Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
21 de fevereiro de 2020
A escolha do meu nome Simbólico
“A escolha do meu nome Simbólico"
Para uma melhor compreensão do meu nome simbólico, faço o enquadramento do nome José David através do poema “Meus Heróis”, do António Arnaut.
Meus Heróis
Prezo os símbolos, o rasto e os sinais
da minha nostalgia portuguesa.
Mas os meus heróis verdadeiros não vêm na história;
não têm monumentos nas praças domingueiras
nem dias feriados a lembrar-lhes o nome.
São heróis dos dias úteis da semana:
levantam-se antes do sol e recolhem apenas
quando a noite se fecha nos seus olhos.
Lavram a terra, o mar, e são jograis
colhendo a virgindade pudica da vida.
Sobem aos andaimes, descem às minas
e comem entre dois apitos convulsivos
um caldo de lágrimas antigas.
São os construtores do meu país, à espera!
Mouros no trabalho e cristãos na esperança;
famintos do futuro, como se a madrugada
fosse seara imensa apetecida
onde o sol desponta nas espigas
sobre o casto silêncio da montanha
António Arnaut
20 de fevereiro de 2020
As Diversas Influências Filosóficas que a Maçonaria Incorporou (Séc.- XVII-XVIII)
As Diversas Influências Filosóficas que a Maçonaria Incorporou
(Séc.- XVII-XVIII)
Com o crescimento das cidades durante o Renascimento, a Reforma e a Contra-Reforma e o declínio na demanda por grandes projectos de construção, os privilégios especiais dos pedreiros como artesãos viajantes desapareceram — em Portugal, a última Grande Obra (assinada) de arquitectura urbana foi o Aqueduto das Águas Livres.
Como resultado, os Pedreiros Livres começaram a receber não-pedreiros como clientes. Isso levou a que no século XVII, a um grande número de pedreiros especulativos ou não-trabalhadores entrassem nas “lojas” maçónicas. Mas os maçons mantiveram as antigas tradições, na simbologia e na geometria. É assim que ainda hoje os novos membros continuam a ser designados por ‘Aprendizes’, depois ‘Companheiros’ e finalmente ‘Mestres Maçons’. É por isso que ainda hoje se mantêm o segredo original de como se ensina a amizade, a ética, amor fraterno, a solidariedade e a verdade. E é também pelas mesma razões que se praticam as senhas e os sinais antigos. Pelo menos é nisto que os maçons acreditam relativamente ao seu passado histórico, desde o ‘Século das Luzes’.
A estrutura da Maçonaria especulativa moderna, como a que conhecemos hoje, não surgiu com a formação da primeira Grande Loja em Londres em 1717, como alguns insistem em defender — esta afirmação baseia-se tão-somente na necessidade de justificar o poder imperial britânico e colonial face à restante Europa franco-maçónica, num tempo em que a casa real dos Hanover usurpou a coroa original de Inglaterra da Casa dos Stuart em 1714. É por esta razão que a actual realeza britânica continua tão empenhada em manter a imagem e o poder, apelidado de Commonwealth e porque insistem em propagar a mentira de que a Maçonaria Especulativa Moderna foi fundado por eles.
19 de fevereiro de 2020
O Esquadro e o Nível no Simbolismo Maçónico do 2º Grau.
O Esquadro e o Nível no Simbolismo Maçónico do 2º Grau.Os símbolos constituem representações analógicas relacionadas com determinados objetos considerados e a sua significação pressupõe desde logo conhecimentos já adquiridos sobre aqueles objetos. Há autores que enaltecem um sentido anagógico caraterístico do simbolismo maçónico em ordem a elevar a sua significação às coisas do alto, do espírito, do divino, entendidas tais coisas como algo incognoscível que anima o ser humano na busca da fraternidade e da tolerância, procurando simultaneamente o aperfeiçoamento individual dos seus membros que, guiados pelo farol dos princípios da liberdade, da igualdade e da fraternidade agem convictos de que desta forma se contribuirá também para o aperfeiçoamento da humanidade em ordem a elevar os seus melhores, mais justos e honrosos valores em prol do bem comum.
