R.E.A.A. - do Grau de Mestre ao Grau 33 – origens e percursos de um Rito (II)
A pedido de vários IIr:. e por considerarmos pertinente a republicação deste trabalho, dividimos em 2 partes o texto integral datado de Mar.2017, tomando assim a iniciativa de voltar a «dar à luz» a versão inicial.
(CONTINUAÇÃO)
A alusão a «Mestres Escoceses» é referida nos Regulamentos Gerais, de 11 de Setembro de 1743, aprovados pela Grande Loja de França, então essencialmente formada por Mestres de Lojas parisienses, no seu Art. 20: “Como aprendemos que recentemente alguns Irmãos se anunciam sob o nome de «Mestres Escoceses» e constituem lojas particulares com pretensões e exigem prerrogativas relativamente aos quais não se encontra nenhum registo nos antigos arquivos e costumes das Lojas espalhadas pela superfície da terra, a Grande Loja determina, a fim de conservar a boa harmonia que deve reinar entre os Maçons, que a menos que estes «Mestres escoceses» sejam oficiais da Grande Loja, ou de qualquer Loja particular, serão considerados pelos Irmãos como os outros Aprendizes e Companheiros, não devendo utilizar nenhuma outra marca ou distinção particular” [6].
Nesta altura é já explícita a diferença entre a prática da maçonaria simbólica, segundo a tradição, face aos portadores dos novos graus «escoceses».
Dois anos mais tarde, os Estatutos de 1745 da Respeitável Loja de S. João de Jerusalém, «governada pelo Conde de Clermont», que não deve ser confundida com a «Grande Loja de Paris», dita de França, comportam, entre outros, um artigo muito interessante:
- Art. 44: “Os Escoceses serão os superintendentes dos trabalhos, terão a liberdade da palavra, e serão os primeiros a dar o seu sufrágio, colocar-se-ão onde desejarem, e quando estejam em falta não poderão ser repreendidos ou recuperados a não ser por Escoceses” [6].
Para além do discurso do cavaleiro Ramsay, existem adicionalmente duas outras importantes fontes, que a maioria dos historiadores e investigadores maçónicos consideram como estando na génese dos «Altos Graus»:




