Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

11 de agosto de 2026

História e Estrutura Simbólica dos Rituais

 




História e Estrutura Simbólica dos Rituais
Tomamos a liberdade de voltar a publicar este interessante trabalho no nosso Blog, datado de 19.Jan.23, novamente com a devida vénia e respectiva autorização, do Blog «Compasso & Esquadro»

Autor: Raoul Berteaux


Temos o grato prazer de apresentar aos nossos leitores alguns trechos da interessante e essencial obra de Raoul Berteaux  “La Symbolique de la Loge de Perfection du Rite Écossais Ancien et Accepté, du 4º au 14º degré” – Éditions Maçonniques de France (EDIMAF), 2012.

Embora este trabalho transcenda e ultrapasse o que é considerado ser o universo da maçonaria azul, achamos contudo interessante e até conveniente, continuar a apresentar neste Blog, sem perder o rumo prioritário, (como já o temos efectuado, esporádicamente),  alguns trabalhos mais dirigidos  aos Graus Complementares, uma vez que toda a sua Bibliografia está disponível ou na Internet ou na Bibliografia indicada, à venda nas livrarias especificas, podendo e devendo constituir, na nossa modesta opinião, um ponto de motivação para que os Mestres das Lojas Azuis não  tendam a acomodar-se no aconchego

29 de julho de 2026

STATIONER’S HALL (1721) - A Prova que Reconstroi o Nascimento da Maçonaria Moderna

 

 



STATIONER’S HALL (1721) - A Prova que Reconstroi o Nascimento da Maçonaria Moderna



Autor:  Iván Herrera Michel


              


 

Stationers´Hall de Londres

Após a recente publicação de um artigo sobre a taberna de Charleston onde foi fundado o primeiro Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceite, coincidindo com o 225º aniversário da sua fundação, fui convidado a recriar outro acontecimento crucial da história maçónica: o banquete realizado a 24 de junho de 1721, no "Stationers’ Hall", em Londres. A sugestão pareceu-me excelente, pois este foi o local do primeiro evento maçónico que pode ser verdadeiramente reconstruído com provas sólidas.

O primeiro ponto a recordar é que a criação de uma Grande Loja de Londres em 1717 baseia-se num relato incorporado por James Anderson na edição de 1738 das suas Constituições, o qual não pôde ser corroborado por outras fontes históricas, nem foi possível comprovar uma única reunião da loja entre 1717 e 1721. E, para complicar ainda mais o relato, a existência de uma taverna chamada "The Goose and the Grill" naquela cidade em 1717,  também não foi confirmada.

24 de julho de 2026

A Ética e a Maçonaria

 



A Ética e a Maçonaria


Autor: Virgílio Gaito


Desde a antiguidade que o homem se confronta com o dilema do ser e do dever ser, e sempre se questionou sobre a forma de se aproximar e de se conformar da melhor maneira possível a um modelo de perfeição, que se considera existir fora do domínio terrestre, por definição limitado e comprometedor, barreira que poucos escolhidos conseguem ultrapassar.

Todas as escolhas da humanidade devem, de facto, ser inspiradas por princípios éticos que lhe forneçam um guia válido e aceitável, se não para todos, pelo menos para uma maioria.

Aliás, hoje em dia, esta necessidade imprescindível é mais do que nunca sentida em toda a parte, desde os fóruns mais elevados e qualificados, aos meios de comunicação social e nas conversas quotidianas das donas de casa nos mercados, o uso da palavra moral é cada vez mais frequente como um anseio de

17 de julho de 2026

Entrevista ao GM da GLMF (Grand Loge Mixte de France) - Felix Natali

 



Entrevista ao GM da GLMF (Grand Loge Mixte de France) Felix Natali, publicada no blog "Hiram.be" – 12.Jun.2026

Recolhemos, traduzimos e publicamos o que consideramos serem os os pontos mais pertinemntes,  da entrevista dada ao Blog «Hiram.be» pelo GM:. da GLMF. na data  atrás indicada.


Quais são os teus planos e objetivos para o teu terceiro e último ano como Grão-Mestre da GLMF? 

O Conselho da Ordem da GLMF está a seguir um duplo caminho. Tive a sorte de nascer na GLMF, uma Ordem bem organizada, bem gerida e bem estruturada. É certo que a GLMF exige um certo grau de disciplina na gestão diária das suas Lojas. Mas esta organização é a garantia da serenidade na condução dos trabalhos da Loja. Por isso, é importante continuar neste caminho, continuar a apoiar as nossas Lojas com o apoio próximo que faz parte do nosso ADN, o que contribui para fazer da GLMF uma Obediência de trabalho árduo, de qualidade e seriedade.

