Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

24 de dezembro de 2020

O DIA DE NATAL


Com a devida vénia, e respectiva autorização, transcreve-se este Soneto de Adilson Zotovici, aproveitando a Comissão Editorial do Blogue para desejar a todos umas Boas Festas.

O DIA DE NATAL


Se reflexão, aforismo,

Eu creio que real, verdade

Que milenar não por modismo

Em perenal continuidade


Parece afastar o egoísmo

Desperta a fé, a caridade,

Floresce o amor, o altruísmo

Fenece o rancor, a maldade


Sem preconceitos ou racismo

Todos brindam com igualdade

O islamismo, judaísmo...


Não só festa da Cristandade

Além até do ecumenismo

O Natal... é fraternidade !


Adilson Zotovici

20 de dezembro de 2020

Solstício de Inverno 2020


O Solstício de Inverno ocorrerá no dia 21 de dezembro de 2020 às 10h02min, marcando o início da estação no hemisfério norte (a mais fria apesar da Terra vir a estar o mais perto do sol a 2 de janeiro). O sol neste dia de solstício estará o mais baixo possível no céu e aquando da sua passagem meridiana atingirá a altura mínima de 28°. A duração do dia no Solstício de Inverno é a mais curta. A 21 de dezembro de 2020 o disco solar nascerá às 07:51:19 horas e pôr-se-á às 17:18:23 horas em Lisboa, assim a duração do dia será de 09:27:04 horas. O Inverno prolonga-se por 88,98 dias até ao próximo Equinócio, a 20 de março de 2021.

Para a Secular Maçonaria representa o fim e o início de mais um Ciclo, ou seja, o Triunfo da Luz e da Vida sobre a Morte.

15 de dezembro de 2020

NADA DO QUE É HUMANO ME É ESTRANHO

 


NADA DO QUE É HUMANO ME É ESTRANHO

…nihil humani a me alienum puto..

Públio Terêncio (185-159 a.C.) em “O Atormentador de Si Próprio”

Sempre pensei e continuo a pensar que se há lugar para dissecar o mais complexo dos paradoxos é, exactamente, na N∴A∴O∴, onde, uma vez iniciados, calcorreamos os diversos degraus infinitamente dispostos, mas nunca indefinidamente, ou seja, começando por mergulhar em Nós próprios vamos em direcção aos Outros e ao Universo. A Humanidade - que tema apropriado para vos transmitir as minhas reflexões. Hoje, sabemos muito mais do que na Antiguidade sabiam os Pais-Fundadores do pensamento, porém e pasme-se, os circuitos neuronais do nosso actual cérebro (quer o queiramos ou não, é a base material da espiritualidade dita humana) são, precisamente, os mesmos que existiam na Idade da Pedra. Se é assim, a pergunta surge de imediato: o que há-de novo e a mais? Bem, a mais, há uma enormidade de novidades que não caberiam em milhares de páginas, mas de novo, e este é o imbróglio, parece não haver nada de nada. Vou expor-vos algumas considerações que, depois de interiorizadas, nos levarão ao degrau seguinte, vale dizer, a vós, e ao cosmos para que a tríade essencial da Iniciação fique ligada, seja ela coerente e racional (à qual estou mais ligado) ou transcendente e emocional (a qual procuro entender). Assim:

1- Graças ao pioneirismo de um cientista português (de seu nome António Damásio) os estudos sobre a fisiologia e patologia cerebral deram um passo de gigante (claro que, e como escreveu I. Newton, apoiado em muitos outros gigantes) no que diz respeito à base anatómica do seu funcionamento.

2- Paralelamente, cognitivistas, antropologistas, psicólogos do comportamento e filósofos, foram acompanhando e reorganizando os processos já conhecidos, acrescentando ou truncando as frases e certezas ditas, mas agora experimentadas.

3- Quer os circuitos de neurónios-base das funções vitais inconscientes (respiração, batimento cardíaco, regulação da temperatura e funcionamento intracelular), quer os das funções vitais conscientes (o amor, o desejo, as artes, enfim, as emoções), estão hoje muito mais dissecados sabendo-se onde estão localizados e, sobretudo, onde decorrem as suas interacções e, a mais, o papel fundamental das neuro-hormonas e neurotransmissores que tanto inibem como acendem e propagam todos estes circuitos já conhecidos.

8 de dezembro de 2020

MAÇONARIA 4.0? A MAÇONARIA DO AMANHÃ

 


Com a devida vénia se transcreve a seleção  do «Informativo CHICO DA BOTICA» - Edição 148 – 31 Out 2020”

MAÇONARIA 4.0? A MAÇONARIA DO AMANHÃ

“É necessário que o Maçom seja capaz de partir e de chegar. Muito importante é o partir como muito importante é o chegar, mas muito mais importante é o que será semeado ao longo dessa caminhada: sementes se converterão em frutos que haverão de alimentar a inteligência daqueles que os colherem”. (Raimundo Rodrigues)

“O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inalcançável, para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes é a oportunidade” (Victor Hugo)

