22 de fevereiro de 2023
21 de fevereiro de 2023
Um Simbolismo Medieval da Pedra
Com a devida vénia, e respectiva autorização, se transcreve, do Blogue Jakim&Boaz, esta reflexão de Roger Dachez:
Um Simbolismo Medieval da Pedra
Sendo este um tema práticamente recorrente nas análises ou publicações maçónicas, tivemos algumas dúvidas em publicar esta «nova interpretação» do conhecido investidador e maçonólogo francês Roger Dachez. Pesem embora quase dez anos após a sua existência, cremos que esta pesquisa apresenta enorme interesse, pela forma como aborda o tema, da qual o nosso primeiro e estimado Mestre Oswald Wirth, autor e investigador de tantos temas relativos à maçonaria e ao Simbolismo, e cuja trilogia («La Franc-Maçonnerie Rendue Intelligible à ses Adeptes - I- L'Apprenti, II - Le Compagnon e III- Le Maître) foi a base (e de certo modo, mais actualizado, ainda é) de suporte à formação de tantos milhares de Maçons, desde o último quartil do Séc.XIX, até final do Séc. XX, A partir daqui em boa hora foram completamente actualizados e aperfeiçoados por Irène Mainguy, segundo os novos conhecimentos, perspectivas e teorias entretanto surgidos, que mantendo o título original, deu-lhes uma expressão (mais concretamnte «seguimento», segundo o título original) mais conducente com o Século de avanço com que foram surgindo, face à versão inicial de Wirth («L'Apprenti»).
É pois em homenagem aquele que foi o meu primeiro mestre (aconselhado para leitura atenta de um Iniciado) que tomamos a liberdade de publicar esta interessante análise de Roger Dachez, que embora aponte novas perspectivas bastante inovadoras e motivadoras, mas eventualmente questionáveis, para a continuação de novas pesquisas, até aqui não geralmente divulgadas pela generalidade dos meios maçónicos (que tenhamos conhecimento), não anula de molde algum o trabalho pioneiro de Oswald Wirth, por quem devemos manter a gratidão, por uma vida dedicada à causa da Maçonaria e em particlar à Simbologia (e outras), e cujas múltiplas obras ainda hoje são consideradas padrões de divulgação maçónica, embora com a relatividade respeitante à já provecta idade (cerca de 150 anos, face à versão inicial do «Aprendiz»).
14 de fevereiro de 2023
VII Jornadas de História, Filosofia Hermética e Património Simbólico
VII Jornadas de História, Filosofia Hermética e Património Simbólico
Da Utopia das Ideias ao Confronto com a Realidade: Fraternidade e Direitos Humanos
(25 de Fevereiro, Fund. Marquês de Pombal, Linda-a-Velha)
Como é que as ideias de serviço ao próximo, inerentes a vários movimentos de caráter iniciático, esotérico, assumem expressão na realidade concreta dos dias de hoje? Durante a tarde de sábado de 25 de fevereiro, conferencistas - mulheres e homens vinculados a projetos com expressão visível na sociedade - irão partilhar as suas reflexões e testemunho sobre a ideia e a ação que os anima.
Resultado da colaboração entre o Município de Oeiras e a Universidade Lusófona, um intenso programa de apresentações irá ter lugar no espaço da Livraria-Galeria Verney e em streaming nas redes sociais da Universidade e do Município.
