11 de setembro de 2023
50º aniversário do Assassinato de S. Allende
1 de setembro de 2023
Uma Geração de Sociopatas em Evolução
transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, da Revista cultural virtual "Cavaleiros da virtude" nº054 de Agosto de 2023
Crônica do Editor
Uma Geração de Sociopatas em Evolução
- Una Generación de Sociópatas en Evolución
Carlyle Rosemond Freire
M|I| CIM 307.07 - A|R|L|S| Terceiro Milênio nº7 - GOAL
Membro da Academia Maçônica de Ciências, Letras e Artes - AMCLA - Cad. 113
Lendo matérias aleatórias, como sempre, deparei com uma que me chamou atenção, pois a mesma comentava, ainda que superficial, que os “Baby Boomers” (nascidos entre 1945 e 1964) foi/é uma geração de sociopatas, isso devido ao período pós II Guerra e as Guerras do Vietnã e Coreia, além do surgimento do Movimento Hippie, com toda falta de regras e busca pela liberdade. Não sou médico psicanalista para dar diagnósticos, mas, como professor ainda em sala de aula, e, vendo como os jovens se comportam, acredito, em minha opinião, que as gerações “Z” e “Alpha” têm mais tendências de desenvolverem transtorno de Personalidade A n t i s s o c i a l ( T PA S ) q u e a s anteriores, ou seja, de serem sociopatas. Não é a primeira vez que abordo assuntos ligados a essas gerações, p o i s é g r i t a n t e como essa juventude se comporta em relação aos adultos e entre os próprios pares. Segundo alguns dicionários, Sociopata é uma palavra usada para descrever uma pessoa que sofre de sociopatia, um transtorno de personalidade que provoca um comportamento impulsivo, hostil e antissocial, a qual é caracterizada por um egocentrismo exagerado, falta de apego aos valores morais, capacidade de simular sentimentos para conseguir manipular os outros, além da incapacidade de controlar emoções negativas. Como já havia dito, não tenho como realizar diagnósticos, mas está muito claro que essa geração de jovens apresenta, em sua maioria, pelo menos, 80% das características de um sociopata onde, algumas delas estão muito visíveis, como o apego às redes virtuais e a falta da real interação social, em acreditar que só precisa de direitos e não de deveres, o aumento da negatividade pessoal ligado as tendência depressiva e ansiolítica, pensar que está sempre certo e apresentar ausência de crítica e autocrítica, ter empatia com animais e dificuldade na construção de relacionamentos entre seres humanos, entre outras. Para o bem o para o mal, esta é ag e r a ç ã o d e j o v e n s q u e perambulam pelas ruas e dentro de nossas casas. Mas se acreditamos que está ruim, segundo a Lei de Murphy, pode e vai piorar. E porque digo isso? Porque a tendência de toda sas gerações é evoluir e, como dizem meus alunos: “Daqui pra frente é só pra trás!” Pois é, paradoxalmente ao que fala a música de Moraes Moreira (Lá vem o Brasil descendo a Ladeira), se continuarmos caminhando só adeira abaixo, poderemos ter um número crescente de psicopatas caminhando entre nós, muito em breve. E n ó s d a g era ç ã o “B a b y Boomer”? O quê podemos falar sobre isso?
27 de agosto de 2023
2 de julho de 2023
Nasci não sei quando
Com a devida vénia se trancreve eta reflexão publicada no boletim Chico da Botica, Ano 19, Edição178, 30 de Junho de 2023.
Nasci não sei quando - *Irmão Hercule Spoladore
Sei que no princípio eu era operativa, entre romanos e medievos, depois me tornei especulativa, condição que trago até os dias atuais. Em meu nome ergueram templos de pedra e os encheram com aqueles que ainda hoje não me compreendem.
Em meu nome, se fantasiaram e se engalanaram. Em meu nome, fizeram-se falsos homens de bem. Em meu nome, buscaram o poder pelo poder. Em meu nome, delegaram-se sapientes e iniciados. Em meu nome, fizeram-se donos da verdade. Em meu nome, perseguiram mais do que ajudaram. Especializaram-se neste métier.
