Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

27 de setembro de 2026

A MAÇONARIA - Escola de Moral e Ética ou de Arrogância e Vaidade?

 




A MAÇONARIA -  Escola de Moral e Ética ou de Arrogância e Vaidade? 

Este traçado, inicialmente inserido no Blog «Compasso e Esquadro» em 14.Out.24 (a quem agradecemos a colaboração e a autorização da republicação),  pela  actualidade e pertinência dos temas tratados, foi considerada importante a sua revisitação e leitura em Loj:. (a Comissão Coordenadora do Blog )




I – Introdução 

Durante o ritual de Iniciação, questionado por diversas vezes sobre se realmente deseja ingressar na Ordem, o profano ao responder afirmativamente a todas as questões que lhe são colocadas,  firma um pacto com a Fraternidade, a partir da qual recai sobre os seus ombros o peso da responsabilidade de fazer com que os princípios maçónicos sejam, efectivamente, colocados quotidianamente em prática. Em resumo,  Iniciado, o maçom tem como incumbência permanente cuidar da prática da ética, da moral e dos bons costumes. Todavia quotidianamente, os maçons deparam-se com algumas situações que colidem com os princípios e objectivos a que se comprometeram, quando da  iniciação... 

Ao começar a frequentar a Loja (azul ou simbólica) o Aprendiz (Apr:.) vai comprovar a existência de três graus: os dois primeiros em que se usa o mesmo avental branco e o terceiro já com indumentária e adornos diferentes, mais requintados e vistosos, que é o de Mestre Maçom, grau maior da Maçonaria simbólica.  São Mestres, o  V:.M:. e os quadros da Loja e naturalmente mais alguns IIr:. , alguns dos

23 de setembro de 2026

O Cansaço Silencioso da Loja Maçónica

 


O CANSAÇO SILENCIOSO DA LOJA MAÇÔNICA


O Cansaço Silencioso da Loja Maçónica


Uma leitura psicológica e iniciática sobre a vitalidade, o pertencimento e a produção de sentido na vida colectiva


Autor:  Paulo Cesar T. Ribeiro



Imagem ilustrativa fornecida pelo autor

As Lojas maçônicas  parecem-se com as pessoas: nascem, crescem, atravessam suas maturidades e, um dia, também morrem. Têm infância hesitante, juventude entusiasmada, meia-idade de responsabilidades e velhice. O consolo dessa comparação está na longevidade. Ao contrário dos homens que a compõem, uma loja pode viver por muito tempo, atravessar gerações inteiras, ver netos ocuparem as colunas que os avós um dia ocuparam. Há Oficinas que contam a própria história em séculos, e isso é motivo de justo orgulho.

Mas há uma armadilha escondida nessa longevidade. Uma pessoa, quando adoece por dentro, sente. O corpo avisa, a fadiga impõe-se, algo dentro dela pede socorro. Uma loja, não. Ela pode continuar de pé, funcionando, cumprindo seu calendário, aparentando saúde plena, enquanto por dentro já perdeu boa parte daquilo que a mantinha viva. E é dessa condição estranha, de uma instituição que segue existindo formalmente muito depois de ter deixado de existir em espírito, que eu gostaria de falar aqui.

18 de setembro de 2026

A Taberna em que nasceu o primeiro Conselho do REAA

 



A TABERNA EM QUE NASCEU O PRIMEiRO SUPREMO CONSELHO DO REAA


Autor: Iván Herrera Michel

            

 

No mês passado, completaram-se 225 anos desde o dia em que onze maçons se reuniram numa taberna para criar uma instituição ritual que colonizou a maioria dos espaços maçónicos

Recreação da “Taberna de Shepheard” a partir da imagem do
monumento comemorativo em Charleston

Por isso, vale a pena parar para pensar naquele domingo do final de maio de 1801, quando o primeiro Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceite foi fundado na Taberna Shepheard, na esquina das ruas Broad e Church, em Charleston, Carolina do Norte. Esta taberna servia de ponto de encontro para comerciantes, profissionais liberais, líderes cívicos e maçons. É muito provável que a fundação tenha ocorrido no Salão Nobre, no segundo piso, virado para a Rua Church. A planta do edifício seguia o modelo das grandes tabernas de Charleston: o piso térreo albergava a própria taberna, a loja, a cozinha e as caves, enquanto o segundo piso continha um grande salão para banquetes, reuniões cívicas e atividades culturais. O terceiro e quarto andares estavam reservados para alojamento de hóspedes e alojamento para funcionários.                 

