Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

7 de maio de 2026

O que se Espera de cada Maçom

 



O que se Espera de cada Maçom

Tomamos a liberdade de voltar a apresentar este trabalho, inicialmente publicado no nosso Blog em 26.Jun.2016, por considerarmos que mantem plena pertinência e actualidade.  Passados 10 anos, aproveitámos para introduzir ligeiras correcções e actualizações  (p' Comissão editorial do Blog).




I - A Maçonaria, o Maçom e o Comportamento Maçónico


1 – O Maçom  e a Loja

O simbolismo de nos despojarmos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos  transportar  para dentro  os ressentimentos e vícios da vida profana,  as questiúnculas ou desagravos  que nos separam, a atracção pelo vil metal, mas sim  a compreensão, o respeito,  a tolerância  e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais e salutares diferenças de opinião que nos possam fazer divergir.

Um Iniciado só será verdadeiramente Maçom quando alcançar o conhecimento de si próprio e a partir daí compreenda aqueles que o rodeiam, nas suas fraquezas, tristezas e até falhas, tendo sempre a frontalidade de lhes transmitir o quanto é fundamental que a lealdade e a sinceridade prevaleçam sempre sobre os interesses individuais .

Para sermos Maç∴ coerentes, dignos dos valores que defendemos, é preciso perseverar no árduo trilho da constante aprendizagem maçónica, tanto mais difícil numa sociedade que nos impinge constantemente o «pensamento dominante» através dos diversos meios de «comunicação»,  em que a falta de ética, o oportunismo, o servilismo sem disfarces e/ou a mentira mais ou menos descarada,  são diariamente evidenciados e/ou promovidos, por  quem não  o deveria.

28 de abril de 2026

Quando o Som se Torna Luz: Rituais, Símbolos e Música


                   



No âmbito do 15º Aniversário da N:.R:.L:.  Salvador Allende,  realizámos em 27.Abr. um encontro e jantar de confraternização. 
Estiveram presentes o Gr:. Sec:.  (representado o G:.M:.), e o Gr:. Intend:. Património do GOL, bem como diversos Amigos e Irmãos, além de Irmãs da  Loj:. Maat da GLFP , em que a Resp:. V:.M:., no âmbito do encontro (Conferência "GOL,  Arte e Maçonaria no Feminino"), se nos dignou presentear com a comunicação que abaixo se transcreve: 



Quando o Som se Torna Luz: Rituais, Símbolos e Música


([MÚSICA – Passacaglia | 0:00–0:35])

A relação entre rituais, símbolos e música atravessa a experiência humana como uma estrutura persistente, ainda que muitas vezes invisível. Mais do que expressões culturais isoladas, estas formas constituem modos de organização do sentido, dispositivos através dos quais o indivíduo interpreta, habita e transforma a sua relação com o mundo.

O ritual não se reduz a uma sequência codificada de gestos. Ele configura-se como uma prática estruturante que organiza o tempo, regula a ação e institui uma diferença face ao quotidiano. Ao delimitar um espaço e um tempo próprios, cria condições para uma experiência marcada pela intensidade e pela possibilidade de transformação.

A repetição, neste contexto, não é redundância, mas condição de eficácia. Ao reiterar-se, o gesto ritual não se esgota; acumula densidade, estabiliza a experiência e produz continuidade.

18 de abril de 2026

EXALTAÇÃO

  

  Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve este poema de Adilson Zotovici:



                 EXALTAÇÃO  


    Renascido outrora à eterna viagem 

    Em compasso a luz em meio a escuridão 

    Labor com afinco em cada paragem 

    Com seu Maço, seu cinzel, à exaustão 


    Ao olhar o futuro com coragem 

   Tal e qual tivera em sua iniciação 

   Vê no alto muro nova paisagem

   Imaterial, levado à elevação 

 

30 de março de 2026

Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à Sociedade - o caminho da Incerteza ? (II)

 


Séc. XXI - Actualização da Maçonaria face à  Sociedade - o caminho da Incerteza ? (II)


                   (Continuação)




IV – E a Maçonaria?

Do atrás exposto afigura-se-nos essencial que a  «velha» Maçonaria adogmática e liberal se una cada vez mais e sobretudo se reforce, em vez de se dispersar, pois tem aqui um campo primordial de intervenção, para que a Liberdade,  Igualdade e a Fraternidade subsistam e a Humanidade progrida, tirando partido eficiente e livre dos novos meios e desenvolvimentos tecnológicos de que poderá dispor. 

No nosso país, sendo a nova vaga de cidadania cada vez mais académicamente qualificada, poderá representar também, se não continuar a ser obrigada a emigar,  uma oportunidade essencial para a Maçonaria estar mais activa na Sociedade, já que compete aos maçons defenderem consequentemente os seus princípios,  desmascarando, combatendo e anulando prioritáriamente as ameaças totalitárias, resultantes da falta de solidariedade e apoio aos mais pobres e fracos (crianças, desempregados, idosos), à planeada regressão social e porque não, ao meio ambiente, que  a todos afecta, modelo corrente para os ideólogos do  ultra-liberalismo.