Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

12 de maio de 2017

El crepúsculo de la masonería patriarcal?



Com a devida vénia se transcreve, do Blogue Los Arquitectos, este artigo de opinião da exclusiva responsabilidade do Autor:


Las corrientes masónicas de la actualidad son organizaciones que se formaron a partir de la modernidad, pero en los albores del siglo XXI se hace insostenible, desde el punto de vista democrático y social, seguir manteniendo ciertas tradiciones propias de tiempos pretéritos. Conozco a muchos masones que no quieren saber nada de los rasgos fundamentales de la cultura contemporánea, y caprichosamente continúan cultivando sus costumbres con una visión del mundo en fase declinante.
La noción de modernidad y sus ideas afines como la ilustración y la secularización fueron ampliamente divulgadas por filósofos, historiadores y sociólogos, pero hay un aspecto que en la mayoría de los estudios se pasa por desapercibido. Releyendo a los intelectuales de la época y teniendo presente que estamos próximos a conmemorar el Día Internacional de la Mujer, encontré la oportunidad propicia para pensar la masonería desde la otredad.
Se podría datar –desde lo político– el inicio de la modernidad con la firma de los tratados de paz en Westfalia, documentos que a la vez dieron inicio a un nuevo orden en el centro de Europa basado en el concepto de soberanía nacional. La Ilustración tuvo en común un ambicioso programa de secularización, humanismo, tolerancia, cosmopolitismo, valores que asumió como propia la masonería de entonces con la creación de las dos potencias –en la actualidad con nombres diferentes– que lideran las dos principales corrientes masónicas: La Gran Logia Unida de Inglaterra y el Gran Oriente de Francia. A ambos estándares les caracterizaba sobre todo un fervor por la libertad y la participación política.

Los ilustrados –entre ellos muchos masones– proclamaron su visión del mundo como universal, pero por «universal» se entendía que el mundo y el hombre se regían por un conjunto único de leyes naturales. El concepto de uno, de universal, de único no admitía la otredad, la diferencia. Por lo tanto la Libertad, la Igualdad y la Fraternidad fueron válidas únicamente entre varones en detrimento y en exclusión de las mujeres.
La modernidad no pudo concebir la igualdad en diferencia, pero no se debe condenar a sus ideólogos con los valores del presente siglo; un caudal de agua pasó debajo del puente de la historia y el río ya no es el mismo. Se fundamentó y sostuvo en la igualdad entre iguales y en la dominación de los diferentes. Entre esas dominaciones, el caso de la mujer tal vez sea el más paradigmático, tal como lo publicó la escritora francesa Simone de Beauvoir en El segundo sexo. La diferencia entre géneros fue atribuida por los hombres de la época como un hecho de naturaleza y no de cultura. No se preocuparon por desmontar la herencia inmemorial de esa inequidad entre géneros, pues lo concibieron como hechos biológicos, inmutables y no como construcciones sociales, políticas y culturales, tal como se admite en la actualidad.

18 de abril de 2017

Museu Maçónico


Membro Institucional do ICOM (International Council of Museums). Vale a pena visitar (De 2ª a 6ª Feiras, das 14.30 às 17.30H)!



4 de abril de 2017

Lojas de S. João

MM.’.QQ.’.IIr.’. Este não vai ser um traçado de instrução por isso implicar um estudo profundo dos factos históricos, simbólicos e ritualísticos relacionados com o tema que vos vou propor. Vai ser, apenas, uma lasca da pedra bruta a ser burilada com a finalidade de enriquecer a mim próprio e a todos os MM.’.QQ.’.IIr.’. se assim o desejarem.
Tradicionalmente, as Lojas Azuis são chamadas de Lojas de S. João, bem expressas nos trabalhos do Grau de Apr.’. que todos sabem de cor e salteado.
E logo várias perguntas se impõem: por que razão são assim designadas numa época em que a F-M se exibe laica e não enfeudada à religião? Porquê a razão de os F-M celebrarem os dias festivos de 24 de Junho e 27 de Dezembro? Porquê, seguindo a tradição operativa do reconhecimento entre IIr.’. com perguntas e respostas, eles respondem que …vêm de uma Loja de S. João…?
Por questões de metodologia abordarei este assunto, primeiro sob a perspectiva dos factos históricos e de seguida as possíveis interpretações simbólicas e ritualísticas.
 