Em meu nome, ludibriaram e enganaram. Em meu nome, me dividiram, como se eu não fosse uma só; um ledo engano. Em meu nome, retiraram dos meus rituais a essência dos ensinamentos do meu criador. Em meu nome, criaram graus e degraus, como forma de serem importantes por estas conquistas, não pelo trabalho interior e exterior de cada um. Em meu nome, criaram e criam vários ritos, tudo no grito. Em meu nome, ganham a vida criando estórias e arregimentando seguidores para estas, para mais tarde se desmentirem. Em meu nome, fazem leis e normas para favorecê-los, ou para tentar calar o meu grito através dos que me entendem e tentam me defender. Em meu nome, usam a sociedade para benefício próprio e de seus apadrinhados ou cúmplices. Em meu nome, iniciam sem jamais iniciar. Em meu nome, colocam-se como Maçom, sem jamais se preocuparem, em tornarem-se um deles, verdadeiramente, um dia. Em meu nome, relegam a um segundo plano o verdadeiro sentido da iniciação. Em meu nome, fazem sessões rápidas, maquinalmente, sem propósito algum, para sobrar mais tempo para a sessão gastronômica. Em meu nome, sim, em meu nome, fazem tanta coisa errada que até fico constrangida em aqui me apresentar. Eu sou justa, sou perfeita, nasci para ajudar o homem a se aproximar do nosso Criador que é o DEUS de toda a Humanidade.
Eu sou justa, sou perfeita, dei os símbolos como meio didático para o homem melhor me compreender e praticar nossos mais puros mandamentos. Eu sou justa, sou perfeita, criei o ritual para poderem com os símbolos melhor me compreenderem e me entenderem. Eu sou justa, sou perfeita, pensei que o homem poderia através dos símbolos e dos rituais interagir melhor com as forças energéticas positivas do universo.
Eu sou justa, sou perfeita, chamei o homem de pedra bruta para que ele sentisse e compreendesse a necessidade de se lapidar. Eu sou justa, sou perfeita, mostrei ao homem que o templo físico deveria ser uma representação do universo, só que alguns não entenderam que tudo ali é sagrado, é uma das muitas moradas do meu Pai. Ali não há lugar para a inveja, o ciúme, a disputa, a vaidade, a intemperança, a raiva, a injúria e o juízo de valor
Eu sou justa, sou perfeita, até deixo o homem dizer que eu tenho segredos; estes, se existem, são administrativos, como qualquer sociedade que um dia foi ou é perseguida tem como forma de proteger os seus membros. Eu sou justa, sou perfeita, nasci para ajudar todos os homens, independentemente do sexo, raça, cor, religiosidade ou posição social a se transformar em um iniciado, ou seja, num homem, e, consequentemente um espírito de LUZ.
Toda a humanidade terá, forçosamente, que chegar neste estágio. Assim está escrito e assim se cumprirá. Eu sou justa, sou perfeita, a todos e a tudo levo o meu perdão, mas, por favor, sejam dignos de mim, não me maltratem; socorram-me.
O meu nome? Sim, o meu nome é MAÇONARIA.
*Hercule Spoladore - Primeiro Membro Correspondente da Loja “Chico da Botica”
22 de junho de 2023
20 de junho de 2023
Viajando com livros: Afondo Duarte
Transcrito, com a devida avénia, daRevista Tempo Livre /Maio/Junho 2023
e convocava a permanência efetiva no quotidiano dos grandes valores universais.
Afondo duarte:a ambição de ser europeu
O poeta que exaltou a génese cósmica da natureza, a celebração panteísta da vida,
a reposição da democracia, a ambição de ser europeu e a supremacia dos grandes valores
universais Por António Valdemar
Poesia afirma-se na palavra que
desperta outra palavra, mais
outra e outras mais enquanto se
manifesta o ímpeto do diálogo
interior. Fixa o que surpreende
o poeta a cada momento: as pulsões da terra na sua diversidade,
o voo e o canto dos pássaros, a exuberância
das árvores e das flores; o curso dos rios,
a inquietação do mar e a interrogação dos
astros. Recorre também à memória da infância e da adolescência, à vulnerabilidade


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