Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

4 de setembro de 2018

Disciplina entre Colunas



Venho hoje apresentar-vos, Editado pela comissão Editorial do Blogue, uma prancha sobre o tema da “Disciplina entre Colunas”.
Tomando como referencia base alguns grandes escritos maçónicos e ainda as nossas leis e regulamentos, sugiro-vos que olhemos este tema sob três ângulos diferentes mas complementares.
O primeiro, uma perspectiva filosófica, recordando as tradições da Maçonaria Operativa no tocante ao bom funcionamento das Oficinas.
Vale a pena recordar que já no Século XVIII, na 2ª parte das Constituições de Anderson, relativas às “Obrigações de um Pedreiro-Livre”, se manifesta a preocupação de garantir a disciplina na conduta dos Irmãos, com normas que assegurassem o respeito pelos trabalhos em Loja  (“não vos comportareis jocosamente nem apalhaçadamente enquanto a Loja estiver ocupada em assuntos sérios e solenes”, ou  “não organizareis comissões privadas nem conversações separadas sem permissão do mestre”, ou “não se tragam para dentro da loja questões nem rancores”).
Também Albert Mackey,  citando os Landmarks conhecidos, realça que “É inquestionável a igualdade entre todos os maçons”, e que “Todos os Maçons estão sujeitos às leis e aos regulamentos da jurisdição maçónica em que residem”.
O segundo, numa perspectiva regulamentar, procurando traduzir nos nossos comportamentos as normas estabelecidas pela Editado pela comissão Editorial do Blogue, o qual define várias regras especificas no plano da “disciplina Maçónica”.

Assim sucede com Editado pela comissão Editorial do Blogue, que atribui aos vigilantes a competência de “direção das respetivas Colunas, sendo a eles que os Irmãos que nelas têm assento devem pedir a palavra, podendo retirar a mesma aos irmãos que dela usem sem a terem pedido. [Os Vigilantes] Transmitem nas suas Colunas os avisos do Venerável e mantêm a ordem e o silêncio”.
Ou Editado pela comissão Editorial do Blogue, com um conjunto de regras de conduta durante as sessões, em especial as relativas ao uso da palavra pelos diferentes Irmãos, definindo designadamente que nenhum pode usar da palavra mais de três vezes sobre o mesmo assunto, nem mais de dez minutos da primeira vez e cinco nas restantes.

1 de setembro de 2018

Exibicionismo


Do «Escocismo» ao Grau 33 do R.E.A.A – percursos de um Rito


Transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, do Blogue Jakim&Boaz.

 I – Introdução
 Diversos e distintos estudiosos e historiadores maçónicos  têm publicado trabalhos nos últimos decénios dissipando algumas das nuvensdas   várias lendas assumidas até então, esclarecendo progressivamente diversas lacunas documentais ou inconsistências, que se têm colocado aos estudiosos, quanto às reais origens do Rito Escocês Antigo e Aceito (R.E.A.A.) , bem como às motivações e objectivos que lhe foram subjacentes.
Sendo o R.E.A.A. o rito mais difundido a nível mundial, este caminho de procura das fontes originais torna-se ainda mais premente, para todos os que o pretendem praticar consistentemente e  daí as notas que humildemente procurámos coligir, aprofundando algum estudo adicional já previamente efectuado.
 Cada vez se nos afigura como um facto intransponível  a importância do grau de «Mestre» na consolidação da Maçonaria especulativa (já alvo de trabalho anterior).  Aí socorremo-nos  de alguns dos trabalhos recentes e credenciados, referenciámos alguns dos principais marcos, dados históricos e conclusões, embora concluíssemos que continua a não ser possível determinar com precisão as suas origens.
 É contudo nossa convicção que a estabilização e consolidação deste grau e da respectiva «lenda hirâmica», criou as condições objectivas para o desenvolvimento subsequente dos chamados «Altos Graus» (mais correctamente «Graus Complementares»,  com maior propriedade).
Na Maçonaria Operativa não existem dúvidas de que existiam sómente dois graus: Aprendiz e Companheiro. Aqui não existiam quaisquer influências astrológicas, alquímicas, rosacrucianas, cabalísticas ou ocultistas, ou de quaisquer outros elementos  esotéricos.  Mestre não era um grau em si, mas uma função que competia ao responsável pela construção, ou pela Loja operativa que coordenava.

