14 de outubro de 2026
MUNDO JUSTO!
12 de outubro de 2026
Antigos e Jovens Maçons - Tradição e Mudança
Antigos e Jovens Maçons - Tradição e Mudança
Autor: Iván Herrera Michel
Já vi muitas coisas acontecerem na Maçonaria. Rostos novos que partem, ideias jovens punidas, opiniões petrificadas, projectos a nascer e a morrer, lojas a desaparecer… e talvez esta reflexão seja uma tentativa de expressar por palavras o que alguns de nós sentimos quando os rituais são deixados para trás e surgem questões.
Tive a oportunidade de observar a Maçonaria sob diferentes perspectivas e responsabilidades, e a verdade é que, por vezes, sinto algo ao conversar com um Irmão, jovem ou idoso: a sensação de que estamos numa encruzilhada sem precedentes, imersos num mundo vertiginoso de tempos em constante mudança, o que não facilita o caminho de transição que qualquer tradição exige. São tempos que ameaçam a sobrevivência da Ordem tal como a conhecemos e que se tornam cada vez mais difíceis de ignorar e gerir, pois, em última análise, afastam os Irmãos das Lojas.
Em particular, quando falo com jovens maçons, reparo em algo que me chama a atenção e me faz reflectir. Falam-me das suas ideias, sobre como querem que a Maçonaria faça algo pelo mundo de hoje, pelos problemas actuais. E eu fico ali parado, a acenar com a cabeça e a pensar: como é que lhes posso explicar que este lugar é, e ao mesmo tempo e não é, este tipo de lugar? Para compreender isto, precisamos de uma abstração como as sobreposições e os dilemas filosóficos apresentados pelo gato de Schrödinger.
5 de outubro de 2026
O Silêncio dos Sábios - Etarismo e Reverência na Maçonaria
Autor: Paulo Cesar T. Ribeiro (*)
Imagem ilustrativa gerada por IA
Tempora mutantur et nos in illis. Os tempos mudam, e nós mudamos com eles. É deste axioma antigo que parto, porque há reflexões que só amadurecem quando o homem já viveu o bastante para reconhecer, no espelho da Ordem, aquilo que a sociedade insiste em recusar aos seus mais velhos.
Há, no cerne da Maçonaria, um convite ao autoconhecimento e ao aprimoramento moral — um trabalho interior que deveria, por sua própria natureza, dissolver as barreiras que o preconceito ergue entre os homens. E, no entanto, é preciso coragem para admitir que nem sempre é isto o que se vê. A casa que se proclama Templo da Igualdade não está imune às sombras que se projetam sobre o mundo profano. Ela é, como escrevi em outra parte, um microcosmos da sociedade humana: repercute, em suas paredes, os mesmos fenómenos que atravessam o tecido social mais amplo. E entre esses fenómenos há um que se instalou entre nós de maneira particularmente silenciosa — o etarismo, a discriminação por idade, a velhofobia que exclui, sem alarde, justamente aqueles que mais deram à Ordem.
27 de setembro de 2026
A MAÇONARIA - Escola de Moral e Ética ou de Arrogância e Vaidade?
Este traçado, inicialmente inserido no Blog «Compasso e Esquadro» em 14.Out.24 (a quem agradecemos a autorização da republicação). Pela actualidade e pertinência dos temas tratados, foi considerada importante a sua revisitação e leitura em Loj:. (a Comissão Coordenadora do Blog )
I – Introdução
Durante o ritual de Iniciação, questionado por diversas vezes sobre se realmente deseja ingressar na Ordem, o profano ao responder afirmativamente a todas as questões que lhe são colocadas, firma um pacto com a Fraternidade, a partir da qual recai sobre os seus ombros o peso da responsabilidade de fazer com que os princípios maçónicos sejam, efectivamente, colocados quotidianamente em prática. Em resumo, Iniciado, o maçom tem como incumbência permanente cuidar da prática da ética, da moral e dos bons costumes. Todavia quotidianamente, os maçons deparam-se com algumas situações que colidem com os princípios e objectivos a que se comprometeram, quando da iniciação...
Ao começar a frequentar a Loja (azul ou simbólica) o Aprendiz (Apr:.) vai comprovar a existência de três graus: os dois primeiros em que se usa o mesmo avental branco e o terceiro já com indumentária e adornos diferentes, mais requintados e vistosos, que é o de Mestre Maçom, grau maior da Maçonaria simbólica. São Mestres, o V:.M:. e os quadros da Loja e naturalmente mais alguns IIr:. , alguns dos
23 de setembro de 2026
O Cansaço Silencioso da Loja Maçónica
O Cansaço Silencioso da Loja Maçónica
Uma leitura psicológica e iniciática sobre a vitalidade, o pertencimento e a produção de sentido na vida colectiva
Autor: Paulo Cesar T. Ribeiro
Imagem ilustrativa fornecida pelo autor
As Lojas maçônicas parecem-se com as pessoas: nascem, crescem, atravessam suas maturidades e, um dia, também morrem. Têm infância hesitante, juventude entusiasmada, meia-idade de responsabilidades e velhice. O consolo dessa comparação está na longevidade. Ao contrário dos homens que a compõem, uma loja pode viver por muito tempo, atravessar gerações inteiras, ver netos ocuparem as colunas que os avós um dia ocuparam. Há Oficinas que contam a própria história em séculos, e isso é motivo de justo orgulho.
Mas há uma armadilha escondida nessa longevidade. Uma pessoa, quando adoece por dentro, sente. O corpo avisa, a fadiga impõe-se, algo dentro dela pede socorro. Uma loja, não. Ela pode continuar de pé, funcionando, cumprindo seu calendário, aparentando saúde plena, enquanto por dentro já perdeu boa parte daquilo que a mantinha viva. E é dessa condição estranha, de uma instituição que segue existindo formalmente muito depois de ter deixado de existir em espírito, que eu gostaria de falar aqui.
18 de setembro de 2026
A Taberna em que nasceu o primeiro Conselho do REAA
Autor: Iván Herrera Michel
No mês passado, completaram-se 225 anos desde o dia em que onze maçons se reuniram numa taberna para criar uma instituição ritual que colonizou a maioria dos espaços maçónicos
9 de setembro de 2026
Maçonaria no Espelho Digital: Projeção Pública, Redes Sociais e Juventude
Autor: Víctor Guerra
Este artigo reflecte criticamente sobre os esforços recentes da Grande Loja de Espanha (GLE) e da Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE) para projectar uma imagem pública da Maçonaria por meio das redes sociais, visando particularmente o público jovem entre 18 e 30 anos. Com base na análise de iniciativas como o projeto ” Ex Libris Lodge nº 3765” e conteúdos como o Craftcast, o artigo avalia a eficácia e a coerência dessas estratégias de comunicação em comparação com o uso tradicionalmente reservado e discreto da imagem maçónica. O artigo também critica a proliferação de conteúdo fotográfico nas redes sociais, muitas vezes sem controle institucional, e seu potencial uso por agentes externos para fins que nada têm a ver com a Maçonaria.





