Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

21 de setembro de 2025

Podemos estabelecer um paralelo entre o Socialismo e a Fraternidade Maçónica?

 




Podemos estabelecer um paralelo entre o Socialismo e a Fraternidade Maçónica?


Autor: Charles-Albert Delatour

 

A questão do paralelismo entre o socialismo e a fraternidade maçónica é complexa, pois toca conceitos distintos – um sistema político-económico, por um lado, e um valor espiritual e organizacional, por outro – mas merece uma análise aprofundada devido a certos pontos de convergência e de divergência. Trata-se de uma exploração pormenorizada, estruturada para examinar as semelhanças, as diferenças e as nuances, com base nos princípios da Maçonaria e nos fundamentos do socialismo, tendo em conta o contexto histórico e filosófico.

Definições e princípios fundamentais
Para estabelecer um paralelo, é essencial clarificar os termos:

Socialismo: Movimento político e económico que defende uma organização social e económica destinada a reduzir as desigualdades, frequentemente através da redistribuição da riqueza, da

8 de setembro de 2025

Música cerimonial Maçónica

 

 Música cerimonial Maçónica


Autor: Ivan Herrera Michel


Anexo:

interpretações da Música cerimonial maçónica:


 A música cerimonial maçónica não é mais do que a encenação nas Lojas, a partir do século XVII, de um saber cultural muito antigo e profundamente enraizado na humanidade, que parece ter surgido no período Paleolítico Superior, há pouco mais de 40.000 anos. Os antropólogos concluíram que as flautas já eram usadas em contextos rituais nessa época, tendo encontrado na actual Eslovénia uma feita de osso de urso, datada de há cerca de 43.000 anos, que se discute ser dos Neandertais, e outra na Alemanha, feita de marfim de mamute, de há cerca de 35.000 anos, que se atribui aos Cro-Magnons.

Com o nascimento da Maçonaria especulativa no início do século XVIII, é nas Constituições de Anderson de 1723 que encontramos as primeiras canções impressas. E, a partir dessa data, encontramo-las por todo o lado sob formas muito variadas, sob a forma de hinos, cânticos, composições instrumentais, marchas, etc. O seu florescimento foi notável.

3 de setembro de 2025

Desafios que se colocam à Maçonaria e à N:.A:.O:. no Século XXI

 




Desafios que se colocam à Maçonaria e à N:.A:.O:. no Século XXI

(versão original, publicada neste Blog em 18.Mai.23)  

As Linhas Gerais do trabalho que se apresentam, sempre na perspectiva de um permanente Aprendiz, estão alicerçadas no objectivo do superior interesse naquilo que nos possa unir, e nunca dividir. Afiguram-se-nos necessárias e urgentes  para  fomentar a discussão relativa à realidade actual e sobretudo futura, da Maçonaria, tendo em perspectiva sobretudo o que nos pode aguardar, neste agitado Séc. XXI.  Julgamos imperioso que o preparemos, a nível individual e da NAO:.,apesar de vários  pontos críticos, que julgamos pertinentes, poderem proporcionar alguns ou até fortes questionamentos e saudáveis discordâncias, mas o objectivo é precisamente esse.  Adicionalmente ( e esse era o segundo ponto de motivação), constituíram também, na maior parte,  o  alvo prioritário dos  past-Veneralatos da RL:. em que  nos inserimos, daí a  sintonização  com as àreas temáticas propostas. 
Sendo temas demasiado importantes, face ao tempo que decorre, bem como ao futuro a curto e médio-prazo, teremos de os perceber conceptual e filosóficamente, para os desenvolver   e resolver, se queremos continuar e fazer progredir  a Maçonaria «adogmática e liberal», tal com sempre a entendemos e defendemos,  face a este enorme desafio que se nos coloca -  a dificil transição para esta sociedade digital e fortemente disruptiva, que nos vem sendo imposta - imediatista, consumista, individualista, agressiva para com os mais fracos, e pouco atreita  a respeitar os seres humanos «livres e de bons costumes». 

25 de agosto de 2025

O futuro do trabalho num mundo de robôs e de inteligência artificial

 


O futuro do trabalho num mundo de robôs e de inteligência artificial

Autor: Rogério Colaço



A questão central já não é se será, ou não, possível que todo o trabalho humano possa ser substituído por máquinas, mas se a existência da IA nos coloca perante uma utopia ou uma distopia.