No início  da Maçonaria Especulativa  ou,  como preferimos,   da  moderna Maçonaria, a situação era análoga quanto aos graus (ver constituições de Anderson de 1723, da Grande Loja de Londres e Westminster), existindo igualmente os de Aprendiz e Companheiro, sendo o de Mestre, honorifico, representando o responsável pela Loja. Não existiam templos, as reuniões eram realizadas em tabernas e durante uma reunião de maçons não se procedia à abertura de qualquer livro da Lei.  Os símbolos (correspondentes ao actual Quadro da Loja) eram desenhados no chão com giz ou carvão, sendo apagados  no final de cada Sessão.
Enquanto a Maçonaria Inglesa em virtude do seu relacionamento directo com a Igreja Anglicana e com o   aparelho de Estado, permaneceu tradicionalmente ligada à Bíblia, a Maçonaria Francesa, sem aquelas ligações e com muitos mais graus de liberdade, apesar da grande influência da religião católica romana, tornou-se, em plena altura do Iluminismo, mais permeável a uma amálgama de influências de doutrinas e de concepções heterogéneas, com muitas contribuições do iluminismo alemão (principalmente, rosacrucianas, cabalísticas, bíblico-judaicas, templárias ou astrológicas), que constituiram o fermento da germinação de variados graus que foram chamados de «Escocismo». Estes ditos «Graus superiores» aproximadamente meio século mais tarde, vieram a constituir a coluna dorsal do Rito Escocês Antigo e Aceito (e também doutros ritos escoceses que entretanto deixaram de se praticar, à excepção do Rito Escocês Rectificado - R.E.R.).

28 de agosto de 2018

La "Tradition des Anciens" : un mythe historiographique français


Devido à importância do texto decidiu a Comissão Editorial deste Blogue não traduzir este magnífico trabalho retirado, com a devida vénia, do Blog Pierres Vivantes de Roger Dachez.

La "Tradition des Anciens" : un mythe historiographique français

Un essai de déconstruction des légendes urbaines qui trainent encore dans certains milieux maçonniques français...
Pour vous donner envie de le lire - et de commander le numéro voire de vous abonner à R.T. ! - en voici la conclusion :

A la lumière de ce que l'on vient de voir, une réalité toute simple apparaît : ce qui séparait les Anciens et les Modernes, en Angleterre, sur le plan strictement maçonnique et rituel, tenait à très peu de chose, et cette différence est allée en s'amenuisant très vite, au point qu'il fut très facile d'aplanir définitivement les obstacles qui les séparaient encore à la fin du XVIIIe siècle.
Il est probable que l'affaire de la loi sur les sociétés illégales (Unlawful Societies Act), en 1799, qui conduisit les deux Grands Maîtres des deux Grandes Loges « rivales » à effectuer une démarche commune auprès des autorités pour exempter toute la franc-maçonnerie des rigueurs de la loi, marqua une étape importante dans le rapprochement – quoique n'ayant pas procédé de l'initiative des Grandes Loges elles-mêmes ! Il faut aussi, sans doute, tenir compte de l'effacement de la génération des fondateurs, lourdement impliquée dans la période la plus violente du conflit, dont Lawrence Dermott lui-même, qui mourut en 1791.
Toujours est-il que la voie vers l'union était pavée depuis longtemps par de multiples croisements des pratiques des uns et des autres, comme nous l'avons vu. Lorsque la Grande Loge des Modernes, en 1809, convoqua une Loge de Promulgation, pour rétablir les « vrais Landmarks », elle se contenta d'adopter « l'ordre ancien des mots » – c'est-à-dire, pour le dire plus justement, l'ordre des mots tel que pratiqué par les Anciens à cette époque –, d'affirmer la nécessité des Diacres et de reconnaître que l'Installation secrète du Maître de Loge était une cérémonie essentielle.
Deux ans après la fin des travaux de la Loge de Promulgation, qui durèrent jusqu'en 1811, soit en 1813, la Loge de Réconciliation n'avait plus qu'à consacrer une Union déjà largement réalisée sur le terrain depuis longtemps.

