Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

6 de dezembro de 2022

DISRUPÇÃO PRECISA-SE!!

 


DISRUPÇÃO PRECISA-SE!!

Para melhor conhecer e agir num mundo em rápida mudança

O Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, define “disrupção” como sendo “uma faísca que se solta entre dois corpos eletrificados”.

Mas na literatura económica mais recente, este termo tem sido utilizado para definir um processo inovador, resultante de uma mudança de atitude organizacional que permite transformar um produto ou serviço caro e de mercado limitado, noutro mais acessível e barato, capaz de gerar um mercado muito mais amplo que o anterior.

Um exemplo clássico referido nas aulas de economia é o sucedido com a evolução dos computadores. 

De início, grandes máquinas caras e complicadas, só utilizáveis por organizações públicas e privadas com muitos recursos e exigindo a sua operação por pessoal altamente especializado. Depois, a pouco e pouco chegaram os desktops, os laptops e, hoje, os smartphones. A investigação, a acumulação de conhecimento e a criação inovadora, permitiram a sua simplificação e o seu uso generalizado por utilizadores sem qualquer formação específica.

Estes processos disruptivos são a causa frequente do desaparecimento de muitas empresas tradicionais que, não se sentindo imediatamente afectadas pelo aparecimento de concorrentes inovadores, mantêm inalterada a sua actuação ignorando as consequências futuras geradas pelo crescimento de novos mercados que acabam por as absorver ou mesmo forçar a sua extinção. A DEC – Digital Equipment Corporation, uma empresa americana de computadores, é um exemplo e um caso de estudo, porque cresceu consistentemente até ter um volume de vendas de 14.000 milhões de dólares e uma força de trabalho com mais de 130.000 funcionários em todo o mundo, mas acabou por desaparecer por não ter sabido implementar as mudanças necessárias para acompanhar a evolução tecnológica e resistir à concorrência do mercado. 

3 de dezembro de 2022

Turbulência

 

Com a devida vénia e repectiva autorização se transcreve esta Reflexão publicada no Jornal Mensal "Cavaleiros da Virtude "-Ano IX nº 045-Novembro 2022.

Turbulência

Autor: Carlyle Rosemond Freire

M|I| CIM 307.07 - A|R|L|S| Terceiro Milênio nº7 - GOAL

Membro da Academia Maçônica de Ciências, Letras e Artes - AMCLA - Cad. 113

Se falarmos de forma científica, a turbulência nada mais é que um estado desordenado ou de agitação de um determinado fluido, onde os mesmos, com trajetórias irregulares do fluxo de ar e, com velocidades instantâneas e flutuações aleatórias, fazem um avião balançar.

Bom, em nossas vidas a turbulência pode ser considerada a mesma coisa, só que de forma simbólica, pois nem sempre é ou será um fluido o causador dessa turbulência. Costumamos dizer que nossas vidas estão turbulentas devido às agitações causadas por meios externos e, que não conseguimos controlar; seria uma analogia perfeita se não fosse algo parcialmente verdadeiro. Mas porquê tem dinossauros mortos na capa?

Então, para tentarmos compreender a ideia desta crônica, vamos voltarum pouco no tempo... ...os dinossauros foram extintos a mais de 65 milhões de anos e, segundo os paleontólogos, foi um período difícil para esses animais; e quando foi fácil para nós? Assim como hoje, era a lei do mais forte, a diferença é que atualmente existe uma falsa ideia de democracia, mas, que no final, manda quem tem o

22 de novembro de 2022

Constituição e Maçonaria

 


Constituição e Maçonaria

Defesa da República e da Humanidade

O Grande Oriente de França (GODF) é a mais antiga e maior de várias organizações maçónicas sediadas em França e é a mais antiga da Europa (uma vez que foi formada a partir de uma Grande Loja de França mais antiga em 1773, e absorveu brevemente a formação mais antiga de 1799, permitindo-lhe datar a sua fundação desde 1728 ou 1733). O Grande Oriente de França actual é geralmente considerado como a “casa mãe” da Maçonaria de Rito Francês.

Diversas teorias foram elaboradas sobre o verdadeiro papel da Maçonaria na Revolução Francesa. Sobre os preparativos do movimento revolucionário saído das lojas maçónicas francesas, e os investigadores dividem-se entre a participação directa das lojas e da Maçonaria Francesa na Revolução, enquanto outros defendem que ela quase ou nada teve importância para a mudança de Regime. Este aspecto tão peculiar que só os Maçons podem entender, verificou-se em Portugal em 1910, quando as diferentes Obediências Maçónicas com colunas levantadas quase ou nada participaram na Implantação da República, e foi a Carbonária que organizou grande parte da oposição armada e o golpe que derrubou a monarquia.