9 de setembro de 2026

Maçonaria no Espelho Digital: Projeção Pública, Redes Sociais e Juventude

 



Maçonaria no Espelho Digital: Projeção Pública, Redes Sociais e Juventude

 


Autor: Víctor Guerra


Este artigo reflecte criticamente sobre os esforços recentes da Grande Loja de Espanha (GLE) e da Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE) para projectar uma imagem pública da Maçonaria por meio das redes sociais, visando particularmente o público jovem entre 18 e 30 anos. Com base na análise de iniciativas como o projeto ” Ex Libris Lodge nº 3765” e conteúdos como o Craftcast, o artigo avalia a eficácia e a coerência dessas estratégias de comunicação em comparação com o uso tradicionalmente reservado e discreto da imagem maçónica. O artigo também critica a proliferação de conteúdo fotográfico nas redes sociais, muitas vezes sem controle institucional, e seu potencial uso por agentes externos para fins que nada têm a ver com a Maçonaria.

8 de setembro de 2026

Os efeitos Psicológicos da Prática do Ritual Maçónico

 


 
Os efeitos Psicológicos da Prática do Ritual Maçónico


 Autor: Rafhael Guimarães

(por cortesia do Blog «Comp&Esq» que  inicialmente publicou em 30.Ago.2016, em Portugal este artigo, ) - Selecionado do ex-“JB News – Informativo Nº 2.141”, de 12 de agosto de 2016 Pág. 25/33)


Introdução  (30.Ago.2016)

 A definição mais comum de Maçonaria é a de que Maçonaria é “um belo sistema de moralidade velado em alegoria e ilustrado por símbolos” (ZELDIS, 2011). Isso já diz muito sobre a instituição e seu modo de ensino e aprendizagem, que ocorre por meio de rituais repletos de alegorias e expressões simbólicas.

No entanto, entre o desdobramento do ritual e o comportamento moral de seus praticantes há um mecanismo psicológico que não pode ser ignorado e cuja compreensão pode colaborar um melhor entendimento da razão da Maçonaria atrair ao longo dos séculos o interesse de tantos distintos homens e a ira de tão perigosos inimigos, como os nazis, papas e o Comintern – Comité Comunista Internacional (ROBERTS, 1969).

1 de setembro de 2026

Chegam os primeiros Mestres Maçons formados com a IA

 



Chegam os primeiros Mestres Maçons formados com a IA 

Autor:  Iván Herrera Michel

                  

Pouco mais de três anos e meio depois da estreia pública da IA, estamos a ver os primeiros maçons a alcançar o grau de Mestre cujas carreiras foram conduzidas inteiramente com o auxílio da inteligência artificial (IA).      

Na verdade, para estes novos Mestres, as IA não representam uma ruptura com a tradição, mas antes um ambiente sociológico normal no qual podem examinar as instruções recebidas e ser menos dependentes do prestígio dos nomes e mais respeitosos com a solidez dos argumentos. Esta contingência resulta especialmente significativa na Maçonaria, sendo um fenómeno com uma rica mistura de alegoria, simbolismo, tradição e especulação.                       

