Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

19 de março de 2019

IMPRESSÕES SOBRE O AUMENTO DE SALÁRIO



Quando finalmente, depois de esperar com expectativa para entrar em loja, me abriram as portas do templo, revivi, de algum modo, impressões muito semelhantes às que vivenciei no meu processo iniciático.
Com efeito, as questões que me foram colocadas e o ritual que contextualiza esta cerimónia de passagem, produziram em mim sentimentos ambivalentes. Por um lado, a expectativa e o receio de não conseguir corresponder às provas a que fui sujeito e, por outro lado, um sentimento antecipado de inclusão e, até, de uma certa euforia.
No que respeita ao ritual de passagem propriamente dito, importa referir que a primeira das perguntas a que tive de responder ao (Editado pela Comissão Editorial do Blogue), embora com a ajuda de um auxiliar de memória que me foi generosamente fornecido pelo (Editado pela Comissão Editorial do Blogue), implicou uma resposta que jamais esquecerei e que, de certa forma, já havia assimilado ao longo das sessões em que estive presente.
De facto, parece-me indiscutível reconhecer a Maçonaria como uma sociedade de Homens esclarecidos para trabalhar em comum com vista ao aperfeiçoamento intelectual e moral da humanidade.
A segunda questão com que fui confrontado, dizia respeito à relação conceptual que se pode estabelecer entre Maçonaria e a religião. Foi com especial satisfação e até com algum orgulho que demonstrei sentir-me integrado numa sociedade que, embora não se reconheça, em sentido estrito, como uma religião, tem como um dos seus principais objectivos “ligar os Homens entre si”, ou seja, um dos principais Objectivos dos irmãos maçons é, ou deve ser, a religação da humanidade, e nesse sentido poder-se-á reconhecer uma dimensão espiritual à Maçonaria, ou seja é uma religião no sentido mais lato do termo.
Um dos actos mais simbólicos que representa e formaliza essa espiritualidade é a constituição da «cadeia de União» habitualmente efectuada antes do final de cada Sessão.

16 de março de 2019

Sophia e António Sérgio em duas intervenções de António Valdemar


Sophia e António Sérgio em duas intervenções
de António Valdemar

António Valdemar é um dos oradores, no Centro Cultural de Belém,
no Dia Mundial da Poesia, dia 23 de Março ás 16 horas,
apresentando  uma comunicação acerca de « Sophia, entre dois mares»
inserida  no centenário do nascimento da grande poetisa que decorrerá em 2019.

Na  outra intervenção,  integrada numa homenagem promovida
pela Associação Portuguesa de Escritores  e marcada para o dia  26 de Março,
ás 18 e 30 horas ,no auditório da Associação 25 de Abril, António Valdemar falará
sobre: «António Sérgio: o legado cultural, a educação cívica e a contestação Política».

6 de março de 2019

ALVA LUVA


Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici

ALVA  LUVA

Toma esta luva imaculada
Qual tua alma, teu coração,
Após a brandura provada
Pela porfiada iniciação

Leva pois, à tua morada
Luva  com a mesma inspiração
Para que seja dedicada
A quem com zelo te estende a mão

Atitude por Deus louvada
A quem entenderes de visão
Cúmplice em tua caminhada

Alva, mostra a purificação
A confiança em tua amada
Se abater-te a hesitação !

Adilson Zotovici

1 de março de 2019

COMEMORAÇÕES DO 45º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL


COMEMORAÇÕES DO 45º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

CICLO DE CONFERÊNCIAS
25 de Abril, Identidade, Memória e Novas Lutas pelo Futuro

Lisboa, 26 de Fevereiro de 2019 - Nos 45 anos do 25 de Abril e no final dos primeiros 20 anos do século XXI, a Associação 25 de Abril abre um espaço de reflexão sobre o passado, presente e futuro de Portugal com um ciclo de três iniciativas, a realizar nos meses de Março, Abril e Maio. Este ciclo insere-se num conjunto alargado de outras actividades evocativas da Revolução dos Cravos, que a seu tempo divulgaremos.
Neste âmbito, a Fundação Calouste Gulbenkian acolhe, a 8 de Março, a conferência 25 de Abril, factor de identidade portuguesa.
Decorridos 45 anos sobre o derrube de uma ditadura de quase meio século – com todas as condições e consequências daí decorrentes – de que identidade nacional podemos falar hoje, num tempo em que regressam, um pouco por todo o mundo, afirmações nacionalistas e identitárias? O 25 de Abril tornou-se um elemento fundamental da actual identidade portuguesa? Em que medida essa ruptura de valores de há 45 anos nos singulariza hoje em dia, nos favorece ou desfavorece, no concerto das nações de um mundo em profunda alteração de equilíbrios geoestratégicos?
Para debater estas questões, contamos com um notável painel de oradores: Fernando Rosas, Francisco Seixas da Costa, Ildefonso Severino Garcia, João Bosco da Mota Amaral, José Manuel Sobral, José Pacheco Pereira, Luísa Moura e Silva, Maria Manuela Cruzeiro e Miguel Real. Moderam as sessões Ana Lourenço e Maria Flor Pedroso.
Contaremos também com a presença do Sr. Primeiro-ministro, António Costa.
 A segunda sessão deste ciclo de conferências decorrerá na sede da Associação 25 de Abril, a 3 de Abril. Terá como título Memória(s) de Abril e contará com a participação de José Jorge Letria, Manuela Cruzeiro e Vasco Lourenço, com a moderação de Francisco da Sena Santos.
 Finalmente, a 6 de Maio, decorrerá, de novo na Fundação Calouste Gulbenkian, a conferência Europa, as novas lutas pelo futuro. Mais informações sobre esta conferência serão divulgadas em breve.
Entrada livre.