25 de agosto de 2018

Arte Maçónica Numa Visão Profana


Sinopse

O livro “Arte Maçónica Numa Visão Profana”, de autoria de Carmen-Lara e prefaciado por António Arnaut. António Arnaut, num douto preâmbulo, considera que “servindo-se habilmente da simbologia maçónica, Carmen-Lara soube combinar na paleta da sua imaginação as tintas que deram forma e cor ao “espírito” que se exala, como um suspiro de amor, destas 33 telas que vieram enriquecer a arte maçónica”. Solicitada a enquadrar esta obra, diz Carmen-Lara: “Pretendo construir uma ponte entre o mundo profano e o mundo maçónico. De uma forma suave e subtil, pretendo também construir uma verdadeira ponte de passagem do mundo profano para o verdadeiro Conhecimento, suscitando o interesse para a pesquisa, assim contribuindo para a desmistificação de alguns conceitos errados no mundo profano, consequentes de um estado de desconhecimento.”
“Estas obras são o resultado do que interiorizei em espírito, pelo estudo que fiz sobre esta tão nobre e edificante filosofia maçónica. A interpretação que faço de cada obra, é a minha interpretação pessoal numa singela perspectiva profana.” (Carmen-Lara).
p.s. as frases em «Bold» são da responsabilidade da comissão Editorial do Blogue

23 de agosto de 2018

O que quer dizer “Em Loja”?



Transcrito, com a devida vénia do Blogue o Ponto Dentro do Círculo, este Artigo que foi publicado em 2 de novembro de 2016 por Luiz Marcelo Viegas e cuja autoria é de Antônio José da Silva: 

Meus irmãos, quando o Venerável diz “Em Loja”, no Rito Escocês Antigo e Aceito, da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, ele quer dizer que a partir desse momento os trabalhos estão abertos para se realizar a preparação e verificação de toda as condições para início dos trabalhos ritualísticos.
Ou seja, vamos fazer os trabalhos introdutórios e a partir de agora todos que se levantarem devem fazê-lo à ordem e, cruzando o eixo do templo, fazer sinal ou reverência ao Delta.
Devemos estar a partir desse instante bem atentos e deixar de fora nossas preocupações profanas, inclusive o apego ao celular.
O Venerável, a partir desse instante, comanda a verificação da inviolabilidade do templo. Verifica se a loja possui os irmãos necessários para início dos trabalhos. Esse número de irmãos deve ser, no mínimo, de sete irmãos mestres, pois só os mestres podem ocupar cargos, e o Chanceler, através do Livro de Registro de Presença, é o responsável por comunicar se há o número necessário de mestres presentes.
O Venerável também lembra e checa com cada oficial as suas obrigações.
O segundo Diácono, além de atender ao Primeiro Vigilante, deve observar se os obreiros estão com postura Maçônica, ou seja, os braços e pernas não podem estar cruzados e a coluna deve estar ereta com as mãos sobre os joelhos.
Ao Primeiro Diácono cabe cumprir as ordens do Venerável Mestre e dar atendimento no Oriente quanto a movimentação de decretos, atas a serem assinadas, entre outros.
Portanto, se temos o Primeiro e Segundo Diácono para auxiliar no Oriente e Ocidente, para que sobrecarregar o Mestre de Cerimônias?
O Venerável pede então ao Chanceler para nos lembrar os objetivos de nossa Ordem, e solicita também ao Primeiro Vigilante que nos recorde porque estamos reunidos.
Após esta introdução, o Oficiante vai abrir o Livro da Lei, invocando o auxílio de nosso criador para que o Venerável declare a loja aberta e os trabalhos em plena força e vigor.
Ao final dos trabalhos quem fecha a Loja é o Primeiro Vigilante, mas todos continuam à Ordem. Só após o Venerável declarar que a Loja está fechada e os trabalhos encerrados podemos desfazer o sinal e vamos jurar que tudo quanto se passou e não possa ser revelado será guardado em silêncio. Tudo que for bom para o mundo profano, e não afete os segredos de nossa Ordem, pode sim ser revelado.
Sei que parece óbvio, mas muitas vezes podem ocorrer dúvidas sobre esses simples, mas fundamentais procedimentos, dúvidas que acometem principalmente os Aprendizes, e foi com o objetivo de auxiliá-los a execução desta prancha.
Autor: Antônio José da Silva