Inscrições e informações para: livraria.verney@oeiras.pt
PROGRAMA:
14h00
Abertura: Rui Lomelino Freitas / Paulo Mendes Pinto
Conferência de abertura: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Do mundo das ideias à ação na polis”: Fernando Marques da Costa
15h30
Liberdade, Igualdade e Fraternidade e a Triarticulação Social
- “A Fundação ADFP, o Trivium e o Templo Ecuménico Universalista”: Andréia Rodrigues e Francisco Parreira
- "A Antroposofia como impulso de construção": Fritz Wessling
- “A Comunidade Terapêutica da Casa de Santa Isabel”: Fritz Wessling
- “Pedagogia Waldorf em Portugal”: Rita Dacosta
- “Projeto Monte Azul”: Valéria Carrilho
17h00
Fraternidade e Cidadania
- “A Associação Humana Fraternitas e o monumento à Fraternidade Universal”: José Eduardo Meira da Cunha
- “O Internato de S. João: uma obra que definiu as paramaçónicas”: Nuno Martins Ferreira
- "A Romã Azul", André Cunha
- "A Fundación Rosacruz" Raquel Carnero
18h00
A Casa Comum, a Ética e o Empreendedorismo
- “Uma visão Integrada do Ser Humano e das Organizações”: Jair Moggi
- “Do Mutualismo ao Rendimento Garantido”: José Paulo Oliveira
- “A Associação Portuguesa de Ética Empresarial”: Mário Parra da Silva
19h30
Conferência de encerramento: “Tripartição Social e Fraternidade na Economia”: Joan Melé
25 de janeiro de 2023
INICIADO E NÃO INICIADO
Com a devida vénia e repectiva autorização se transcreve este Poema de Adilson Zotovici:
INICIADO E NÃO INICIADO
Há um ato alvissareiro
Ufano e Consagrado
Que se entrega por inteiro
O profano convidado
Que levado ao canteiro
Por um bom irmão guiado
Livrado do seu cativeiro
De “ iniciação”chamado
Nessa sessão, que um luzeiro
Com decisão revelado
Ao novo pulcro cavaleiro
D’Arte Real fulcro velado
Inda assim há o interesseiro
Que diverge do interessado
Converge a infiel escudeiro
Que não entendeu o jurado
Desobrigado, fiteiro
Mas pelo processo passado
Qual jamais será obreiro
Vez que a Luz não alcançado
Surge então mau companheiro
Na ocasião dissimulado
Que se diz livre pedreiro
Mas um infeliz..”não iniciado” !
Adilson Zotovici
Academia Maçônica de Letras de Juiz de Fora
24 de janeiro de 2023
CUIDADOS PALIATIVOS em contexto de Fim de Vida
CUIDADOS PALIATIVOS
em contexto de Fim de Vida
Começo por Vos apresentar identificar os TÓPICOS sobre um assunto - os CUIDADOS PALIATIVOS em contexto de Fim de Vida - que nos toca profunda e generalizadamente
TÓPICOS
- Direito ao acesso
-ESTADO PORTUGUÊS / Ministério da SAÚDE
-Criação, de facto, de uma REDE NACIONAL de CUIDADOS PALIATIVOS (RNCP)
> Legislação
> Instalações/Logística (inicial e definitiva)
-FORMAÇÃO Específica em CUIDADOS PALIATIVOS
- CARREIRA de CUIDADOS PALIATIVOS
A Lei de Bases dos CUIDADOS PALIATIVOS (Capítulo I – Disposições gerais/Base I - Âmbito) – Lei nº 52/2012, de 5 de Setembro – “…consagra o direito e regula o acesso dos cidadãos aos Cuidados Paliativos e cria a Rede Nacional de Cuidados Paliativos(RNCP) a funcionar sob tutela do Ministério da Saúde…” (1).
Temos, portanto, um desafio de enorme responsabilidade colectiva a que devemos responder duma forma elevada, isto é, conjugando os esforços disponíveis no Estado Português com outros oriundos de outrem, como o sector social e o sector privado, embora a Coordenação desta RNCP deva sempre ser do Estado Português, através do Ministério da Saúde, como reza a legislação atrás referida.
Nesta Lei há que realçar “…três dimensões diferentes da matéria relativa aos Cuidados Paliativos: a consagração do direito a Cuidados Paliativos, a responsabilidade do Estado <Português> neste domínio e a criação de uma rede assistencial específica…” (2).
Chegamos, assim, a um patamar legal que “…configura os Cuidados Paliativos como uma parte do todo que constitui o direito à protecção da saúde que o Artº 64 da Constituição <da República Portuguesa> consagra…” (3). Mais ainda se devem “…encarar os Cuidados Paliativos como uma categoria científica dos cuidados de saúde (sublinhado meu) e que gozam da mesma natureza pluridisciplinar e multiprofissional…” (4).