Sem dúvidas estamos vivendo num mundo em permanente evolução, nas áreas de tecnologias e comunicações. O que é agora pode não ser daqui a pouco e temos que estar preparados para continuarmos a viver neste mundo. Muito lemos e ouvimos sobre a Indústria 4.0, que é um novo conceito de evolução, com bases em modernas e sempre actualizadas tecnologias, que tem na união de máquinas e sistemas inteligentes que possibilitam a criação de redes capazes de controlar módulos específicos de forma autónoma, ou seja, fábricas autónomas que irão possibilitar a redução da mão de obra, minimizar riscos por falhas humanas e proporcionar maior exactidão nos resultados esperados, e em especial em operações de maiores complexidades. Em suma, estamos falando de fábricas inteligentes, com a capacidade de operarem sozinhas, agendarem e realizarem manutenções, preverem falhas de processos, realizarem tomadas de decisão e adaptarem-se a imprevistos dentro duma cadeia produtiva.  Por certo isto não se aplica na Maçonaria, mas toda a evolução que estamos passando afecta o seu desenvolvimento e teremos que nos adaptar unindo homem a tecnologia. Tanto no conceito de Economia 4.0 e Indústria 4.0 esta é a era do conhecimento e da inovação. Na Ordem o conhecimento sempre foi nossa meta agora temos que nos adaptar às inovações. Agora perguntamo-nos,  o que tem a ver a Maçonaria com o que está a apresentar no mundo profano?  Demos um crédito de visão de futuro aos participantes do encontro realizado em Londrina – PR, quando, em outubro de 2019 escolheram o tema “Maçonaria do Amanhã”, bem antes de termos pleno conhecimento da expansão da COVID-19 e actualmente pensar no amanhã sem incluir como uma das causas a actual situação de saúde pública mundial seria ilógico.

16 de novembro de 2020

Lançamento do Livro "VERSOS A MAÇO E CINZEL

 


  C    O    N    V    I    T    E

Meus irmãos , cunhadas , sobrinhos, meus amigos

Na próxima quinta feira dia 19 de novembro de 2020 às 20:00h (horário de Brasília) faremos a reunião em  sala virtual para o  LANÇAMENTO  do meu novo livro de poemas “ VERSOS A MAÇO E CINZEL “  e terei  imensa alegria e honra em vê-los e  tê-los connosco, assim como seus convidados , amigos e familiares, pelo que sou grato. Segue o endereço da Sala virtual  :

Topic: Lançamento do Livro "VERSOS A MAÇO E CINZEL" de Adilson Zotovici

Time: Nov 19, 2020 08:00 PM Sao Paulo - Brazil

Join Zoom Meeting

https://us02web.zoom.us/j/85739441867?pwd=U01GQVBrbXZCRWNNM09CenhnTWJuZz09

Meeting ID: 857 3944 1867

Passcode: 900301

12 de novembro de 2020

Vaidade e Orgulho

 


Com a devida vénia se transcreve este artigo de opinião de Clóvis de Barros Filho publicado no Blogue «O Ponto Dentro do Círcul

Vaidade e Orgulho

(Publicado em Setembro 2015, São Paulo por Luiz Marcelo Viegas)

A palavra VAIDADE tem uma origem curiosíssima. Ela remonta muito a uma ideia da vida em vão. Então, claro, quando é que vivemos bem? Quando conseguimos viver dentro daquilo que nos é mais favorável, onde somos mais talentosos, mais competentes e assim por diante. Quem se conhece acaba conseguindo se encaixar melhor, levará uma vida mais feliz, melhor e mais harmônica com o resto. O VAIDOSO é um ignorante em si mesmo, alguém que por não entender o seu lugar, não conhece suas próprias competências e habilidades e acaba pretendendo viver em um lugar que não lhe é devido. Por isso é um vício, um equívoco existencial. Muito importante nesse momento diferenciar a vaidade do orgulho.

O ORGULHO é um afeto altamente positivo na existência por que no final das contas o orgulhoso é aquele que consegue identificar em si mesmo causas de alegria e isso, claro, é patrocinador de uma vida boa, por que quando você consegue identificar causas de alegria em si mesmo uma consequência imediata é identificar as próprias fragilidades. O Orgulhoso é sempre alguém que tem mais de si em si mesmo e portanto é necessariamente algo positivo. O vaidoso, na verdade, é um orgulho equivocado, é um orgulhoso que não se conheceu direito, um orgulhoso que não soube flagrar em si mesmo as reais causas de sua alegria.

A VAIDADE é uma tendência muito explicável por que os encontros com o mundo são potencialmente entristecedores e de certa maneira, na hora que você considera que o mundo que você encontra é o que é, inexorável, o que que poderia ser diferente para você não se entristecer. E aí, você conclui: VOCÊ MESMO! Então claro, o vaidoso é invariavelmente aquele que deseja demais não ser quem é justamente por que supõe que não sendo quem é evitará as tristezas e angústias que são concretamente as suas. Todo valor, seja um valor adequado a uma competência como no caso do Orgulho, seja um valor “transbordoso” e desalinhado como no caso da vaidade. Todo valor é uma construção social, resulta de um processo de socialização. É uma questão cultural e aí é que está o grande conflito que a filosofia clássica aponta. De um lado um apreço pela natureza que é a sua, em outras palavras é o que “Nietzsche” chamava de amor fati [1]. É você se reconciliar com o mundo como ele é, e aceitar-se como sendo como é, de certa maneira.

Doutro lado você tem uma sociedade, uma convivência e uma vida social que de certa maneira espera de você performances, espera de você a ocupação de postos, espera de você competências que nem sempre estão alinhadas com as tuas verdadeiras e naturais inclinações. No final das coisas pode-se imaginar o VAIDOSO como alguém “for ent” em sua aparência, mas no fundo é alguém que, ignorante de si mesmo, está disposto a VENDER-SE A SI MESMO EM NOME DOS ENQUADRAMENTOS SOCIAIS .

Autor: Clovis de Barros Filho


Nota


[1] – amor a algo.