DISRUPÇÃO PRECISA-SE!!
Para melhor conhecer e agir num mundo em rápida mudança
O Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, define “disrupção” como sendo “uma faísca que se solta entre dois corpos eletrificados”.
Mas na literatura económica mais recente, este termo tem sido utilizado para definir um processo inovador, resultante de uma mudança de atitude organizacional que permite transformar um produto ou serviço caro e de mercado limitado, noutro mais acessível e barato, capaz de gerar um mercado muito mais amplo que o anterior.
Um exemplo clássico referido nas aulas de economia é o sucedido com a evolução dos computadores.
De início, grandes máquinas caras e complicadas, só utilizáveis por organizações públicas e privadas com muitos recursos e exigindo a sua operação por pessoal altamente especializado. Depois, a pouco e pouco chegaram os desktops, os laptops e, hoje, os smartphones. A investigação, a acumulação de conhecimento e a criação inovadora, permitiram a sua simplificação e o seu uso generalizado por utilizadores sem qualquer formação específica.
Estes processos disruptivos são a causa frequente do desaparecimento de muitas empresas tradicionais que, não se sentindo imediatamente afectadas pelo aparecimento de concorrentes inovadores, mantêm inalterada a sua actuação ignorando as consequências futuras geradas pelo crescimento de novos mercados que acabam por as absorver ou mesmo forçar a sua extinção. A DEC – Digital Equipment Corporation, uma empresa americana de computadores, é um exemplo e um caso de estudo, porque cresceu consistentemente até ter um volume de vendas de 14.000 milhões de dólares e uma força de trabalho com mais de 130.000 funcionários em todo o mundo, mas acabou por desaparecer por não ter sabido implementar as mudanças necessárias para acompanhar a evolução tecnológica e resistir à concorrência do mercado.






