas tecnologias, representam um novo e enorme desafio  para a instituição. 

15 de fevereiro de 2026

Os Protocolos dos Sábios do Sião

 





Os Protocolos dos Sábios do Sião

Numa época em que os atentados aos valores democráticos reforçam o avanço das "ideias" da velha/nova extrema-direita em grande parte da Europa e América, consideramos um alerta e deveras oportuna a republicação, no nosso país e no âmbito do nosso Blog, deste importante traçado do NQIr:. e Mestre H. Spoladore (in “Informativo CHICO DA BOTICA” - Ano 20 Edição 204 – 31 Out. 2025 )

Autor: Hercule Spoladore


Qual foi a pior situação que a Ordem enfrentou durante a sua existência? Dá para se enumerar muitas, tais como perseguições de ordem religiosas, politicas, sociais, pessoais que até hoje ainda existem, calúnias, mentiras, difamações, enfim uma série de epítetos que as pessoas que não gostam de nós, nos impingem, nos combatem, e querem nos destruir. Existem famosos livros escritos por antimaçons que se contam aos milhares que ainda circulam pelo mundo. Porem todos fantasiosos e falam muito do segredo dos maçons. Entres os clássicos temos a primeira publicação que realmente tocou o público, ávido de conhecer o segredo dos maçons, que foi a “Maçonaria Dissecada” do maçom que abalou a Ordem, Samuel Prichard publicada em cinco edições num jornal de Londres em 1730. 

5 de fevereiro de 2026

A Justiça Maçónica

 

    

A Justiça Maçónica                            

                                       

Autor:  Iván Herrera Michel 



Tal como acontece com qualquer instituição, os conflitos surgem inevitavelmente de tempos a tempos e, uma vez esgotados os canais fraternos, poderá ser necessário recorrer a regulamentos. Já abordei estas questões em publicações anteriores, mas as tensões actuais dentro de uma Grande Loja na América Central suscitaram novas questões e levaram-me a partilhar a minha opinião sobre o assunto.         

O primeiro ponto a esclarecer é que os maçons estão indissoluvelmente ligados às sociedades civis, dotadas de normas, critérios de interpretação e princípios orientadores que ajudámos a construir e aos quais o Estado de Direito nos deve. Por isso, as nossas tradições e normas internas nunca nos poderão ordenar, obrigar ou desculpar de fazer algo contra a lei. Sem esquecer a nossa consciência, crenças ou convicções.

26 de janeiro de 2026

A escolha do meu nome Simbólico (“Fernando Pessoa”)

 




A escolha do meu nome Simbólico (“Fernando Pessoa”)




O nome simbólico por mim escolhido foi o de Fernando António Nogueira Pessoa (Fernando Pessoa), expoente máximo da poesia portuguesa, nasceu a 13 de junho de 1888, no Largo de São Carlos, em Lisboa, e faleceu, a 30 de novembro de 1935.

Ora, o que me foi incutido para a escolha de um nome simbólico, enquanto aprendiz maçom, seria o nome de uma pessoa com quem me identificasse, que fosse um exemplo/pauta de vida para mim, alguém que por qualquer fundamento eu tenha admiração, quer esta tenha origem no seio familiar ou “figura pública”.

Assim, quando comecei por dar um pouco mais de cuidado à leitura de Fernando Pessoa, corria o meu décimo primeiro ano (ensino secundário), no então agrupamento um – área Cientifico Natural – com a componente de aulas práticas de Engenharia Civil, na Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, mais propriamente na disciplina de português com a docente Dra. Corina B. (nome profano). Desde essa altura, fiquei apaixonado por poemas como o “Gato que brincas na rua”, o “Hino à liberdade”, “A ceifeira” – a inconsciência e a razão ou então o poema “A dor” – onde são escalpelizadas três tipos de dor (a tida pelo escritor, a que este passa para as palavras e a do leitor).