Transcrito do Blogue «Jakim&Boaz», com a devida vénia:
I - Introdução
A origem etimológica da palavra símbolo, é geralmente atribuida ao grego “sumbolon”, derivada do verbo “sumbollein”, pretendendo significar sinal, no sentido de traduzir a representação concreta duma ideia abstracta. Segundo I. Mainguy (3), Guénon define-o como “a fixação dum gesto ritual” e indo mais longe, sugere uma pesquisa para encontrar a sua origem.
A Maçonaria é normalmente definida como sendo: “um sistema de Moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos”
Nesta definição aparecem duas palavras, Símbolo e Alegoria, que na maior parte das vezes, são incorrectamente interpretadas, pelo que consideramos oportuno tentar perceber a distinção entre as duas, pelo que tentámos recolher e reunir algumas breves referências relativas a este tema, de que resultam as notas que se seguem, entre as quais se salienta o trabalho de Anatoli Oliynik (5).
No que respeita à palavra latina “symbolus”, entende-se o seu significado como sinal de reconhecimento, sendo constituído por um objecto cortado em dois, cada uma das duas partes estando entre as mãos de duas pessoas que se vão separar. Espécie de sinal de reconhecimento, que quando mais tarde se encontrarem as duas partes poderão, ao reuni-las, selar a sua reunião.
Segundo Manuel P. Santos (1) “1 - um símbolo é fundamentalmente uma representação gráfica ou pictórica de uma ideia, som, objecto ou de um princípio, existindo uma correspondência natural entre por exemplo, um objecto (significante ou simbolizante) e o seu símbolo (significado ou simbolizado). 2 - Na Maçonaria os principais símbolos identificam-se com os instrumentos utilizados, principalmente nos três primeiros graus de qualquer rito, que permitem a compreensão do que é ser maçom e do que é a Maçonaria, enquanto sistema de aprendizagem e percurso iniciático.
3 – Constituem símbolos maçónicos universais os instrumentos ligados à arte da construção ou da geometria, como o esquadro, compasso, malho, cinzel, régua, nível, alavanca, trolha, fio-de-prumo, triângulo, quadrado, rectângulo, círculo, pentágono".
Não se esgotam aqui os símbolos maçónicos, podendo ser apreendidos nos gestos praticados (sinais, toques e palavras), nas baterias, nas formas de vestir, etc.