Mas a GLMF, tal como cada um de nós, também estava em constante evolução, e continua a estar. Devemos, por isso, trabalhar para continuar a melhorar as coisas. Aqueles que detêm estas responsabilidades não se devem concentrar apenas na gestão dos assuntos; devem também desenvolver uma visão. E os últimos dois anos foram ricos em projetos.

6 de julho de 2026

Porquê a Maçonaria no século XXI?





Porquê a Maçonaria no século XXI?

Mais um excelente trabalho que recuperámos do arquivo sempre oportuno do nosso baú e que colocamos à apreciação dos nossos leitores, quase 16 anos após o original, mantendo contudo completa actualidade.

Autor: Yzaguirre,  Fernando Garcia

 

A Maçonaria é um caminho possível para alcançar a felicidade pessoal, desde que reconhecamos que  para percorrê-lo  temos de trabalhar fiéis à nossa vocação universal e procurar a felicidade de toda a humanidade Porque potencia a sociabilidade humana

Como expôs o filósofo e maçon  K. Christian F. Krause,  no início do século XIX,  o impulso básico dos seres humanos  - mulheres e homens  – é o da sociabilidade, e a Ordem Maçónica é uma associação ideal dedicada ao desenvolvimento dessa sociabilidade como uma expressão de nossa humanidade plena e pura.

A nossa tradição compromete-nos a dar apoio a qualquer irmão ou irmã que se encontre em situação de necessidade mas, além deste compromisso, o que a Loja nos popôe  é uma microsociedade com um funcionamento ordenado, em que cada membro assume um papel rotativo para interpretar uma e outra vez a nossa essência social. Esta micro-sociedade  dá-nos  a oportunidade de compartilhar múltiplas 

2 de julho de 2026

As viagens alquímicas de Hergé

 



As viagens alquímicas de Hergé



A revista “Franc- Maçonnerie Magazine” nº 57 (Julho/Agosto de 2017), publicou um artigo de Bertrand Portevin sobre Hergé.

Georges Prosper Remi ficou conhecido pelo nome artístico de Hergé, tendo sido o criador da banda desenhada do Tintin.

As várias aventuras do Tintin possuem muitas referências simbólicas, particularmente maçónicas.

Em muitas criações artísticas existem mensagens que só são compreendidas por quem tenha algum conhecimento na área da simbologia e dos seus significados.

De entre as várias referências efetuadas pelo autor do artigo no seu texto, importa destacar algumas que me pareceram mais interessantes para esta sintética nota de leitura.

25 de junho de 2026

A Maçonaria na Revolução Francesa: que papel?

 



A Maçonaria na Revolução Francesa: que papel? 

Do baú de recordações do N/ Blog recuperámos esta interessante peça, que a seguir se divulga.



Ainda hoje é frequente ler e ouvir que a Revolução Francesa é sinónimo de uma acção vigorosa e organizada da Maçonaria francesa.

Sendo indiscutível, por múltiplos registos históricos, que uma grande parte da elite intelectual francesa integrava a Maçonaria, isso não significa que ela estivesse alinhada, como tal, com a ideologia revolucionária de então.

A importante presença dos maçons é outro facto inquestionável, muito activos individualmente, mas presentes em todos os campos político-ideológicos, incluindo a nível dos Chouans, que constituíam a corrente política e militar de defesa dos interesses da realeza.
A primeira iniciativa em torno da criação do mito dos maçons como autores da Revolução é do abade Lefranc, director do seminário de Caen que, em 1791, publicou um livro com um extenso título e cuja parte inicial era “ Le voile levé pour les curieux ou les secrets de la revolution revélés ….

21 de junho de 2026

Prancha de Solstício de Verão - 2026 06 21





Prancha de Solstício de Verão - 2026-06-21


Meu Quer.’. e Resp.’. Irm.’.,

Saúde, Paz e Fraternidade!


Celebra-se hoje mais um Solstício de Verão, o dia mais longo do ano, o dia de São João Evangelista. 