p.s.Antônio José é Mestre Instalado, membro da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, vice-presidente da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, membro da Loja de Pesquisas Quatuor Coronati Pedro Campos de Miranda, e também um grande incentivador do blog.

19 de agosto de 2018

PERSISTIR...NÃO TEIMAR


Com a devida vénia e repectiva autorização se transcreve mais um poema de Adilson Zotovici:

Insisto em que persistas
Como tal, livre pedreiro,
Nas sendas do bem tuas pistas
Encetadas no canteiro

E que jamais tu desistas
Tal qual nobre cavaleiro
Com teus planos e conquistas
Pois és irmão, vanguardeiro,

Livra-te dos pessimistas
Daquele mau conselheiro
De ociosos, extremistas...

Mas, lembra-te audaz obreiro,
Na “teima” jamais invistas
Persistas!... o tempo inteiro !

Adilson Zotovici

12 de agosto de 2018

CONVITE


A Associação Cívica e Cultural 31 de JANEIRO, no âmbito das suas actividades cívicas vai promover as Comemorações do 24 de Agosto de 1820 – Revolução Liberal do Porto, na cidade do Porto, neste contexto tem o prazer de o convidar para esta evocação.

Programa -24 de Agosto de 2018 – 21h
Salão Nobre da Junta de freguesia do Bonfim
Hino Nacional
Abertura da Sessão -Presidente da AG da ACC 31 de Janeiro
Oradores
– Professor Doutor Rui Albuquerque
Liberdade e Democracia na Revolução de Agosto de 1820
– Juiz Desembargador João Ataíde, 
Manuel Fernandes Thomaz o Patriarca da Liberdade
Momento musical – Tenor e Piano
Una furtiva lagrimada ópera L’Élisird’Amore, Donizetti
O Infante, Mensagem -Fernando Pessoa, música de Rui Soares da Costa
Intervenções
Presidente da Direcção da ACC 31 de Janeiro – Dr. Luís Cameirão
Presidente da Câmara Municipal do Porto Dr. Rui Moreira
(aguardamos confirmação)
Viva aos Heróis do 24 de Agosto
Viva à República
FIM

11 de agosto de 2018

Efemérides-Agosto


Com a devida vénia e respectiva autorização, transcreve-se do LIVRO DAS EFEMÉRIDES – HISTÓRICAS, POLÍTICAS, MAÇÓNICAS E SOCIAIS - 2016
Daniel Madeira de Castro