Mas ainda quanto à Revolução Francesa, o que sem dúvida teve mais influência numa nova Constituição e num novo regime, na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), e na Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791), foi sem dúvida a Revolução Científica operada durante o Iluminismo. As Luzes, o Conhecimento e a Razão foram o estímulo para que o homem social se libertasse, para que percebesse a subtileza entre os assuntos do Estado e os da Igreja, Entre a liberdade de escolha política e religiosa e uma tremenda e ignóbil perseguição, proibição e tortura.

Igualmente é reconhecida a influência da Maçonaria na Declaração de Independência e na Revolução Americana, como na constituição dos Estados centro-americanos e sul-americanos. No México, a Maçonaria teve muitos presidentes da República politicamente comprometidos com a educação secular, as liberdades públicas e a ajuda ao campesinato pobre. A Maçonaria apareceu no México colonial durante a segunda metade do séc. XVIII, quando os emigrantes franceses ali se estabeleceram na capital, para logo serem acusados e condenados pela inquisição. A Independência do Brasil em 1822 e a elevação de D. Pedro I a Irmão, com o nome iniciático de Guatimosim, abriu as portas à Implantação da República Brasileira em 1899.

O Uruguai torna-se independente da Coroa Portuguesa em 1825. A Argentina iniciou o seu caminho da unificação para a República em 1810. A Bolívia declarou a sua Independência em 1825, e em 1826 o Maçon Simon Bolivar outorgou ao país a primeira constituição. O Chile tornou-se independente da Espanha e teve constituição em 1823. O Chile, a Venezuela e a Argentina chegaram à independência com uma nova Constituição, pelos IIr:. Maçons Bernardo O’Higgins, Simon Bolívar e José de San Martí.

E a história é longa da contribuição da Maçonaria para a implantação das Repúblicas no Mundo e na elaboração das constituições.

21 de novembro de 2022

A ARTE REAL POR ELA

 


Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um poema de Adilson Zotovici:

A ARTE REAL POR ELA


Eu sou Arte e sou Real

Por obra de sabedoria

O Grande Arquiteto Universal

É a Vigia e meu Guia


Com escolhido pessoal

Moldo justo  a cantaria

Que com rico ferramental

Templos ergo por magia


Prego a paz e um mundo  igual

A liberdade à porfia

Sou fraterna e sou laical


Meu postulado inebria

Por todo lado, sou global...

Eu sou a Maçonaria !


Adilson Zotovici

ARLS Chequer Nassif-169

8 de novembro de 2022

SOBRE O MEU NOME SIMBÓLICO

 

SOBRE O MEU NOME SIMBÓLICO

Ao longo do meu percurso de vida, que já leva 56 anos, tive vários nomes ou alcunhas. O primeiro, que me define enquanto cidadão de pleno direito, foi o de nascimento, escolhido pelos meus queridos pais, e registado de acordo com a lei no registo civil. Há quem não goste nem se identifique com o seu nome. Comigo, isso nunca foi um problema.

Em criança e na minha juventude, fui identificado por outros nomes (alcunhas não me faltaram), todos atribuídos pelos muitos amigos que fui tendo ao longo da vida. Fui “Canina”, porque era muito pequeno para a idade, "Radar” porque tinha as orelhas grandes e estava sempre atento, “Bulhas”, porque tinha muito acne, “Máquina” porque tinha muita resistência, vejam bem, até cheguei a ser “Maçom”, nome atribuído pela minha avó paterna porque eu não profetizava a fé católica. Engraçado, identifiquei-me com todos os nomes (alcunhas) que me foram atribuindo menos com o de “Maçom”. Na altura, parecia-me depreciativo e que nada tinha a ver comigo.

A escolha de um nome simbólico que me definisse perante a família maçónica e com o qual me identificasse, não foi tarefa fácil. A decisão final aconteceu poucos minutos antes de sair da... (editado pela Comissão Editorial do Blogue). Antes de tudo, importa perceber um pouco melhor o conceito de identidade:

“Para a antropologia, a identidade consiste na soma nunca concluída de um aglomerado de signos, referências e influências que definem o entendimento relacional de determinada entidade, humana ou não humana, percebida por contraste, ou seja, pela diferença ante as outras, por si ou por outrem. Portanto, identidade está sempre relacionada à ideia de alteridade, ou seja, é necessário existir o outro e seus caracteres para se definir então por comparação e diferença. A existência de personalidades, mais conhecidas ou menos conhecidas, com as quais me identificasse, em virtude das suas características, valores ou atitudes, não foi problema.