Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

21 de março de 2020

Equinócio da Primavera 2020


O Equinócio da Primavera ocorreu no dia 20 de Março às 03:50 horas. Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 92,789 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 20 de Junho às 22:44 horas.
Os equinócios ocorrem duas vezes por ano, na primavera e no outono, nas datas em que o dia e a noite têm igual duração. A partir daqui até ao início do outono, o comprimento do dia passa a ser maior do que a duração da noite, devido ao Sol percorrer um arco mais longo e mais alto no céu todos os dias, atingindo uma altura máxima no início do Solstício de Verão.
É a celebração de um novo Ciclo, o da Renovação.

16 de março de 2020

"Sobre la Degeneración del Conocimiento Iniciático"


Com a devida vénia e na Língua original trascrevemos da Revista Retales de masonería – No 105 – Marzo 2020, o artigo do venerável Irmão Melki-Tsedek com o Título "Sobre la Degeneración del Conocimiento Iniciático"

A ignorancia de un elevado número de los hombres en nuestra época, ha traído como consecuencia la
degeneración del conocimiento iniciático, produciendo una “miopía” intelectual1 característica de este último periodo del ciclo de la presente humanidad terrestre en el que nos encontramos2; esta ignorancia puede resumirse en suma bajo el nombre común de incomprensión; pero debe entenderse bien que soportar esta incomprensión no implica de ningún modo que uno deba hacerle concesiones, ni que deba abstenerse de rectificar los errores a los que da nacimiento. Los iniciados, y en especial los maestros en las logias (o sus equivalentes en otras tradiciones), deben cumplir un rol preponderante en todo esto. De acuerdo con un Principio Cosmológico y Tradicional de
las “Casta”3 (llamada Vârna en Sánscrito) los Maestros encarnan la clase Sacerdotal (Brâhmanes) -ya casi desaparecida en todo el mundo4 -; y todo “Sacerdote”5, tiene como misión: la conservación, la trasmisión y – sobre todo – la protección del conocimiento tradicional; esto último implica
que se debe evitar que este conocimiento caiga en manos de personas “no cualificada” (no apta para la iniciación), así mismo, debe evitar que se degenere dicho conocimiento; y es precisamente lo que está ocurriendo, dada la inclusión de elementos de índole profano (sociales, morales, sentimentales, democráticos, igualitarios, progresistas, académicos, científicos y filosóficos entre otros) que están causando mucho daño al conocimiento tradicional y en especial al iniciático. La inclusión del falso principio iniciático de la “tolerancia” – en especial en la masonería donde ha calado mucho – ha facilitado tal proceso degenerativo.

6 de março de 2020

Da Perpendicular ao Nível, até à Pedra Cúbica


Da Perpendicular ao Nível, até à Pedra Cúbica

Tal como referi (Editado pela Comissão Editorial do Blogue) anteriormente em (Editado pela Comissão Editorial do Blogue) “O Tapete da Loja – Grau de Companheiro”  …enquanto maçom aprendiz depois do difícil trabalho de desbastamento da pedra bruta, foi-me, generosamente, concedida a possibilidade de prosseguir para os desafios destinados aos irmãos Companheiros, aceitando a missão de polir a pedra que procurei, tanto quanto me foi possível, desbastar enquanto aprendiz. 
De facto, o trabalho de polimento representa, simbolicamente, um processo de transformação, cujo objectivo consiste em transformar a pedra bruta numa pedra Cúbica, com vista a erigir uma construção perfeita, sendo que essa construção constitui um desafio de aperfeiçoamento permanente, em que o Maçon se propõe superar as limitações e os apelos da vida profana, procurando, incessantemente, a luz e a sabedoria de modo a incorporar, entre outros, os princípios da Igualdade, Liberdade e Fraternidade que norteiam a maçonaria de uma forma global. 
Neste contexto, é indispensável o trabalho em Loja, uma vez que constitui, tal como referi, em trabalho anterior, um santuário de aprendizagem mútua onde se aprende a exercitar a inteligência, a usar a razão, a praticar o bem e a justiça, e a aplicar as sábias leis da natureza. A loja é, sem dúvida, um espaço de trabalho, debate e aperfeiçoamento pessoal e colectivo.
Com efeito, a passagem da perpendicular ao nível representa, para o Companheiro, o início de um novo desafio, cujo objectivo central consiste em atingir a plenitude maçónica.