AGOSTO

1199 – O papa Inocêncio III proclamou as IV cruzadas, desenrolaram-se entre 1202/4, reunindo 11.000 homens embarcados em Veneza para pilharem a cidade muçulmana de Zara, nos balcãs, o que aconteceu em 13/4/1203. Assaltaram as mesquitas de Constantinopla e despojaram os palácios dos seus tesouros.
1217 – Saladino mandara erguer uma fortificação em monte Tabor para impedir o acesso militar a Jerusalém, levando o papa Inocêncio III a proclamar as V cruzadas, que se desenvolveram entre 1217/21. Teve o apoio dos reis Leopoldo VI da Áustria e de André II da Hungria, tomaram Damieta, territórios da Síria e foram derrotados em Mansurá abandonando Damieta.
1791 – O intendente Pina Manique numa carta dirigida ao corregedor do Porto, afirmou a suspeita da existência duma loja maçónica no Porto e doutras em Chaves e em Bragança.
1827 – Divulgados os primeiros fósforos de fricção.
1839 – Em meados deste mês houve uma reunião da Loja Eterna Cadena, da G.L. Luz Perpétua, de Nápoles, cuja ata está registada sob o n° 13.715 nos arquivos da Loja Fidelidade Germânica, Nuremberga, da G.L. da Baviera, com letras da Loja-Mãe, a G.L. Os Três Globos de Berlim, assinada pelo G.M. Guilherme de Wittelsbach. Nessa ata consta que receberam na Loja, quando era Bispo, com todas as formalidades rituais, Giovanni Ferretti Mastai, maçon, futuro papa Pio IX (12/2/1876), o qual perante juramento afirmou não pertencer a qualquer outra organização secreta e fez pagamento correspondente ao seu Grau, decidindo comunicar a todas as outras Lojas que o reconheçam como maçon justo e perfeito, assinado pelo V.M. Matteo Chiavo e pelos outros Oficiais da Loja. O arquivo está certificado pela assinatura do G.M. da G.L. da Baviera. Tornou-se num grande inimigo da maçonaria da qual foi irradiado por traição e perjúrio, assinada pelo Rei e G.M. Victor Manuel. Ferretti nasceu em 1792, passou dois anos no Chile, servindo como secretário do vigário apostólico Mazzi, foi arcebispo de Spoleto em 1827, bispo de Imola em 1832 e foi elevado a cardeal, em 1840, e eleito papa em 1846. Culminou o seu ódio à maçonaria com a publicação em 8/12/1864, do Syllabus, e em que amontoou todas as bulas papais e encíclicas contra a maçonaria. Feito prisioneiro em 20/9/1870, pelos patriotas que lutavam e conquistaram a unificação italiana, tendo à frente vários maçons: Garibaldi, Mazzini, Cavour, Manzoni e outros.
1881 – Giuseppe Garibaldi (4/7/1807), primeiro G.M. do Rito de Memphis-Misraim, fundado nesta data por fusão dos Ritos Memphis e Misraim, este constituído em 1838 por Marconis de Nègre, com 92 graus, além dos graus simbólicos, perfazendo 95. O Rito de Misraim foi fundado em Veneza em 1788 tendo a sua origem em Cagliostro, que o erigiu com os Graus Menores da G.L. da Inglaterra e os Altos Graus da maçonaria templária alemã. O Rito de Memphis foi constituído em 1815 em Montauban, por franco-maçons que em 1799 haviam participado com Napoleão Bonaparte (15/8/1769) da missão do Egito. A esses dois Ritos foram adicionados os graus iniciáticos que vieram de obediências esotéricas do séc. XVIII, do Rito Primitivo e do Rito dos Philadelphos, entre outros, o número de graus dependia das obediências mas andava entre os 90 e os 97.
1917 – Fundado em Braga o Centro Católico Português, com o objetivo de promover a cristianização das leis, costumes e vida política, um dos fundadores foi Salazar, que aí discursou várias vezes quando pertenceu ao Centro Académico de Democracia Cristã, de Coimbra.
1950 – Criada em Lisboa, em St. Paul de Vence a Comissão Nacional para a Defesa da Paz, iniciativa clandestina do P.C.P., a que aderiram, entre outros: Egas Moniz, Ruy Luiz Gomes, Pulido Valente, Ferreira de Castro, alm. Tito de Morais, João de Deus Ramos, Maria Lamas, Lopes Graça e Tito de Morais.
1969 – Realizou-se em Aveiro o II Congresso Republicano, ponto de agregação dos movimentos de esquerda, aproveitado pelo P.C.P..
1980 – Na Polónia, Lech Walesa criou em Gdansk o movimento sindical Solidarnosc ou Solidariedade, apoiado na Igreja católica e no papa João Paulo II, teve papel determinante na queda do regime comunista na Polónia e da sua saída da esfera de influência da U.R.S.S..
Daniel Madeira de Castro