Por exemplo, ao longo dos três séculos de existência da Maçonaria, circularam falsidades históricas, tentando ligá-la aos construtores das pirâmides, aos Templários, aos mistérios do Egipto, às escolas pitagóricas e a inúmeras figuras bíblicas e não bíblicas. Agora, o novo maçom, com Inteligência Artificial à disposição, pode questionar a veracidade destas narrativas, comparar versões, investigar as

28 de agosto de 2026

O Cisma como sintoma na Maçonaria: o colapso demográfico da Ordem

 



O Cisma como sintoma na Maçonaria: o colapso demográfico da Ordem 

Resumo do artigo apresentado no Colóquio Anual do CLIPSAS, realizado na Grande Loja de Sófia, Bulgária, no dia 14 de maio de 2026.


Por:  Iván Herrera Michel


                 

Minhas Irmãs, Meus Irmãos,

Quando o CLIPSAS nos convidou, na Assembleia Geral do ano passado em Bucareste, para reflectirmos sobre ideias para um mundo mais fraterno e sobre o papel dos maçons na construção da paz, entendi que aqueles que propunham este tema acreditavam que a Maçonaria ainda possui a capacidade real de promover a coexistência.               

Tenho observado a Maçonaria há várias décadas, em diversos países, estabelecida em várias culturas, e a ser vítima de todo o tipo de cismas, e, pessoalmente, não acredito que possamos ser agentes da paz externamente quando a fraternidade não pode ser sustentada internamente, numa Ordem que prega a harmonia universal enquanto vive em conflitos permanentes entre os seus membros e enquanto a cultura da negação impede a autocrítica.      

Os números não permitem interpretações místicas, esotéricas ou egocêntricas. A nossa Maçonaria está a evaporar-se diante dos nossos olhos e nas nossas mãos. Falo não do conforto da teoria académica, mas da autoridade que me foi conferida por ter presidido a organizações multilaterais e plataformas de governação com presença em diversos continentes.     

26 de agosto de 2026

EXALTAÇÃO

 

Com a devida vénia e respectiva autorização se volta a transcrever este poema de Adilson Zotovici:


              EXALTAÇÃO 


Renascido outrora à eterna viagem                          

Em compasso a luz em meio a escuridão 

Labor com afinco em cada paragem 

Com seu Maço, seu cinzel, à exaustão 


Ao olhar o futuro com coragem 

Tal e qual tivera em sua iniciação 

Vê no alto muro nova paisagem 

Imaterial, levado à elevação 

20 de agosto de 2026

A universidade sitiada: os populismos ameaçam a autonomia do saber

 



A universidade sitiada: os populismos ameaçam a autonomia do saber

 Com a devida vénia e autorização do Blog «Comp& Esq» se publica o seguinte artigo:

Autor:  Domingos Caeiro


A autonomia universitária está sob cerco populista e ataque das derivas de cancelamento: o saber é instrumentalizado, a crítica silenciada e o futuro democrático ameaçado. Defender universidades livres é defender a própria democracia

Este texto resulta da necessidade de uma reflexão imediata sobre o alerta de João Pedro Henriques, feito no “Expresso Curto” em 24 de setembro de 2025. JPH colocou explicitamente a questão: «Como proteger a autonomia das universidades?». O alerta sintetiza a preocupação com os riscos do populismo e com a instrumentalização política das universidades. Defende-se uma estratégia de defesa preventiva das instituições face a possíveis derivas autoritárias. Segundo JPH, o tema será também abordado num novo livro que David Dinis, diretor-adjunto do Expresso, tem em fase final de revisão. A convergência entre o alerta jornalístico e a reflexão editorial exige um debate público urgente sobre a salvaguarda da autonomia universitária.

11 de agosto de 2026

História e Estrutura Simbólica dos Rituais

 




História e Estrutura Simbólica dos Rituais
Tomamos a liberdade de voltar a publicar este interessante trabalho no nosso Blog, datado inicialmente a 19.Jan.23, novamente com a devida vénia e respectiva autorização, do Blog «Compasso & Esquadro», a quem continuamos a agradecer a mútua colaboração.

Autor: Raoul Berteaux


Temos o grato prazer de apresentar aos nossos leitores alguns trechos da interessante e essencial obra de Raoul Berteaux  “La Symbolique de la Loge de Perfection du Rite Écossais Ancien et Accepté, du 4º au 14º degré” – Éditions Maçonniques de France (EDIMAF), 2012.