O saudoso professor e filósofo Agostinho da Silva afirmava que “o homem não nasce para trabalhar, nasce para viver e para criar, para ser poeta”. A verdade é que a incrível aceleração do desenvolvimento tecnológico a que assistimos no presente mostra que essa utopia nunca esteve tão perto. De facto, quando no verão de 2023, a Universidade de Harvard anunciou que tinha contratado um robô como professor do programa de ciências computacionais, tudo mudou no mundo do trabalho.

11 de agosto de 2025

Maçonaria, Gestão e a Loja - Reflexões

  


                                                                                    
Com a devida vénia e autorização do Blog «Comp&Esq», se transcreve:

Maçonaria, Gestão e a Loja - Reflexões



Por considerarmos importante revisitar algumas reflexões expressas no presente trabalho, tomámos a liberdade de o publicar de novo, revendo algo, o que conjugado com os  trabalhos que se indicam a seguir, poderá servir eventualmente de guia útil aos diversos candidatos a Luzes da Loja, nomeadamente ao de Venerável Mestre.


Antes de mais recordemos que os IIrs:. devem meditar com cuidado (auto-analizando-se se estarão nas condições mínimas), antes de eventualmente aceitar uma proposta de candidatura aos Cargos para que são indicados, tendo todavia em conta a opinião maioritária do colectivo da  Loja, a que se deverão sujeitar, sempre que possível e sem atropelos significativos na sua vida privada).

Este texto surge no seguimento de cinco outros ("A Loja Maçónica como modelo Organizativo particular", 16.Dez.2014; "O Exercício do Veneralato" - 20.Jan.2017; "Maçonaria nas Redes Sociais" - 10.Abr.2024;  e  "Planificar, Edificar e Realizar" - 26.Ago.2019; e "Quatro Hábitos dos Líderes Maçónicos de Sucesso" - 08:Out.2024); que já apresentámos  neste Blog, abarcando o tema.

Achámos pois interessante chamar a atenção, de novo, para o mesmo assunto. Como é do conhecimento comum, ninguém nasce iluminado com a Luz do conhecimento e independentemente das características pessoais de cada Ir:. tudo se aprende, tudo se estuda e o colégio da Loja, bem como todos os IIr:. do colectivo, têm aqui um importante papel de ajuda e potenciação ao exercício progressista dos diversos cargos, até ao Veneralato -  (p' Comissão de Gestão do Blog - Salvador Allen:. - M:.M:.)

27 de julho de 2025

Será a Maçonaria “Woke”?

 




Será a Maçonaria “Woke”?


Autor: Ivan Herrera Michel




 Na realidade, a pergunta não pode ser respondida com um simples sim ou um simples não, porque se deve necessáriamente partir do pressuposto de que existe um velho romance entre a Maçonaria e o envolvimento social que remonta às suas origens iluministas. A dificuldade surge quando a palavra “woke” [1] é utilizada de forma pejorativa contra todo o tipo de iniciativas progressistas, gerando uma carga semântica ambígua e um uso polarizado.

De facto, foi-me ensinado desde o primeiro dia que a Ordem trabalha em prol da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade e que, desde os seus primórdios, foi um refúgio de livres-pensadores que defendiam ideias relacionadas com o progresso, a liberdade de pensamento, a liberdade de consciência e os direitos do homem e do cidadão, entre outros. Por seu lado, a Real Academia da Língua Espanhola, em resposta a uma consulta que lhe foi feita,  respondeu a 7 de Abril de 2021 que

13 de julho de 2025

A Maçonaria na sua hora crítica - o vèu rasgado

 


A Maçonaria na sua hora crítica - o vèu rasgado 


Autor:  Iván Herrera Michel             

 


Durante anos, evitei diagnósticos apocalípticos sobre a Maçonaria, mas creio que chegou o momento de uma reflexão crítica (sem deixar de ser fraterna) sobre os seus desafios actuais, vistos a partir dos seus números, das suas tensões internas e pela sua fragmentação global. E escrevo isto sem qualquer intenção de polemizar. Há sinais, sintomas e dados ao longo do caminho que já não podem ser disfarçados com discursos de ocasião nem com banquetes de aniversário.              

A Maçonaria, que durante séculos se gabou da sua perfeição como regra, enfrenta hoje um preocupante desequilíbrio interno. Os seus pilares estão a ranger sob tensões doutrinárias, disputas de poder e um êxodo silencioso de membros, a tal ponto que não é exagero dizer que a sua relevância pública e a sua capacidade de inspirar as novas gerações devem ser objecto de sérias reflexões.               

Desde tempos remotos que a Ordem abraçou duas correntes principais, quase irreconciliáveis, cujas