O Companheiro (no segundo grau do percurso maçónico) é iluminado pela Estrela Flamejante e para chegar a este grau precisou de realizar cinco viagens que descrevi com detalhe no traçado acima referido
No que respeita à Decoração do Templo no painel do Companheiro é de sublinhar a Oriente a Estrela radiante de cinco pontas com a Letra G no centro. A Ocidente, as paredes do Templo integram Cinco Quadros com as inscrições correspondentes relacionadas com cada uma das cinco viagens supra mencionadas.

27 de fevereiro de 2020

Aniversário


OFICINA MAIS BELA


Transcreve-se, com a devida vénia e respectiva autorização, mais um poema de Adilson Zotovici:

OFICINA MAIS BELA

Qual bem pintada aquarela
Ou mesmo a lápis num papel
Ou burilado em estela
Com forte maço e bom cinzel

Qual tela doce e singela
Que ao livre pedreiro é mel
Que se distante flagela
E que sem ela é fel

O “Olho”, a sentinela,
Desde o portal ao dossel
Onde o obreiro se revela

Admissão nela, o laurel
A oficina mais bela
Do fundo da terra ao céu!

Adilson Zotovici

Conferência sobre Eutanásia


25 de fevereiro de 2020

A Alegre Sabedoria dos Construtores


Com a devida vénia se transcreve este Artigo ( de Luiz A. Rebouças dos Santos) publicado no Blogue Jakim&Boaz, por sua vez seleccionado do “Informativo CHICO DA BOTICA

A Alegre Sabedoria dos Construtores

Lá pelos anos 70 eu trabalhava numa fundação pública, e começava a entrar na moda o tal de computador, que era um privilégio de algum “alto especialista” que fazia mistério do seu trabalho.
Os computadores da época não realizavam mais do que quatro operações, com muita lentidão e um gasto enorme de fitas ou cartões perfurados. Já começavam a surgir versões de uso pessoal, com programas gravados em fitas K7 e até uma novíssima versão de um CP 200 que usava disquetões. Meu colega comprou um desses e vendeu-me o mais antigo. Assim, eu tinha em casa um computador. Mas precisava mais: uma pequena TV que servia de monitor; um gravador de K7 para ler o programa e, pelo zumbido que fazia, estava ou não baixando o programa para poder ser usado. Uma mão-de-obra!
A alusão à fundação pública é porque, nesses ambientes de planeamento, e principalmente no sector público, os grandes intervalos que ficávamos à disposição da entidade precisavam ser preenchidos e, certamente por discrição, escolhemos jogar xadrez. Para sermos mais discretos, o jogo era feito por correspondência – veja bem, não existiam e-mails! – e, aos lances dados, era-nos possível estudá-los e contrapor, quer no mesmo dia ou no dia seguinte.

O programa que veio junto com meu computador eram jogos de xadrez em três níveis, do mais fácil ao mais sofisticado. Eu estudava em livros de mestres de xadrez  e, primeira experiência com meu computador foi desafiá-lo, com base num jogo já conhecido, dos livros, em que as brancas venceriam facilmente.
Comecei com as brancas, propondo uma abertura de centro e um gambito, para ganhar o centro do tabuleiro. O computador respondia conforme a lógica. Porém, ao aproximar-se do fim, onde eu deveria dar-lhe o xeque-mate, olhei para o tabuleiro e lá estava outro jogo, diferente do que tinha colocado até então!