No auge da maturidade do Sol, estaremos a rececionar o tão esperado Verão, sempre ligado a festas, férias, viagens,…, iniciando, também, a época de avaliação da colheita quase amadurecida do ano que se encerra e a elaboração de projetos para um novo ciclo que se reinicia com a chegada de um novo ano e novas preocupações ou velhas restauradas. Mas, apesar de todas as circunstâncias que a vida insiste em impor-nos a cada dia, não podemos perder a sensibilidade para os ciclos que a natureza preserva através do equilíbrio das forças que a movimentam. Precisamos também de buscar esse equilíbrio, aproveitando os ares de um novo ano e praticarmos a introspecção e o autoconhecimento, essenciais para que estejamos preparados para encarar de forma corajosa os desafios diários que sempre se renovam.

Por isso, estas celebrações têm um caráter de saudação e de confraternização, evocando os laços que unem os irmãos.

20 de junho de 2026

Companheirismo e Maçonaria - origens e relacionamentos ?

 




Companheirismo e Maçonaria - origens e relacionamentos ?

Com a devida vénia e autorização  Blog «Comp&Esq», consultámos o respectivo baú de memórias e publicamos o  trabalho seguinte:



I – Introdução

Existem muitos maçons que consideram o  Companheirismo («Compagnonnage») como uma organização cuja origem é comum ou de certo modo associada à Maçonaria, interpretando-a frequentemente como uma extensão desta, enquanto outros, sobretudo no exterior do espaço francês. práticamente a desconhecem.

As perguntas que mais frequentemente surgem  sobre o “Compagnonnage” incidem sobre o seu grau de parentesco com a Maçonaria, já que para os não Iniciados (e mesmo para muitos maçons) a confusão entre as duas organizações e a sua origem, é razoável. Com o objectivo de clarificar algumas dúvidas, recorremos  a diversas fontes bibliográficas (especialmente às indicadas no apêndice final),  e a um dos mais conceituados estudiosos actuais do «Compagnonnage» (J.-Michel Mathonière), para dar corpo às notas que se seguem.

14 de junho de 2026

Quem Sou? Reflexões

 



Quem Sou? Reflexões

Uma pesquisa ao Baú de recordações, permitiu-nos reaver este elemento, selecionado de: “ex-JB News – Informativo” nr. 1.954 – Flornópolis (SC)” –  7 de fevereiro de 2016, que dispomos aos nosso Leitores, entendendo que mantêm toda a actualidade.

Autor: Hercule Spoladore


“NÃO CREIA em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho de algum sábio antigo; 

NÃO CREIA em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes; 

AQUILO, POREM, que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de toda a outra coisa vivas; 

A ISSO, aceitai como verdade; 

POR ISSO, pautai vossa conduta! 

7 de junho de 2026

Edgar Morin (1921-2026), partiu uma imensa Luz

 



Edgar Morin (1921-2026), partiu uma imensa Luz

 

 Autor:  Paulo Mendes Pinto



Acabado de sair de um percurso escolar cheio de certezas, centrado numa ideia de conhecimento que via no número a mais exata de todas as coisas, o dia em que me cruzei com um texto de Edgar Morin foi a abertura de um mundo novo. Estava no 1º ano da licenciatura em História e, no meio de tanto conhecimento que nos era dado de forma árida, a Fátima Reis deu-nos um grupo de textos, centrados em Epistemologia, para lermos. Calhou-me um capítulo do Método, uma das obras seminais do filósofo. Era uma lufada de ar fresco a leitura desses textos que, infelizmente, muito pouco proveito deram a muitos na turma que abominaram, quer Morin, quer Habermas.

Li avidamente e, pela primeira vez, tive a intensa necessidade de voltar atrás uns parágrafos para melhor compreender o que vinha a seguir. Era um texto difícil, mas magnético. Agarrava-me como se quisesse

4 de junho de 2026

O “Compagnonnage” e o nascimento do Sindicalismo

 


       

O “Compagnonnage” e o nascimento do Sindicalismo



Foi a partir do século XII mas, essencialmente, no decurso dos séculos XV e XVI que se assistiu ao despontar do “ Compagnonnage du Tour” em França. A par com a sua acção de defesa dos interesses dos operários, ele afrontou as corporações dos mestres. 

Foi, então, que proliferaram as interdições do poder civil que não conseguem atingir, apesar de tudo, toda a extensão dos seus efectivos.  Apesar dos regulamentos e das disposições que lhes proibiam o abandono do seu mestre sem o acordo deste e o poderem circular livremente, os operários do artesanato que pretendiam instruir-se no seu ofício e melhorar os seus salários, organizaram-se clandestinamente.

É nessa época que nasceram os primeiros companheiros pertencendo a uma sociedade conhecida pelo nome de “Dever”. 