1-FACTOS HISTÓRICOS
 
Começo por vos dizer que, segundo alguns estudiosos da tradição maçónica, a 1ªLoja, ou Loja Mãe, foi convocada em Jerusalém dedicando-se a S. João, primeiro o Baptista, depois o Evangelista e, posteriormente, a ambos (não há documentos históricos que o comprovem, apenas lendas).
 Sendo esta a convicção dos que afirmam a grande influência da tradição judaico-cristã na tradição maçónica, quero crer que devemos ir mais além (neste caso mais atrás recuando aos factos percursores da referida tradição judaico-cristã) por haver poucas dúvidas que as celebrações de 24 de Junho (o Baptista) e 27 de Dezembro (o Evangelista) têm como base as festas pagãs dos solstícios onde eram celebradas, quer a regeneração (ou um 2ª nascimento) quer o caminho entre os ciclos, sendo mesmo considerados como o Conhecimento em todas as civilizações pré-abraâmicas.
 Zénite e Nadir, afirmavam os que conheciam as Leis dos Astros mas a dinâmica espácio-temporal não se ateve à materialidade prosseguindo o seu correlato (a espiritualidade) numa senda que nos obriga a recordar a história de cada S. João que a F-M adoptou.Primeiro S. João Baptista, filho de Zacarias e Isabel (prima de Maria), ambos estéreis, logo considerado o seu nascimento como um milagre pois não era esperado, atribuíram-lhe o papel de percursor dos caminhos de jesus, o Cristo, baptizava no Rio Jordão, pregava a renúncia, o arrependimento, a fraternidade, justiça e o combate à tirania tornando-se mártir.

O Nome que Escolhi para Integrar o Universo da Maçonaria



Inspirado em alguém com quem tive o privilégio de conviver até aos meus 23 anos de idade e que foi determinante na forma como vejo e interpreto o mundo em geral, designadamente, os meandros do poder, da política e da economia dominantes, em oposição à ideia de sustentabilidade e de responsabilidade social que tenho procurado incorporar no meu comportamento quotidiano e reflectir nos meus artigos e trabalhos académicos.
Com efeito, refiro-me ao meu avô, (editado pela comissão editorial do blogue) que nasceu no Funchal, filho de (editado pela comissão editorial do blogue), de seu nome solteira, e de, (editado pela comissão editorial do blogue) família burguesa de ascendência nobre, pelo lado da mãe, que remonta a um tal (editado pela comissão editorial do blogue), cobrador de rendas da Ordem de Cristo no século XV, e que por aquelas ilhas possuía terras e deixou família.
O ambiente familiar era, no entanto, de tradição liberal, tendo o seu irmão mais velho, meu tio-avô, (editado pela comissão editorial do blogue), sido um conhecido como republicano radical e advogado de nomeada no foro lisboeta.
O meu avô, (editado pela comissão editorial do blogue) que veio a adoptar o pseudónimo de Meridional, nome com que ficou conhecido no movimento libertário, mudou-se para Lisboa em 1912 e foi no continente que fez toda a sua vida adulta. Terá tido o seu primeiro contacto com o anarquismo com quinze anos, quando, em casa seu pai trouxe um dia um panfleto de propaganda e o assunto foi comentado.

2 de abril de 2017

TEMPLO NOVO





Vilmente assassinado na Porta Oriental
O Mestre legou as Ferramentas para a Construção
Cujos alicerces se edificam desde então
Baseando-se numa hierarquização natural.
Os Aprendizes (Livres e de Bons Costumes) na Iniciação
Se introduzem cumprindo Ritos sem igual,
E abraçam Companheiros com total gratidão
Dando sentido ao Eterno que se torna essencial.


O acesso à Sabedoria é metódico
Expressando-se em múltiplas formas
Com o objectivo de impedir o caótico
E sôfrego individualismo sem normas
Fraternas e Universais no sentido filosófico.

Corresponder às interrogações humanísticas
Sendo Livres é procurar o progresso,
Rebater a Ignorância e regras apriorísticas
À custa da elevação do Direito e Justiça é um sucesso,
Destronar a tirania e as preconceituosas místicas
Saboreando a Verdade e a Razão sem retrocesso
É darmos as mãos saudando a Tolerância
Que destronará o que não terá importância.

Espalhar Sinais e Símbolos
Para que nos reconheçamos
Só é secreto para os tolos,
O que sentimos abraçamos
Numa discrição reservada
Da Palavra Perdida mas procurada.

Se a sepultura foi bafejada
Pela Acácia revelando pureza,
Se o Compasso define a desejada
Guarita, então, de certeza
Nos uniremos num Cordão Nodoso
Inseparável, livre e frutuoso.