Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

11 de agosto de 2015

Do Estudo da História da Maçonaria à aplicação dos seus Princípios no quotidiano


O Ser Humano nasce, cresce, aprende (através do Estudo e com os Outros) e escolhe uma de duas opções:

a)ou se integra na Sociedade, disponibilizando-lhe a sua Inteligência, os seus Conhecimentos, a sua Maturidade;

b)ou apenas usufrui (ou serve-se …) do esforço e da entrega dos Demais.

Os valores da Virtude (praticar o Bem, contrariar o Mal, praticar a Disponibilidade para com os Outros, contrariar o Egoismo) concretizam-se nas práticas da Beneficência, da não-Maleficência e da Justiça. Estes princípios são a base do dia-a-dia dum Maçon pois “… a Maçonaria consubstancia nos seus Princípios orientadores – o dever da Beneficência, a partilha através da Solidariedade, a reflexão sobre a Igualdade no acesso, a Tolerância como prática de Liberdade de pensamento …” *1.

“… Aos Maçons que ocupam lugares de decisão política, de administração pública ou de administração empresarial … exige-se um exemplar comportamento moral e ético…” *2 o qual se espera de quem assume a elevada responsabilidade da “coisa pública”, isto é, da gestão do Estado Português.

AMADEU GAUDÊNCIO (Ir:. Magalhães Lima e, mais tarde, Ir:. Gomes Freire), em 1933 (e:. v:.)  advertiu-nos que “… o Maçon tem que ser um homem virtuoso …” *3 considerando ele que deve possuir “… as três grandes virtudes …: a Beneficência, a Discrição e a Obediência. Sem estas virtudes não se compreende o homem nem se concebe o Maçon …” *4.

Mefistofeles e a Nova Ordem Mundial


Mefistofeles: ... Palavra derivada do grego que quer dizer aquele que odeia a luz.

Nova Ordem Mundial- que surgirá da globalização como governo totalitário, com poder ilimitado.

Este poder também procede de um "centro omnipresente", esta força directriz omnipresente comunica-se por meio da modificação do comportamento e da mudança de identidade..."

"O terror psicológico não é a essência, é somente o sinal do que significa o novo totalitarismo. O segredo do êxito do movimento está no poder do dinheiro e do consumo, porque evita tornar-se responsável pelos erros do mesmo. Os fracassos prescritos do mercado de Wall Street em proteger as empresas atribuem-se a forças transcendentais da " mão invisível" que castiga as empresas pelos pecados alegadamente cometidos contra as "leis do mercado"...

Manter a maioria num estado contínuo de ansiedade interior funciona, porque as pessoas são obrigadas a estar demasiado ocupadas a assegurar a sua própria sobrevivência ou a competir por ela para colaborar na construção de uma reacção eficaz."

"As técnicas de manipulação psicológica da sociedade são quase tão antigas como a própria humanidade. ... O lema: divide e vencerás.

O Cavaleiro Ramsay e o Rito Escocês Antigo e Aceito: mito e realidade !


Andrew Michel de Ramsay nasceu na Escócia, em Ayr, em 1686, segundo Ligou, ou em 1680/81,segundo Mackey.   

O pai era padeiro na Escócia e foi referido por alguns autores como um eclesiástico anglicano, partidário dos Stuarts e arruinado pela revolução de 1688/1689.
A mãe seria descendente da família do Barão de Dun.
Fez os estudos de teologia, mas viveu toda a sua vida da hospitalidade e dos serviços prestados a destacados nobres e fidalgos, seja como preceptor junto, nomeadamente, do Duque de Wemyss, do Conde de Sassenage, dos Chateau-Thierry, do Duque de Bouillon e do próprio James III (do seu filho mais velho), seja como simples hóspede do arcebispo Fénelon, de Madame de Guyon ou do Duque de Sully.
Mesmo quando se deslocou a Inglaterra de 1728 a 1730 foi na casa de um familiar do Duque de Argyl que esteve.

Segundo Claude Guérillot, é nesta altura que terá sido iniciado na Loja Horn, em Março de 1730, pelo Duque de Richmond.
No entanto, André Kervella considera duvidosa a sua iniciação nesse ano, dado que a sua inserção nos meios maçónicos é muito anterior e, segundo este autor, esses meios nada tinham a ver com “ a imitação dos hanoverianos”(sic).
Do que não existem dúvidas é que em 1729 foi eleito membro da Royal Society, juntamente com Montesquieu.
Apesar de insistentes esforços e empenhados contactos nunca conseguiu ser admitido na Academia Francesa.

Ramsay fez tudo o que estava ao alcance junto dos meios políticos mais influentes para obter um título nobre e ser admitido como cavaleiro na Ordem de S. Lázaro.
É recebido cavaleiro da Ordem de S. Lázaro a 20 de Maio de 1723, por Louis de Bourbon, Duque de Chartres e regente de França. Aliás, quando foi admitido na Royal Society mencionou na sua assinatura o título de Cavaleiro de S. Lázaro.

Porque Escolhi o Nome de Luís Cabral


Luís Cabral nasceu em Bissau a 11 de Abril de 1931, tendo ido viver para Cabo-Verde com 1 ano de idade. Quando o Pai morreu, Luís Cabral tinha 20 anos e já há dois que trabalhava nos Serviços de Estatística em Cabo-Verde. Com várias propriedades no interior da ilha de Santiago, as secas prolongadas tinham deixado a Família sem grandes possibilidade de o manter a estudar.