19 de janeiro de 2023
História e Estrutura Simbólica dos Rituais
Transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, do Blogue Jakim&Boaz
História e Estrutura Simbólica dos Rituais
Temos o grato prazer de apresentar aos nossos leitores alguns trechos da interessante e essencial obra de Raoul Berteaux “La Symbolique de la Loge de Perfection du Rite Écossais Ancien et Accepté, du 4º au 14º degré” – Éditions Maçonniques de France (EDIMAF), 2012.
Embora este trabalho transcenda e ultrapasse o que é considerado ser o universo da maçonaria azul, achamos contudo interessante e até conveniente, continuar a apresentar neste Blog, sem perder o rumo prioritário, (como já o temos efectuado, esporádicamente), alguns trabalhos mais dirigidos aos Graus Complementares, uma vez que toda a sua Biblografia está disponível ou na Internet ou na Bibliografia indicada, à venda nas livrarias especificas, podendo e devendo constituir, na nossa modesta opinião, um ponto de motivação para que os Mestres das Lojas Azuis não tendam a acomodar-se no aconchego do «sedentarismo intelectual» e procurem complementar a sua formação, elevando o seu patamar com novos conhecimentos, que deverá constituir o estímulo de parte significativa dos discípulos de Mestre Hiram, na procura duma Luz interior «cada vez mais forte» --- Os capítulos e partes aqui selecionados são da inteira responsabilidade da Comissão Editorial deste Blog”
HISTÓRIA
1 – Rituais do Século XVIII
Segundo Ragon: “…o Século XVIII viu nascer pelo menos 75 sistemas… e cerca de 1 400 Rituais, um pouco por toda a Europa”. Um certo número destes «sistemas» são provenientes de «Ritos» que ordenam o escalonamento dos Graus Iniciáticos e estabilizam, pelo menos relativamente, os textos das cerimónias rituais. Os manuscritos dos Rituais são de alguma forma os ajudantes da memória, de forma que a representação formal dependerá sempre da opção que levará o copista, segundo aquilo que deseja conservar por escrito.
10 de janeiro de 2023
MAÇONARIA ACTUAL FACE ÀS GUERRAS, TOTALITARISMOS E DESIGUALDADES SOCIAIS CESCENTES – O IMPULSO DA EXTREMA DIREITA. QUE FUTURO PARA AS DEMOCRACIAS E O PAPEL DOS MAÇONS E DAS OBEDIÊNCIAS
MAÇONARIA ACTUAL FACE ÀS GUERRAS, TOTALITARISMOS E DESIGUALDADES SOCIAIS CESCENTES – O IMPULSO DA EXTREMA DIREITA. QUE FUTURO PARA AS DEMOCRACIAS E O PAPEL DOS MAÇONS E DAS OBEDIÊNCIAS
Desafio proposto e Aceito (embora não desconhecendo que cada uma das partes do título contenha matéria para 4 ou 5 pranchas, logo, apenas vos vou transmitir a minha opinião que, espero bem, seja bem diferente da vossa por só assim, na diversidade,…o mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança…,como escreveu o poeta António Gedeão). E que Espaço/Tempo apropriado é este, onde nos encontramos sentados à procura da Luz (leia-se Conhecimento) que nos transforma, tornando-nos melhores e mais aptos para derrotar os vícios (Guerras, Totalitarismos, Desigualdades Sociais, Impulso da Extrema Direita e Falência da Democracia) e elevar as Virtudes (Maçonaria Actual e respectivos Maçons e Obediências).
Primeiro paradoxo: não é a Maçonaria eterna, ou melhor, acima do Tempo/Espaço? A actualidade não é tão só o produto do que fomos e somos para expressarmos a extraordinária capacidade de adaptação que caracteriza os Iniciados na N∴A∴O∴? Segundo paradoxo: como se atrevem as guerras, totalitarismos e desigualdades sociais e etc., a medrar no meio de seres humanos cada vez mais conhecedores, mais esclarecidos e, sobretudo, mais tolerantes, justos e fraternos?
Detalhemos: tem sido a Franco-Maçonaria, ao longo das Eras, uma plataforma de diálogo internacional (mesmo universal) enfrentando as complexas realidades geopolíticas, e tem-no feito com uma rigorosa





