Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

26 de janeiro de 2026

A escolha do meu nome Simbólico (“Fernando Pessoa”)

 




A escolha do meu nome Simbólico (“Fernando Pessoa”)




O nome simbólico por mim escolhido foi o de Fernando António Nogueira Pessoa (Fernando Pessoa), expoente máximo da poesia portuguesa, nasceu a 13 de junho de 1888, no Largo de São Carlos, em Lisboa, e faleceu, a 30 de novembro de 1935.

Ora, o que me foi incutido para a escolha de um nome simbólico, enquanto aprendiz maçom, seria o nome de uma pessoa com quem me identificasse, que fosse um exemplo/pauta de vida para mim, alguém que por qualquer fundamento eu tenha admiração, quer esta tenha origem no seio familiar ou “figura pública”.

Assim, quando comecei por dar um pouco mais de cuidado à leitura de Fernando Pessoa, corria o meu décimo primeiro ano (ensino secundário), no então agrupamento um – área Cientifico Natural – com a componente de aulas práticas de Engenharia Civil, na Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, mais propriamente na disciplina de português com a docente Dra. Corina B. (nome profano). Desde essa altura, fiquei apaixonado por poemas como o “Gato que brincas na rua”, o “Hino à liberdade”, “A ceifeira” – a inconsciência e a razão ou então o poema “A dor” – onde são escalpelizadas três tipos de dor (a tida pelo escritor, a que este passa para as palavras e a do leitor).

28 de dezembro de 2025

Pontes de Fraternidade - a experiência Latino-Americana rumo à Universalidade Maçónica do Terceiro Milénio

 




Pontes de Fraternidade - a experiência Latino-Americana rumo à Universalidade Maçónica do Terceiro Milénio


Trabalho apresentado em 22/11/2025 no Simpósio Maçónico Internacional, patrocinado pela Revista Cultural Maçónica Internacional “Cadena Fraternal”, pela Serenissima Gran Loggia Nazionale Italiana e pelo Instituto Universitário Claustro Iberoamericano da Cidade do México.

 (Saudações formais)


Antes de começarmos, gostaria de dizer que estas reflexões sinceras que partilho se baseiam na minha experiência directa a liderar organizações maçónicas latino-americanas e estruturas multilaterais com presença em quatro continentes, uma viagem que me permitiu observar a nossa diversidade, as nossas tensões e as nossas forças a partir de dentro.

Este percurso levou-me à convicção de que a Maçonaria só pode ser sustentada se as Obediências que hoje actuam nos principais circuitos internacionais aprofundarem, com genuíno empenho, o seu enfoque nas Obediências menores, as da periferia e as que trabalham longe dos grandes centros urbanos.

24 de novembro de 2025

Porque é que o Homem precisa de Ritos

  



Porque é que o homem precisa de Ritos?


Autor: Claude R.


Desde o início dos tempos, o homem é fascinado pela morte. As suas primeiras perguntas metafísicas, sem dúvida, surgiram antes da morte. Antes da morte do outro, e antes da consciência da sua própria morte. Então ele se perguntou sobre o significado da sua vida e o significado de tudo. Porque o homem é incapaz de estar satisfeito com o que vê. Ele deve imaginar para cada coisa uma origem, um porquê, um como e um depois. Cada povo tem a sua própria cosmogonia, que é a representação do mundo e a sua criação, nas várias culturas e civilizações do mundo. Tudo o que é incompreensível, inexplicável ou que escapa à sua razão leva-o ao esoterismo em todas as suas formas: religião, magia, ocultismo, adivinhação, bruxaria, etcEle forjou as suas mitologias e lendas, e foi assim que ele se tornou ele próprio; o dia em que conseguiu praticar a abstracção e projectar a sua mente em direcção ao imaginário e ao invisível, para o inexplicável, e finalmente para o Sagrado.

