“A Ecologia, o Urbanismo e as Cidades Sustentáveis _ perspectivas actuais”
Introdução
No âmbito dos trabalhos a que nós, homens livres e de bons costumes, nos comprometemos para cumprir o caminho que conduz à pedra cúbica, foi-me proposto como temática de uma prancha uma reflexão relativa à actualidade das sinergias ecologia/urbanismo/cidades sustentáveis.
Certamente que as razões para tal proposta tiveram em conta a minha formação base, arquitectura, os subsequentes exercício profissional e experiência como professor universitário/investigador e ainda a vivência resultante de muitas viagens pelos cinco continentes – não é no entanto suficiente para me considerar um especialista naquela temática.
Não é pois objectivo deste breve ensaio construir uma teoria, muito menos uma teoria científica, mas apenas contribuir para o enriquecimento do debate, com a consciência de que uma reflexão sobre qualquer tema é sempre um jogo circunscrito pelo saber pessoal específico acumulado, pela cultura, pelos princípios e pelos fins, no caso presente delimitados pelo contexto atrás referido e que ainda restrinjo um pouco mais – a incidência da reflexão, com enquadramento universal, será sobretudo focada no que se passa em Portugal
A sustentabilidade e as cidades inteligentes (Smart Cities)
A sustentabilidade é um conceito abrangente assente em três pilares, dos quais o primeiro é prioritário, nomeadamente a protecção ambiental, a equidade social e a viabilidade económica, que conjuntamente fornecem uma matriz de soluções para um mundo melhor – “Podemos representar o conceito através de um diagrama de Venn, com cada pilar representado por um círculo, sendo que o que os sistemas devem ambicionar é o centro desses círculos, o ponto onde os três se cruzam e se sobrepõem” (1)