Embora este trabalho transcenda e ultrapasse o que é considerado ser o universo da maçonaria azul, achamos contudo interessante e até conveniente, continuar a apresentar neste Blog, sem perder o rumo prioritário, (como já o temos efectuado, esporádicamente),  alguns trabalhos mais dirigidos  aos Graus Complementares, uma vez que toda a sua Bibliografia está disponível ou na Internet ou na Bibliografia indicada, à venda nas livrarias especificas, podendo e devendo constituir, na nossa modesta opinião, um ponto de motivação para que os Mestres das Lojas Azuis não  tendam a acomodar-se no aconchego

29 de julho de 2026

STATIONER’S HALL (1721) - A Prova que Reconstroi o Nascimento da Maçonaria Moderna

 

 



STATIONER’S HALL (1721) - A Prova que Reconstroi o Nascimento da Maçonaria Moderna



Autor:  Iván Herrera Michel


              


 

Stationers´Hall de Londres

Após a recente publicação de um artigo sobre a taberna de Charleston onde foi fundado o primeiro Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceite, coincidindo com o 225º aniversário da sua fundação, fui convidado a recriar outro acontecimento crucial da história maçónica: o banquete realizado a 24 de junho de 1721, no "Stationers’ Hall", em Londres. A sugestão pareceu-me excelente, pois este foi o local do primeiro evento maçónico que pode ser verdadeiramente reconstruído com provas sólidas.

O primeiro ponto a recordar é que a criação de uma Grande Loja de Londres em 1717 baseia-se num relato incorporado por James Anderson na edição de 1738 das suas Constituições, o qual não pôde ser corroborado por outras fontes históricas, nem foi possível comprovar uma única reunião da loja entre 1717 e 1721. E, para complicar ainda mais o relato, a existência de uma taverna chamada "The Goose and the Grill" naquela cidade em 1717,  também não foi confirmada.

24 de julho de 2026

A Ética e a Maçonaria

 



A Ética e a Maçonaria


Autor: Virgílio Gaito


Desde a antiguidade que o homem se confronta com o dilema do ser e do dever ser, e sempre se questionou sobre a forma de se aproximar e de se conformar da melhor maneira possível a um modelo de perfeição, que se considera existir fora do domínio terrestre, por definição limitado e comprometedor, barreira que poucos escolhidos conseguem ultrapassar.

Todas as escolhas da humanidade devem, de facto, ser inspiradas por princípios éticos que lhe forneçam um guia válido e aceitável, se não para todos, pelo menos para uma maioria.

Aliás, hoje em dia, esta necessidade imprescindível é mais do que nunca sentida em toda a parte, desde os fóruns mais elevados e qualificados, aos meios de comunicação social e nas conversas quotidianas das donas de casa nos mercados, o uso da palavra moral é cada vez mais frequente como um anseio de

17 de julho de 2026

Entrevista ao GM da GLMF (Grand Loge Mixte de France) - Felix Natali

 



Entrevista ao GM da GLMF (Grand Loge Mixte de France) Felix Natali, publicada no blog "Hiram.be" – 12.Jun.2026

Recolhemos, traduzimos e publicamos o que consideramos serem os os pontos mais pertinemntes,  da entrevista dada ao Blog «Hiram.be» pelo GM:. da GLMF. na data  atrás indicada.


Quais são os teus planos e objetivos para o teu terceiro e último ano como Grão-Mestre da GLMF? 

O Conselho da Ordem da GLMF está a seguir um duplo caminho. Tive a sorte de nascer na GLMF, uma Ordem bem organizada, bem gerida e bem estruturada. É certo que a GLMF exige um certo grau de disciplina na gestão diária das suas Lojas. Mas esta organização é a garantia da serenidade na condução dos trabalhos da Loja. Por isso, é importante continuar neste caminho, continuar a apoiar as nossas Lojas com o apoio próximo que faz parte do nosso ADN, o que contribui para fazer da GLMF uma Obediência de trabalho árduo, de qualidade e seriedade.

