O nome simbólico por mim escolhido foi o de Fernando António Nogueira Pessoa (Fernando Pessoa), expoente máximo da poesia portuguesa, nasceu a 13 de junho de 1888, no Largo de São Carlos, em Lisboa, e faleceu, a 30 de novembro de 1935.
Ora, o que me foi incutido para a escolha de um nome simbólico, enquanto aprendiz maçom, seria o nome de uma pessoa com quem me identificasse, que fosse um exemplo/pauta de vida para mim, alguém que por qualquer fundamento eu tenha admiração, quer esta tenha origem no seio familiar ou “figura pública”.
Assim, quando comecei por dar um pouco mais de cuidado à leitura de Fernando Pessoa, corria o meu décimo primeiro ano (ensino secundário), no então agrupamento um – área Cientifico Natural – com a componente de aulas práticas de Engenharia Civil, na Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, mais propriamente na disciplina de português com a docente Dra. Corina B. (nome profano). Desde essa altura, fiquei apaixonado por poemas como o “Gato que brincas na rua”, o “Hino à liberdade”, “A ceifeira” – a inconsciência e a razão ou então o poema “A dor” – onde são escalpelizadas três tipos de dor (a tida pelo escritor, a que este passa para as palavras e a do leitor).
Mais tarde, já no ensino superior e na área da matemática financeira, no Curso de Contabilidade, não me recordo porque factualidade percepcionei que Fernando Pessoa, para além de ter como sustento o facto de ser tradutor, poeta, escritor, filósofo, critico, empresário, foi, também, o guarda-livros de então ao que hoje profissionalizamos e chamamos de Contabilista Certificado (CC). Área (matemática financeira – contabilidade/fiscalidade) que abraço até aos dias de hoje.
Fruto do exposto, surge aquilo a que chamamos do “bichinho” em conhecer um pouco mais de Fernando Pessoa e, pelos escritos, existe a referência que é aos sete anos de idade que a “veia literária” dá de si e escreve um poema a Sua Mãe, que passo a citar.
Porquanto, não fui abençoado com tal dom ou até algum outro, porventura, por isso (também com sete anos), nas primeiras férias escolares– vividas por três meses, comecei a, diariamente, a ir trabalhar para a oficina do ramo automóvel do meu Pai – atividade que me acompanhou em todos os períodos de férias, tempos livres escolares como sábados. Mais tarde, a fazer toda a formação superior em regime pós-laboral trabalhando nesta oficina. A par e por comum acordo familiar, por vezes, volvia tudo o meu empenho para atividades em casa dos meus pais ou na casa dos meus avós maternos auxiliando em trabalhos mais pesados ou de maior azafama agrícola, como sejam as vindimas ou as desfolhadas.
Por esta via, talvez também se demonstrem similitudes que fundamentam, por um lado, que para se ganhar a vida é necessário trabalho digno – seja lá qual for a vertente, por outro, o apego pela máquina (oficina). Matérias ou áreas de atuação na sociedade abordadas por Fernando Pessoa nos seus Heterónimos Alberto Caeiro apaixonado pela natureza e Álvaro de Campos o Engenheiro Naval.
Um aspeto que achei curioso e por ora faço parelha com Fernando Pessoa, é que este não teve filhos, neste particular não poderei garantir o futuro... Fernando Pessoa dias antes de morrer, por outros motivos certamente disse - "Não sei o que o amanhã trará".
No culminar de tudo o que já foi dito dou nota, ainda, que deixei no meu trabalho de fim de curso e a título da reflexão, o excerto de um escrito de Fernando Pessoa, na Revista de Comércio e Contabilidade, a 25 de abril de 1926, que passo a citar:
Na vida superior a teoria e a prática completam-se. Foram feitas uma para a outra.” Pois bem, se quero ser a melhor versão de mim mesmo e por isso para cá caminho em busca de aprimorar e aperfeiçoar conceitos (teoria), para aplicar em sociedade, no dia a dia do mundo profano (prática) – o excerto supra é e será sempre atual.
Relativamente ao nome simbólico fica-me uma dúvida para mais tarde explorar, mas, acho já ter visto a designação de um Templo Maçom – Fernando Pessoa -, a que título, a ser verdade, tal aparece – caso de estudo se assim me for permitido ficar como irmão Maçom.
Já no que concerne à reflexão feita, num espaço escuro do primeiro dia, para além do nome simbólico fixei e anotei no dia a existência de alguns objectos que seguidamente descrevo, bem como a simbologia por eles trazida naquele momento, como seja a vela ao que associei a necessidade de ter uma luz para enxergar o caminho, ampulheta talvez como medida de tempo e a sua finitude, pão (duro) e jarro simbologia de alimento (na sua simplicidade), rosa dos ventos, sentido de orientação, pequena campainha de metal – talvez para como objecto para solicitar ajuda, a caveira – representando o fim do corpo. Tinha os fósforos, sal??? Bens colaterais necessários???
Nas paredes do mesmo local tinha algumas frases/mensagens, apenas fixei uma – “Se fizeres alguma distinção social sai, pois não te conhecem” – em suma, somos todos iguais e precisamos uns dos outros.
Fernando Pessoa A:.M:.
(Janeiro de 2026 )


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