17 de novembro de 2025

150 Anos do Convento de Lausanne que redefiniu o R:.E:.A:.A:.

 



Com a devida vénia e respectiva autorização do Blog «Comp&Esq» se transcreve  a seguinte e interessante reflexão:

150 ANOS DO CONVENTO DE LAUSANNE QUE REDEFINIU O R:.E:.A:.A:.


Autor:  Iván Herrera Michel

                   

 

(ao lado: Águia Bicéfala desenhada em Lausana em 1875


Neste ano de comemorações, enquanto o mundo maçónico recorda o 150º aniversário do Convento de Lausanne, é importante compreender que este não é simplesmente um aniversário, mas uma redescoberta do momento em que o Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA) se examinou honestamente ao seu próprio espelho e decidiu questionar a sua identidade e o seu rumo. Pois, naquelas duas semanas de Setembro de 1875, as questões que ainda hoje debatemos foram discutidas com serenidade: se a fé e a razão podem coexistir sob o mesmo tecto, se a tradição pode ser renovada sem perder a sua essência e se a unidade pode existir sem uniformidade. Os eventos comemorativos de que ouço falar na Europa, na América e em África evocam uma semente viva que continua a dar frutos em cada jurisdição do REAA -  sejam elas femininas, mistas ou masculinas — onde o pensamento livre procura ser sustentado pela fraternidade e pelo respeito.

10 de novembro de 2025

O Mestre Maçom - prisioneiro ou libertado pela lenda de Hiram

 



O Mestre Maçom -  prisioneiro ou libertado pela lenda de Hiram



Foi-me sugerida a aprentação de uma Pr:. sobre o significado da lenda de Hiram para o Mestre Maçon. Prisioneiro ou libertado por ela? 

Para discorrer sobre o assunto, irei socorrer-me de três fontes: a minha própria reflexão, constante de várias das PPr:. elaboradas nos últimos anos; o excelente acervo bibliográfico construído pelos NN:.QQ:.IIr:. Diógenes de Sínope e Salvador Allende; e a sabedoria de muitos estudiosos da história maçónica, como Oswald Wirth, Hercule Spoladore e vários outros que aqui citarei.

Como é o caso de Marc Halévy, para quem “o grande tripé mítico e místico sobre o qual repousa o edifício simbólico e espiritual da Franco-maçonaria, resume-se em três ideias que têm entre si relações extraordinariamente ricas: o arquitecto perfeito e o Iniciado completo que é Hiram, o Templo de pedras de Jerusalém, sobre o monte Moriah, e o rei Salomão que incarna a Sabedoria mais profunda e representa o Divino entre os homens” .

Cada um destes pilares encontra as suas raízes no Livro dos Reis e nas Crónicas da Bíblia hebraica e a sua ligação perfeita é-nos dada a conhecer pela Lenda de Hiram, elemento central do ritual maçónico de elevação a Mestre.

26 de outubro de 2025

A Maçonaria e a Solidariedade – Conceito ou Concretização

 



A Maçonaria e a Solidariedade – Conceito ou Concretização


Conforme é consagrado no Regulamento Geral do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, no que respeita ao Capítulo IV – Da Organização das Oficinas, Secção I.ª Da Administração, é referido no Artigo 76.º que haverá em cada Loja pelo menos três Comissões Permanentes, sendo uma delas a Comissão de Solidariedade, e que, para além dos membros inerentes, podem ainda integrar outros membros eleitos pelas oficinas. Igualmente é estipulado no Artigo 79.º, ponto 1. que a Comissão de Solidariedade é composta, por inerência, pelo ex-Venerável, que preside, pelo Orador e pelo Irmão Hospitaleiro, competindo a esta comissão, como é definido no ponto 2. do mesmo Artigo 79.º: Dar parecer sobre os pedidos de auxílio, que forem apresentados; Apresentar propostas, em Loja, sobre a gestão e desenvolvimento do Fundo de Solidariedade; Visitar os Irmãos e familiares destes, doentes ou carenciados; Apresentar propostas de solidariedade sobre outras que sejam apresentadas.