Desafiando as poderosas corporações e. por via disso, o reino da França, o "Compagnonnage" desencadeou a permanente hostilidade da Igreja Católica. Praticar certas cerimónias durante a recepção de novos membros, ter sinais e palavras de reconhecimento, a presença de um ritual, de um simbolismo, de um segredo do ofício, tudo contribuiu para suscitar uma permanente desconfiança no seio da Igreja.

27 de maio de 2026

Mais de dois séculos do Rito Escocês Antigo e Aceito: que origens ?

 



Mais de dois séculos do Rito Escocês Antigo e Aceito: que origens ?



Segundo a historiografia oficial, o Rito Escocês Antigo e Aceito nasceu no território dos  Estados Unidos da América (EUA) em 1801, em Charleston, Carolina do Sul.

Nos últimos anos, diversos investigadores maçónicos têm procurado esclarecer os aspectos elementares desta importante matéria, dando a conhecer novos dados documentais que vêm preencher amplas lacunas.

O Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) nasceu nos EUA? 

Foi alvo de uma reorganização nos EUA com o acréscimo de 8 graus? 

Ou as suas fontes efectivas estão em França?

Nesse sentido, torna-se útil efectuar um conjunto de referências que possam ser objecto  de uma posterior reflexão sobre as reais origens do rito mais divulgado e praticado em todo o mundo.

25 de maio de 2026

A Cadeia de União no Ritual do Rito Escocês Antigo e Aceito - uma reflexão na perspectiva de Companheiro

 



A Cadeia de União no Ritual do Rito Escocês Antigo e Aceito - uma reflexão na perspectiva de Companheiro


RESUMO


A cadeia de união constitui um dos momentos mais simbólicos e emocionalmente marcantes no contexto do Ritual do Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA). Para além da sua dimensão estritamente ritualística, este acto representa uma expressão concreta de fraternidade, pertença e continuidade iniciática. O presente trabalho propõe uma reflexão humanizada e aprofundada sobre o significado da cadeia de união a partir da vivência simbólica de um Companheiro. Articula-se a experiência interior e o despertar psicológico deste grau com a interpretação filosófica tradicional, sustentada por referências clássicas da literatura maçónica e pela geometria sagrada do círculo. O objetivo é analisar de que forma o segundo grau da Maçonaria transforma a percepção deste elo, elevando-o de um mero ato de encerramento a uma vivência de transcendência e responsabilidade colectiva.


1. INTRODUÇÃO

Na tradição maçónica, os gestos aparentemente mais simples tendem a concentrar em si os significados mais profundos e polissémicos. Entre estes momentos culminantes do trabalho em Loja, a cadeia de união assume uma posição de singular relevância. Longe de ser apenas um formalismo mecânico ou um acto puramente coreográfico para assinalar o término dos trabalhos, ela representa um instante sagrado de partilha, comunhão e emersão numa consciência coletiva. É o momento em que as

17 de maio de 2026

O Cavaleiro Ramsay e o Rito Escocês Antigo e Aceito: mito e realidade !

 



O Cavaleiro Ramsay e o Rito Escocês Antigo e Aceito: mito e realidade !




Andrew Michel de Ramsay nasceu na Escócia, em Ayr, em 1686, segundo Ligou, ou em 1680/81, segundo Mackey.

O pai era padeiro na Escócia e foi referido por alguns autores como um eclesiástico anglicano, partidário dos Stuarts e arruinado pela revolução de 1688/1689.

A mãe seria descendente da família do Barão de Dun.

Fez os estudos de teologia, mas viveu toda a sua vida da hospitalidade e dos serviços prestados a destacados nobres e fidalgos, seja como preceptor junto, nomeadamente, do Duque de Wemyss, do Conde de Sassenage, dos Chateau-Thierry, do Duque de Bouillon e do próprio James III (do seu filho mais velho), seja como simples hóspede do arcebispo Fénelon, de Madame de Guyon ou do Duque de Sully.

Mesmo quando se deslocou a Inglaterra de 1728 a 1730 foi na casa de um familiar do Duque de Argyl que esteve.

7 de maio de 2026

O que se Espera de cada Maçom

 



O que se Espera de cada Maçom

Tomamos a liberdade de voltar a apresentar este trabalho, inicialmente publicado no nosso Blog em 26.Jun.2016, por considerarmos que mantem plena pertinência e actualidade.  Passados 10 anos, aproveitámos para introduzir ligeiras correcções e actualizações  (p' Comissão editorial do Blog).