Mas a GLMF, tal como cada um de nós, também estava em constante evolução, e continua a estar. Devemos, por isso, trabalhar para continuar a melhorar as coisas. Aqueles que detêm estas responsabilidades não se devem concentrar apenas na gestão dos assuntos; devem também desenvolver uma visão. E os últimos dois anos foram ricos em projetos.

6 de julho de 2026

Porquê a Maçonaria no século XXI?





Porquê a Maçonaria no século XXI?

Mais um excelente trabalho que recuperámos do arquivo sempre oportuno do nosso baú e que colocamos à apreciação dos nossos leitores, quase 16 anos após o original, mantendo contudo completa actualidade.

Autor: Yzaguirre,  Fernando Garcia

 

A Maçonaria é um caminho possível para alcançar a felicidade pessoal, desde que reconhecamos que  para percorrê-lo  temos de trabalhar fiéis à nossa vocação universal e procurar a felicidade de toda a humanidade Porque potencia a sociabilidade humana

Como expôs o filósofo e maçon  K. Christian F. Krause,  no início do século XIX,  o impulso básico dos seres humanos  - mulheres e homens  – é o da sociabilidade, e a Ordem Maçónica é uma associação ideal dedicada ao desenvolvimento dessa sociabilidade como uma expressão de nossa humanidade plena e pura.

A nossa tradição compromete-nos a dar apoio a qualquer irmão ou irmã que se encontre em situação de necessidade mas, além deste compromisso, o que a Loja nos popôe  é uma microsociedade com um funcionamento ordenado, em que cada membro assume um papel rotativo para interpretar uma e outra vez a nossa essência social. Esta micro-sociedade  dá-nos  a oportunidade de compartilhar múltiplas 

2 de julho de 2026

As viagens alquímicas de Hergé

 



As viagens alquímicas de Hergé



A revista “Franc- Maçonnerie Magazine” nº 57 (Julho/Agosto de 2017), publicou um artigo de Bertrand Portevin sobre Hergé.

Georges Prosper Remi ficou conhecido pelo nome artístico de Hergé, tendo sido o criador da banda desenhada do Tintin.

As várias aventuras do Tintin possuem muitas referências simbólicas, particularmente maçónicas.

Em muitas criações artísticas existem mensagens que só são compreendidas por quem tenha algum conhecimento na área da simbologia e dos seus significados.

De entre as várias referências efetuadas pelo autor do artigo no seu texto, importa destacar algumas que me pareceram mais interessantes para esta sintética nota de leitura.

25 de junho de 2026

A Maçonaria na Revolução Francesa: que papel?

 



A Maçonaria na Revolução Francesa: que papel? 

Do baú de recordações do N/ Blog recuperámos esta interessante peça, que a seguir se divulga.



Ainda hoje é frequente ler e ouvir que a Revolução Francesa é sinónimo de uma acção vigorosa e organizada da Maçonaria francesa.

Sendo indiscutível, por múltiplos registos históricos, que uma grande parte da elite intelectual francesa integrava a Maçonaria, isso não significa que ela estivesse alinhada, como tal, com a ideologia revolucionária de então.

A importante presença dos maçons é outro facto inquestionável, muito activos individualmente, mas presentes em todos os campos político-ideológicos, incluindo a nível dos Chouans, que constituíam a corrente política e militar de defesa dos interesses da realeza.
A primeira iniciativa em torno da criação do mito dos maçons como autores da Revolução é do abade Lefranc, director do seminário de Caen que, em 1791, publicou um livro com um extenso título e cuja parte inicial era “ Le voile levé pour les curieux ou les secrets de la revolution revélés …”.

21 de junho de 2026

Prancha de Solstício de Verão - 2026 06 21





Prancha de Solstício de Verão - 2026-06-21


Meu Quer.’. e Resp.’. Irm.’.,

Saúde, Paz e Fraternidade!


