Autor: Valentín Díaz, 33º
Um dos grandes pilares sobre os quais assenta o ideal maçónico é a liberdade. Outro grande pilar, intimamente ligado à liberdade, é o laicismo, que emergiu como um movimento social no século XIX, impulsionado pelas Revoluções Liberais e pelo Iluminismo, e que se incorporou nos sistemas jurídicos dos Estados com a França da Terceira República. Em 1882, foi promulgada a lei que instituía o ensino primário público, gratuito, obrigatório e laico, conhecida como Lei Ferry, em homenagem ao ministro (e mais tarde primeiro-ministro) Jules Ferry, um notório maçom.
E foi em 1905 que foi aprovada a Lei de Separação entre a Igreja e o Estado, estabelecendo um Estado laico em França e contendo a célebre frase: "A República não reconhece, paga ou subsidia nenhuma religião". O projecto desta lei foi obra do primeiro-ministro Émile Combes, também ele maçom. O facto de o Grande Oriente de França (GOdF) ter promovido o laicismo estatal expressa a importância do laicismo na ideologia maçónica. Mas, claro, nem o laicismo teve origem na França do século XIX, nem as concepções de laicidade eram idênticas entre os próprios maçons.