I - A Maçonaria, o Maçom e o Comportamento Maçónico


1 – O Maçom  e a Loja

O simbolismo de nos despojarmos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos  transportar  para dentro  os ressentimentos e vícios da vida profana,  as questiúnculas ou desagravos  que nos separam, a atracção pelo vil metal, mas sim  a compreensão, o respeito,  a tolerância  e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais e salutares diferenças de opinião que nos possam fazer divergir.

Um Iniciado só será verdadeiramente Maçom quando alcançar o conhecimento de si próprio e a partir daí compreenda aqueles que o rodeiam, nas suas fraquezas, tristezas e até falhas, tendo sempre a frontalidade de lhes transmitir o quanto é fundamental que a lealdade e a sinceridade prevaleçam sempre sobre os interesses individuais .

Para sermos Maç∴ coerentes, dignos dos valores que defendemos, é preciso perseverar no árduo trilho da constante aprendizagem maçónica, tanto mais difícil numa sociedade que nos impinge constantemente o «pensamento dominante» através dos diversos meios de «comunicação»,  em que a falta de ética, o oportunismo, o servilismo sem disfarces e/ou a mentira mais ou menos descarada,  são diariamente evidenciados e/ou promovidos, por  quem não  o deveria.

28 de abril de 2026

Quando o Som se Torna Luz: Rituais, Símbolos e Música


                   



No âmbito do 15º Aniversário da N:.R:.L:.  Salvador Allende,  realizámos em 27.Abr. um encontro e jantar de confraternização. 
Estiveram presentes o Gr:. Sec:.  (representado o G:.M:.), e o Gr:. Intend:. Património do GOL, bem como diversos Amigos e Irmãos, além de Irmãs da  Loj:. Maat da GLFP , em que a Resp:. V:.M:., no âmbito do encontro (Conferência "GOL,  Arte e Maçonaria no Feminino"), se nos dignou presentear com a comunicação que abaixo se transcreve: 



Quando o Som se Torna Luz: Rituais, Símbolos e Música


([MÚSICA – Passacaglia | 0:00–0:35])

A relação entre rituais, símbolos e música atravessa a experiência humana como uma estrutura persistente, ainda que muitas vezes invisível. Mais do que expressões culturais isoladas, estas formas constituem modos de organização do sentido, dispositivos através dos quais o indivíduo interpreta, habita e transforma a sua relação com o mundo.

O ritual não se reduz a uma sequência codificada de gestos. Ele configura-se como uma prática estruturante que organiza o tempo, regula a ação e institui uma diferença face ao quotidiano. Ao delimitar um espaço e um tempo próprios, cria condições para uma experiência marcada pela intensidade e pela possibilidade de transformação.

A repetição, neste contexto, não é redundância, mas condição de eficácia. Ao reiterar-se, o gesto ritual não se esgota; acumula densidade, estabiliza a experiência e produz continuidade.

26 de abril de 2026

A Maçonaria e o Movimento Republicano

 

 



A Maçonaria e o Movimento Republicano


Autor: Liliana R. R. Fernandes



“(…) Sou Maçon, e disso não tenho qualquer dúvida; sou Republicano, e disso também não tenho qualquer dúvida. Porém, não é pelo facto de ser Maçon que sou Republicano, nem tão pouco é pelo facto de ser Republicano que sou Maçon [1]

 A Maçonaria está intimamente ligada à História de Portugal dos últimos séculos. As suas doutrinas progressistas inspiraram os grandes movimentos liberais, republicanos e democráticos no nosso país. Essa profunda ligação à política trouxe-lhe, inclusivamente, e por diversas vezes, alguns dissabores, como cisões e perseguições, conforme refere António Arnaut, na obra intitulada "Introdução à Maçonaria" [2], e ao que acrescenta que esta “é uma lição que deve ser aprendida, pois, congregando a Maçonaria pessoas de todas as ideologias democráticas, não deve, como tal, intrometer-se na vida político-partidária, como, aliás, resulta imperativamente da Constituição em vigor” [3].

18 de abril de 2026

EXALTAÇÃO

  

  Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve este poema de Adilson Zotovici:



                 EXALTAÇÃO  


    Renascido outrora à eterna viagem 

    Em compasso a luz em meio a escuridão 

    Labor com afinco em cada paragem 

    Com seu Maço, seu cinzel, à exaustão 


    Ao olhar o futuro com coragem 

   Tal e qual tivera em sua iniciação 

   Vê no alto muro nova paisagem

   Imaterial, levado à elevação