Celebra-se hoje mais um Solstício de Verão, o dia mais longo do ano, o dia de São João Evangelista. 

No auge da maturidade do Sol, estaremos a rececionar o tão esperado Verão, sempre ligado a festas, férias, viagens,…, iniciando, também, a época de avaliação da colheita quase amadurecida do ano que se encerra e a elaboração de projetos para um novo ciclo que se reinicia com a chegada de um novo ano e novas preocupações ou velhas restauradas. Mas, apesar de todas as circunstâncias que a vida insiste em impor-nos a cada dia, não podemos perder a sensibilidade para os ciclos que a natureza preserva através do equilíbrio das forças que a movimentam. Precisamos também de buscar esse equilíbrio, aproveitando os ares de um novo ano e praticarmos a introspecção e o autoconhecimento, essenciais para que estejamos preparados para encarar de forma corajosa os desafios diários que sempre se renovam.

Por isso, estas celebrações têm um caráter de saudação e de confraternização, evocando os laços que unem os irmãos.

20 de junho de 2026

Companheirismo e Maçonaria - origens e relacionamentos ?

 




Companheirismo e Maçonaria - origens e relacionamentos ?

Com a devida vénia e autorização  Blog «Comp&Esq», consultámos o respectivo baú de memórias e publicamos o  trabalho seguinte:



I – Introdução

Existem muitos maçons que consideram o  Companheirismo («Compagnonnage») como uma organização cuja origem é comum ou de certo modo associada à Maçonaria, interpretando-a frequentemente como uma extensão desta, enquanto outros, sobretudo no exterior do espaço francês. práticamente a desconhecem.

As perguntas que mais frequentemente surgem  sobre o “Compagnonnage” incidem sobre o seu grau de parentesco com a Maçonaria, já que para os não Iniciados (e mesmo para muitos maçons) a confusão entre as duas organizações e a sua origem, é razoável. Com o objectivo de clarificar algumas dúvidas, recorremos  a diversas fontes bibliográficas (especialmente às indicadas no apêndice final),  e a um dos mais conceituados estudiosos actuais do «Compagnonnage» (J.-Michel Mathonière), para dar corpo às notas que se seguem.

14 de junho de 2026

Quem Sou? Reflexões

 



Quem Sou? Reflexões

Uma pesquisa ao Baú de recordações, permitiu-nos reaver este elemento, selecionado de: “ex-JB News – Informativo” nr. 1.954 – Flornópolis (SC)” –  7 de fevereiro de 2016, que dispomos aos nosso Leitores, entendendo que mantêm toda a actualidade.

Autor: Hercule Spoladore


“NÃO CREIA em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho de algum sábio antigo; 

NÃO CREIA em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes; 

AQUILO, POREM, que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de toda a outra coisa vivas; 

A ISSO, aceitai como verdade; 

POR ISSO, pautai vossa conduta! 

7 de junho de 2026

Edgar Morin (1921-2026), partiu uma imensa Luz

 



Edgar Morin (1921-2026), partiu uma imensa Luz

 

 Autor:  Paulo Mendes Pinto



Acabado de sair de um percurso escolar cheio de certezas, centrado numa ideia de conhecimento que via no número a mais exata de todas as coisas, o dia em que me cruzei com um texto de Edgar Morin foi a abertura de um mundo novo. Estava no 1º ano da licenciatura em História e, no meio de tanto conhecimento que nos era dado de forma árida, a Fátima Reis deu-nos um grupo de textos, centrados em Epistemologia, para lermos. Calhou-me um capítulo do Método, uma das obras seminais do filósofo. Era uma lufada de ar fresco a leitura desses textos que, infelizmente, muito pouco proveito deram a muitos na turma que abominaram, quer Morin, quer Habermas.

Li avidamente e, pela primeira vez, tive a intensa necessidade de voltar atrás uns parágrafos para melhor compreender o que vinha a seguir. Era um texto difícil, mas magnético. Agarrava-me como se quisesse