17 de julho de 2018

Da Ciência ao Amor


Luís Portela apresenta o seu livro «Da Ciência ao Amor - Pelo esclarecimento espiritual», na Ordem dos Médicos, no dia 19 de julho, às 18h30, numa sessão promovida em parceria pelo Conselho Regional do Sul e pela editora Gradiva.
 O evento conta com intervenções do autor e ainda da artista plástica Joana Vasconcelos, do físico Carlos Fiolhais, do padre Anselmo Borges e do psiquiatra Mário Simões.
 A moderadora é Anabela Mota Ribeiro.
 A entrada é livre.

11 de julho de 2018

INSTERSTÍCIO MAÇÔNICO


Transcrito, com a devida vénia, do Informativo CHICO DA BOTICA - Ano 9 Edição 072 - 31 Jul. 2013, este artigo do Ir.·. Cleber Barros Cunha

Introdução:

Interstício significa um espaço, um intervalo entre dois pontos, dois segmentos, dois estágios. Relativo ao tempo, significa uma parada, uma pausa a ser dada. Numa escalada, significa um patamar, um tempo para o próximo estágio.

Desenvolvimento:

A Maçonaria tem nos seus interstícios um importantíssimo passo para o desenvolvimento do Maçom. Estes estágios, entre os graus, ao contrário de ser uma “parada” têm como finalidade dar-nos o tempo necessário para verdadeiramente assimilarmos os conceitos que nos são inicialmente transferidos quando das Elevações.
Quando somos Elevados a um determinado grau maçônico, logo após, antes do grau seguinte, muitos novos conhecimentos devem ser exercitados, aprendidos, interiorizados e pelo trabalho do verdadeiro Maçom, devem ser aplicados no intuito de construir um mundo melhor. Estes conhecimentos, assimilados adequadamente, passo a passo, fazem a construção interior do Maçom, fortifica a procura constante de cada um no crescimento pessoal e coletivo. Para isto, se faz necessário um tempo.
Cada Maçom deverá dedicar-se à leitura, à visitação, ao trabalho maçônico, confrontando o que foi verificado até então, aprimorando seus conceitos, revendo cada ponto de sua vida frente ao que lhe foi passado e que ainda poderá ser visto.
Nada é estático: é dinâmico, não só frente ao que aprendeu anteriormente, mas também e fundamentalmente ao que deve ser reavaliado e desenvolvido. Aprendemos sempre que a Maçonaria é a constante busca pela verdade, acreditando que a verdade atual, pode não ser a futura. Cabe a cada Maçom, revisando o que aprendeu, o que lhe foi transmitido, exercitando tudo, junto com todos, em Loja e fora, procurando o verdadeiro caminho ao GADU.

8 de julho de 2018

TAMANHO DA LOJA


Com a devida Vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici:

Neófito inebriado
Na sua primeira incursão
Num trabalho inspirado
Falou fundo seu coração

Pensou após  andejado
Em profunda escuridão
Que a  Loja, um lugar Sagrado,
Bem maior sua  dimensão

Disse o canteiro arrojado
Que verdadeira sua intuição
E não se havia baldado

Pois, com a Luz da iniciação
O seu tamanho encontrado
Perde-se na imensidão.

Adilson Zotovici

6 de julho de 2018

Choremos, Choremos, Choremos!

CHOREMOS, CHOREMOS, CHOREMOS!
O Ir.'. Jerónimo Borges passou ao Oriente Eterno.
Homem Livre e de Bons Costumes dirigiu superiomente o saudoso JBNews com Sabedoria, Força e Beleza.
À Família os sentimentos da Comissão Editorial deste Blogue.

