Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

10 de abril de 2024

Maçonaria nas Redes Sociais

 



Maçonaria nas Redes Sociais

Publicamos esta excelente prancha do Ir:. Marco António Perottonique consideramos continuar perfeitamente actual e pertinente. 
A propósito do que ainda vai de confusão, na mente de muitos Irmãos (sobretudo dos mais antigos), sobre a necessidade (ou não)  das Obediências Maçónicas (ou até das LLoj:. individualmente) terem acesso às Redes Sociais. Sempre defendemos (desde 2011) que, no mundo actual, Organização que não esteja presente na "Net", tenderá a não ser reconhecida ou a ter existência como tal, como é aceite pela enorme maioria dos cidadãos, sobretudo os mais jovens, que diariamente  utilizam  as redes Sociais sistemática e indiscriminadamente. 

Necessário é  que existam regras claras e inequívocas, mesmo tendo em conta que grande parte da Bibliografia maçónica clássica (e também o excesso  de «ruido» / falsa maçonaria e o anti-maçonismo declarado, que urge distinguir), já se encontram disponíveis nas Redes Sociais. Por outro lado e como consideramos que a famosa questão do «segredo maçónico» é do âmbito individual e só se estrutura pela participação dos maçons no contínuo e esforçado trabalho em Loj:., sendo na prática, «incomunicável». Como refere o Ir:. Marco Perottoni, tratam-se essencialmente de questões pertinentes  que poderemos  genéricamente identificar no âmbito de  «Ética Maçónica» , infelizmente tão esquecidas por parte de alguns «Irmãos» (ou do estrito cumprimento das Obrigações e regulamentos internos), pelo que as considerações em anexo continuam a ser da maior importância, apesar dos mais de sete anos de idade, motivo pelo qual se nos afigurou importante,  publicar o texto abaixo. (P' Comissão Editorial do Blog: Salvador Allen:. M:.M:.)

21 de março de 2024

O equinócio da Primavera 2024

 


O equinócio da Primavera começou este ano na quarta-feira, 20 de Março de 2024. 

Este ano, o equinócio da Primavera começou na quarta-feira, 20 de Março de 2024. É uma data importante que muitos  aguardam ansiosamente, pois esperam que as árvores brotem e que a luz do sol aumente. E com razão: a partir de 20 de Março de 2024, entramos oficialmente na Primavera e ganharemos uma média de 4 minutos de sol por dia até 20 de Junho, no solstício de Verão.

 É um momento astronómico em que a duração do dia é igual à duração da noite. 

Em termos práticos, o equinócio vernal, mais conhecido por equinócio da Primavera, coincide com mais um degrau na transformação de nós próprios.


20 de março de 2024

Serviço Nacional de Saúde (SNS) e Liberdade, Igualdade e Fraternidade (LIF)



SNS e LIF

Proponho nesta Prancha abordar a problemática do SNS não do modo convencional, mas à luz da trilogia maçónica da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Num SNS que sempre teve muitas carências, as carreiras médicas foram o suporte à qualidade dos cuidados, mas foram politicamente atacadas e deturpadas em várias circunstâncias.

Em 1993, na revista “O Cidadão” da Associação Portuguesa dos Direitos dos Cidadãos, nos números 1 e 2 da Revista quer eu próprio quer o Irmão :. José Martí publicámos artigos reflectindo a preocupação sobre a evolução do SNS. Se nessa época se justificava essa preocupação, com maioria de razão se justifica agora, atendendo à recente degradação do sistema.

Numa estrutura de livres pensadores, não se justifica que se pretenda unicidade de opinião sobre assuntos importantes, como é o caso do SNS, mas sim a procura da melhor solução para garantir a sobrevivência de um SNS, dentro da possível pluralidade de opiniões e de modelos organizativos.

Sendo o SNS um pilar fundamental do Estado Social, como Maçons devemos defender um serviço indispensável à população e que tenha algumas características fundamentais: A) Que tenha carácter social e que esteja garantido o acesso a toda a população, sem distinção do estado económico ou de privilégios. 

B) Que a qualidade dos cuidados esteja assegurada, através dos órgãos competentes e independentes do poder político, o que no caso é competência da Ordem dos Médicos.

C) A forma de organização pode variar, como se pode verificar pela experiência dos países evoluídos da velha Europa.

Tentarei de forma resumida dar exemplos de modelos europeus, em particular dos dois modelos mais emblemáticos, implantados há muitos anos e que se mantêm na sua essência, embora com acidentes de percurso e adaptações.

Salientemos desde já que actualmente não existem modelos de concepção pura.

Os modelos que vamos referir são ambos modelos de cobertura universal, que consideram a saúde como um direito de cidadania, sem custos directos para o doente. No entanto apresentam formas de financiamento e de exercício profissional diferentes. 

 Refiro-me ao modelo Bismarckiano, o mais antigo e criado na Alemanha em 1883 pelo governo conservador de Bismark e o modelo Beveridgiano que inspirou o NHS, criado em 1946 no Reino Unido, baseado no plano de 1942 de Lord Beveridge, politico liberal.