Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

15 de fevereiro de 2026

Os Protocolos dos Sábios do Sião

 






Os Protocolos dos Sábios do Sião

Numa época em que os atentados aos valores democráticos reforçam o avanço das ideias da velha/nova extrema-direita em grande parte da Europa e América, consideramos um alerta e deveras oportuna a republicação, no nosso país e no âmbito do nosso Blog, deste importante traçado do NQIr:. e Mestre H. Spoladore (in “Informativo CHICO DA BOTICA” - Ano 20 Edição 204 – 31 Out. 2025 )

Autor: Hercule Spoladore


Qual foi a pior situação que a Ordem enfrentou durante a sua existência? Dá para se enumerar muitas, tais como perseguições de ordem religiosas, politicas, sociais, pessoais que até hoje ainda existem, calúnias, mentiras, difamações, enfim uma série de epítetos que as pessoas que não gostam de nós, nos impingem, nos combatem, e querem nos destruir. Existem famosos livros escritos por antimaçons que se contam aos milhares que ainda circulam pelo mundo. Porem todos fantasiosos e falam muito do segredo dos maçons. Entres os clássicos temos a primeira publicação que realmente tocou o público, ávido de conhecer o segredo dos maçons, que foi a “Maçonaria Dissecada” do maçom que abalou a Ordem, Samuel Prichard publicada em cinco edições num jornal de Londres em 1730. 

5 de fevereiro de 2026

A Justiça Maçónica

 

    

A Justiça Maçónica                            

                                       

Autor:  Iván Herrera Michel 



Tal como acontece com qualquer instituição, os conflitos surgem inevitavelmente de tempos a tempos e, uma vez esgotados os canais fraternos, poderá ser necessário recorrer a regulamentos. Já abordei estas questões em publicações anteriores, mas as tensões actuais dentro de uma Grande Loja na América Central suscitaram novas questões e levaram-me a partilhar a minha opinião sobre o assunto.         

O primeiro ponto a esclarecer é que os maçons estão indissoluvelmente ligados às sociedades civis, dotadas de normas, critérios de interpretação e princípios orientadores que ajudámos a construir e aos quais o Estado de Direito nos deve. Por isso, as nossas tradições e normas internas nunca nos poderão ordenar, obrigar ou desculpar de fazer algo contra a lei. Sem esquecer a nossa consciência, crenças ou convicções.

26 de janeiro de 2026

A escolha do meu nome Simbólico (“Fernando Pessoa”)

 




A escolha do meu nome Simbólico (“Fernando Pessoa”)




O nome simbólico por mim escolhido foi o de Fernando António Nogueira Pessoa (Fernando Pessoa), expoente máximo da poesia portuguesa, nasceu a 13 de junho de 1888, no Largo de São Carlos, em Lisboa, e faleceu, a 30 de novembro de 1935.

Ora, o que me foi incutido para a escolha de um nome simbólico, enquanto aprendiz maçom, seria o nome de uma pessoa com quem me identificasse, que fosse um exemplo/pauta de vida para mim, alguém que por qualquer fundamento eu tenha admiração, quer esta tenha origem no seio familiar ou “figura pública”.

Assim, quando comecei por dar um pouco mais de cuidado à leitura de Fernando Pessoa, corria o meu décimo primeiro ano (ensino secundário), no então agrupamento um – área Cientifico Natural – com a componente de aulas práticas de Engenharia Civil, na Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, mais propriamente na disciplina de português com a docente Dra. Corina B. (nome profano). Desde essa altura, fiquei apaixonado por poemas como o “Gato que brincas na rua”, o “Hino à liberdade”, “A ceifeira” – a inconsciência e a razão ou então o poema “A dor” – onde são escalpelizadas três tipos de dor (a tida pelo escritor, a que este passa para as palavras e a do leitor).

28 de dezembro de 2025

Pontes de Fraternidade - a experiência Latino-Americana rumo à Universalidade Maçónica do Terceiro Milénio

 




Pontes de Fraternidade - a experiência Latino-Americana rumo à Universalidade Maçónica do Terceiro Milénio


Trabalho apresentado em 22/11/2025 no Simpósio Maçónico Internacional, patrocinado pela Revista Cultural Maçónica Internacional “Cadena Fraternal”, pela Serenissima Gran Loggia Nazionale Italiana e pelo Instituto Universitário Claustro Iberoamericano da Cidade do México.

 (Saudações formais)


Antes de começarmos, gostaria de dizer que estas reflexões sinceras que partilho se baseiam na minha experiência directa a liderar organizações maçónicas latino-americanas e estruturas multilaterais com presença em quatro continentes, uma viagem que me permitiu observar a nossa diversidade, as nossas tensões e as nossas forças a partir de dentro.

Este percurso levou-me à convicção de que a Maçonaria só pode ser sustentada se as Obediências que hoje actuam nos principais circuitos internacionais aprofundarem, com genuíno empenho, o seu enfoque nas Obediências menores, as da periferia e as que trabalham longe dos grandes centros urbanos.

24 de novembro de 2025

Porque é que o Homem precisa de Ritos

  



Porque é que o homem precisa de Ritos?


Autor: Claude R.


Desde o início dos tempos, o homem é fascinado pela morte. As suas primeiras perguntas metafísicas, sem dúvida, surgiram antes da morte. Antes da morte do outro, e antes da consciência da sua própria morte. Então ele se perguntou sobre o significado da sua vida e o significado de tudo. Porque o homem é incapaz de estar satisfeito com o que vê. Ele deve imaginar para cada coisa uma origem, um porquê, um como e um depois. Cada povo tem a sua própria cosmogonia, que é a representação do mundo e a sua criação, nas várias culturas e civilizações do mundo. Tudo o que é incompreensível, inexplicável ou que escapa à sua razão leva-o ao esoterismo em todas as suas formas: religião, magia, ocultismo, adivinhação, bruxaria, etcEle forjou as suas mitologias e lendas, e foi assim que ele se tornou ele próprio; o dia em que conseguiu praticar a abstracção e projectar a sua mente em direcção ao imaginário e ao invisível, para o inexplicável, e finalmente para o Sagrado.

17 de novembro de 2025

150 Anos do Convento de Lausanne que redefiniu o R:.E:.A:.A:.

 



Com a devida vénia e respectiva autorização do Blog «Comp&Esq» se transcreve  a seguinte e interessante reflexão:

150 ANOS DO CONVENTO DE LAUSANNE QUE REDEFINIU O R:.E:.A:.A:.


Autor:  Iván Herrera Michel

                   

 

(ao lado: Águia Bicéfala desenhada em Lausana em 1875


Neste ano de comemorações, enquanto o mundo maçónico recorda o 150º aniversário do Convento de Lausanne, é importante compreender que este não é simplesmente um aniversário, mas uma redescoberta do momento em que o Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA) se examinou honestamente ao seu próprio espelho e decidiu questionar a sua identidade e o seu rumo. Pois, naquelas duas semanas de Setembro de 1875, as questões que ainda hoje debatemos foram discutidas com serenidade: se a fé e a razão podem coexistir sob o mesmo tecto, se a tradição pode ser renovada sem perder a sua essência e se a unidade pode existir sem uniformidade. Os eventos comemorativos de que ouço falar na Europa, na América e em África evocam uma semente viva que continua a dar frutos em cada jurisdição do REAA -  sejam elas femininas, mistas ou masculinas — onde o pensamento livre procura ser sustentado pela fraternidade e pelo respeito.