2 de julho de 2018

Efemérides-Julho


Transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, do LIVRO DAS EFEMÉRIDES – HISTÓRICAS, POLÍTICAS, MAÇÓNICAS E SOCIAIS - 2016
Daniel Madeira de Castro


JULHO

1766 — Criado em Hamburgo, por Friedrich Ulrich Ludwig Schroeder, maçon alemão (1744/1816), o Rito Schroeder, ou Rito Rosa-Cruz Retificado, com o objetivo de a maçonaria conter apenas as suas características fundamentais, constituído pelos três graus da maçonaria mimbólica e quatro superiores baseados na magia e alquimia. Estudou as origens maçónicas na conceção deste Rito, para combater os Altos Graus que foi adotado pela G.L. de Hamburgo e ainda hoje é praticado na Alemanha.
1791 — Fundado o Banco da América do Norte.
1792 – Foi publicado o primeiro jornal maçónico em Inglaterra o The Sentimental and Masonic Magazine.
1823 — Lojas britânicas já praticavam o Rito de Emulação.
1833 – Instalada uma barraca carbonária em Angra do Heroísmo que durou até julho e dominada por saldanhistas, a que se seguiram instalações de outras barracas no Porto, e na cidade da Horta, todas membros da Sociedade Keporática ou dos Jardineiros.
1834 — Início da guerra civil carlista em Espanha, com a morte do rei D. Fernando VII e a ascensão ao poder da raínha Isabel, desencadeou-se uma luta entre carlistas (conservadores) e liberais, com o restabelecimento da inquisição, que durou até 1839. Em Setembro de 1846 retomou-se o conflito entre republicanos e carlistas que durou até 1849. Em Maio de 1872, principalmente no País Basco e na Catalunha, desenrolou-se a guerra que levou ao restabelecimento da monarquia com o rei Afonso XII.
1835 — Começou a ser aplicada, na indústria em Portugal, a máquina a vapor.

21 de junho de 2018

Solstício Verão 2018


Às 11h07 desta quinta-feira, dia 21 de junho, ocorreu o Solstício de Verão, um evento astronómico marcado pela posição da Terra em relação ao Sol e que marca o início do Verão no Hemisfério Norte e do Inverno no Sul. É o dia mais longo do ano. A partir de hoje o Verão prolonga-se por 93 dias até ao próximo equinócio, a 23 de Setembro de 2018.

19 de junho de 2018

CONVITE


No dia 23 de Junho de 2018, sábado, pelas 12.00H, o Museu Maçónico Português, realiza no Palácio Maçónico do Grémio Lusitano o lançamento do livro  "Simbologia Maçónica nos Rituais de Inverno", de António Pinelo Tiza, com apresentação de Luíz Fagundes Duarte.

16 de junho de 2018

BATEM À PORTA...


Transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, mais um Poema de Adilson Zotovici:

Buscando nova jornada
No lugar em que renasci
Em linda porta, cerrada,
Em “bom compasso”, bati !

Não me negaram morada
Adentrei, fui acolhido !
Diziam logo na entrada :
“Batei e sereis atendido ! “

Prossegui na caminhada
Decidido, firme, avante,
Sem receio, nova passada,
Entre amor e luz radiante  !

Rica casa consagrada
Faustosa...digna de reis !
Onde surgiu em voz pausada :
“Pedi e recebereis” !

Com minha voz embargada
Posto tamanha emoção
Meu coração em disparada
Ansiava externar gratidão !

 Minh’alma então pairada!
Ouvi...“Aqui tudo tereis,
Nessa senda iluminada ;
“ Procurai e achareis “!

Estava pois, explicada,
A alusão pela bateria :
Da visão que “Lucas” pregava,
Qual ecoava a Maçonaria !

Adilson Zotovici