A simbologia respeitante à construção do Templo – entendido este figurativamente como um lugar sagrado constituído por cada um de nós enquanto seres humanos – inicia-se pelo desbaste da pedra bruta, das imperfeições e insuficiências que nos são intrínsecas, para o que nos socorremos de dois instrumentos essenciais para o efeito: o malho e o cinzel. O primeiro, em forma de martelo usado para pregar ou bater, compactar ou demolir, simboliza a força material, a determinação e a perseverança indispensáveis na superação dos obstáculos visando a prossecução dos objetivos em mente; o segundo, de formato cuneiforme, é usado para sulcar as pedras ou os metais simbolizando as belas-artes e representando a precisão, a beleza, o pormenor e o discernimento.
Juntos, o malho e o cinzel elevam o ser humano na busca da independência e da perfeição.
Na construção do Templo na dimensão acima referida de busca do aperfeiçoamento de cada um de nós, a continuação do desbaste da pedra bruta implica a necessidade de retificar e ordenar as imperfeições que sempre permanecem, pelo que se torna indispensável socorrermo-nos do esquadro, instrumento em forma de triângulo-retângulo usado para traçar ângulos e perpendiculares sobre a pedra bruta visando a obtenção da pedra cúbica, do aperfeiçoamento, da melhoria, da superação, na edificação do Templo em permanente reparação e renovação.
10 de fevereiro de 2020
11 de janeiro de 2020
Cartas de Manuel Teixeira Gomes a João de Barros
O livro de “Cartas de Manuel Teixeira Gomes a João de Barros” abrange uma extensa correspondência que se prolonga desde 1905 até 1941.
A vida pessoal, politica e diplomática e, ainda o período em que Teixeira Gomes exerceu a Presidência da Republica e os anos do exílio no Norte de África são evocados nesta obra editada por iniciativa das Câmaras Municipais de Portimão e da Figueira da Foz .
António Valdemar fará a apresentação do livro, na próxima quinta feira. dia 16 de Janeiro, ás 18 horas, na Figueira da Foz ,no Auditório Municipal, rua Calouste Gulbenkian.
CONSCIÊNCIA MAÇÓNICA

Com a devida vénia se transcreve este texto de Newton Agrella:
CONSCIÊNCIA MAÇÓNICA
Ao nos referirmos à chamada Maçonaria Especulativa, cabe registrar que a mesma enquanto filosofia e instituição progressista e evolucionista exulta prioritariamente a consciência e o trabalho interior e pessoal.
Ainda como filosofia, ela demanda discernimento e cultura.
O trabalho interior impõe um movimento subjetivo.
O "reconhecido maçônico" não é status a ser apreciado pelo que os outros dizem ou comentam.
A rigor esse reconhecimento é refletir aquilo que somos em nossa própria consciência.
Nossa lavra intelectual, espiritual e filantrópica perante o Grande Arquiteto do Universo, bem como nossa própria liberdade de pensamento é que sedimentam essa relação que podemos denominar "Consciência Maçônica".
Os Dicionários Etimológicos apontam que a origem da palavra Consciência advém do termo latino "conscientia" de "consciens" - presente do verbo
"conscire" = estar ciente (cum = com, partícula de intensidade e scire = sei).
Encontra-se ainda uma possível raiz formada de junção de duas palavras do Latim: conscius+sciens: conscius (que sabe bem o que deve fazer) e sciens (conhecimento que se obtém através de leituras; de estudos; instrução e erudição)
Resumidamente Consciência significa:
a capacidade e a disposição humana de vivenciar, experimentar ou compreender fragmentos ou a totalidade de seu mundo interior.
É o sentido ou percepção que o ser humano possui do que é moralmente certo ou errado em atos e motivos individuais.
É sob essa égide que a "Consciência Maçônica" se estabelece, como uma legítima ferramenta de ligação e de caráter evolutivo entre o Homem e o Universo.
Ler mais, Pensar Mais e Achar menos.
NEWTON AGRELLA
9 de janeiro de 2020
FALAR SEM PALAVRAS DESTRUIÇÃO E RECOMEÇO
CONFERÊNCIA
FALAR SEM PALAVRAS
DESTRUIÇÃO E RECOMEÇO
16 JAN | QUI | 21h30
Auditório de Serralves
Pedro Cabrita Reis e Maria Teresa Cruz serão os oradores da conferência “Falar Sem Palavras: Destruição e Recomeço”, no dia 16 de Janeiro às 21h30, com moderação de Miguel Von Hafe Pérez.
Esta conferência insere-se no Ciclo “Arte e Espiritualidade”, comissariado por Pedro Abrunhosa e Paulo Mendes Pinto, que pretende explorar a forma como a Arte dialoga com a Ciência, a Filosofia, a Religião, o Pensamento.
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