Com a morte do Pai  e os  Irmãos mais novos para criar, a situação tornou-se ainda mais difícil para Luís Cabral. A seguir aos funerais, um próspero comerciante da Praia, grande amigo do Pai dos tempos da Guiné, ofereceu-lhe um emprego nos seus escritórios, com um salário superior ao que vinha auferindo nos Serviços de Estatística.

No entanto, os contactos com o meio-irmão, mais velho, Amílcar, foram produzindo frutos. Na Guiné, removidas as dificuldades levantadas pela Polícia quanto à sua permanência no território, Amílcar prometeu arranjar-lhe um emprego. Seduzido pelas ideias do irmão, que afinal eram as suas, Luís deixou a Mãe e os Irmãos em Cabo Verde.

Chegou a Bissau, numa manhã de Abril de 1953, disposto a começar uma nova vida.

Um Olhar Histórico pelos Sistemas Assistenciais de Saúde Europeus - Custos e Benefícios


Tomando como referência o período de plena instalação e organização do SNS, 1990-2009, portanto um período suficientemente alargado para se poderem observar as variações e tendências do desempenho do sector público da saúde, analisaram-se os resultados por ele obtidos, medidos por quatro indicadores principais, (i) mortalidade precoce, (ii) mortalidade infantil, (iii) esperança de vida à nascença e, (iv) esperança de vida saudável.
Considera-se que estes indicadores são aqueles que melhor ilustram e sintetizam não só o desempenho do SNS mas também a medida em que os recursos das comunidades locais e as políticas sectoriais contribuíram para eles, considerando que o direito à saúde e o direito aos cuidados de saúde, embora garantidos por actores sociais e institucionais diferenciados, estão ambos incluídos no contrato social dos países considerados desenvolvidos.

Trata-se, além disso, de verificar se para um bem de mérito como a saúde os recursos disponíveis estão a contribuir com eficiência e efectividade para a sua melhoria, com impactos potenciais no desenvolvimento social e económico. É essa a natureza do retorno que se espera de uma visão alargada do sector da saúde.
No plano metodológico, a avaliação das alterações daqueles indicadores centrou-se em dois momentos temporais, 1990 e 2009, tendo-se selecionado para termos de comparação os países da União Europeia a 15.

Medos, Interesses e Afectos


O mais curto resumo da história da humanidade cabe  em três palavras: MEDOS, INTERESSES, E AFECTOS.

Na minha opinião, qualquer acção humana é condicionada por esses MEDOS, INTERESSES e AFECTOS. Estes três factores são universais.  Enquadram sistematicamente qualquer acção. Estão na génese, são a dinâmica e au mesmo tempo delimitam o perímetro possível ou acessível ao Homem, no domino material ou imaterial.

Esta teia na qual estamos todos presos e da qual ninguém escapa, gera incertezas, desconforto, dúvidas, angústias e lembra-nos a cada instante a mais importante característica  humana: Ter consciência. Ter consciência mas não só. Na realidade é ter consciência e ter perfeita consciência disso.

Para atenuar este pesado  desconforto, ou pesadelo constante, o homem inventa espelhos onde se vê, ou se revê, mas em situação mais confortável. São  bengalas: objectivo “ter boa consciência” ou seja mais conforto. Todos nós sem excepção temos várias dessas bengalas. A bengala mais frequente,  fundadora de certezas, é  quase sempre servida pelos humanos dominantes. Tal como nos documentários sobre a natureza,  Os humanos dominantes são os    “Alfa”. Controlam os grupos as sociedades e civilizações. O método é simples : os humanos Alfa distribuem verdades em troca de submissão.

8 de janeiro de 2015

A Ditadura da Dívida


Proponho-vos discutir aspectos nucleares da nossa vida como Nação, no quadro económico que nos envolve e que vai condicionar a vida do nosso País nas próximas décadas. 

Vivemos tempos que podem por em causa a Democracia e a Liberdade. É contra isso que estamos obrigados a lutar. Mas para sermos eficazes temos que rigorosos e, ao contrário do poder político, que nos últimos Anos, tanto em Portugal como noutros Países do nosso “Mundo”, se degradou para níveis impensáveis, suportando-se em análises imediatistas que podem, com a cosmética adequada, passar a ideia que tudo está melhor porque os indicadores são muito bons, temos obrigação de ir ao fundo das questões e trocar ideias para que possamos intervir de forma informada e rigorosa.

Como compreenderão não me passa sequer pela cabeça que aquilo que vos vou transmitir é algo indiscutível e redutor da troca de ideias e confronto sério de pontos de vista. Não, aquilo que aqui vos trago é um trabalho em que recolhi dados, tentei fundamentar opinião e que deve ser contestado por ideias diferentes, ou semelhantes, mas com perspectivas diferentes, até porque sei que o farão sempre com análises e interpretações fundamentadas e rigorosas.

Para enquadrar o problema permitam-me referir uma Prancha que apresentei em 7 junho 2010, na R:.L:. Ocidente designada por, Economia, Ética e os Tempos Conturbados, em que afirmava, e cito, "Resumindo, entre 1980 e 2009, Portugal aumentou o PIB para o dobro e aumentou 55 vezes a dívida. Se não nos endividámos para crescer, só podemos ter-nos endividado para consumir. Como sabemos que muito deste consumo foi importado, a dívida global é bem maior que a dívida do Estado. Pior, o Estado esmagou os contribuintes com Impostos que suportassem a ineficiência e o clientelismo tentacular que foi criando, sempre suportado numa informação "fait-divers" dirigida a cidadãos infantilizados e analfabetos, servidos por uma justiça que deveria ser cega mas não tanto." Fim de citação.