Transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, do LIVRO DAS EFEMÉRIDES – HISTÓRICAS, POLÍTICAS, MAÇÓNICAS E SOCIAIS - 2016Daniel Madeira de Castro
JULHO
1766 — Criado em Hamburgo, por Friedrich Ulrich Ludwig Schroeder, maçon alemão (1744/1816), o Rito Schroeder, ou Rito Rosa-Cruz Retificado, com o objetivo de a maçonaria conter apenas as suas características fundamentais, constituído pelos três graus da maçonaria mimbólica e quatro superiores baseados na magia e alquimia. Estudou as origens maçónicas na conceção deste Rito, para combater os Altos Graus que foi adotado pela G.L. de Hamburgo e ainda hoje é praticado na Alemanha.
1791 — Fundado o Banco da América do Norte.
1792 – Foi publicado o primeiro jornal maçónico em Inglaterra o The Sentimental and Masonic Magazine.
1823 — Lojas britânicas já praticavam o Rito de Emulação.
1833 – Instalada uma barraca carbonária em Angra do Heroísmo que durou até julho e dominada por saldanhistas, a que se seguiram instalações de outras barracas no Porto, e na cidade da Horta, todas membros da Sociedade Keporática ou dos Jardineiros.
1834 — Início da guerra civil carlista em Espanha, com a morte do rei D. Fernando VII e a ascensão ao poder da raínha Isabel, desencadeou-se uma luta entre carlistas (conservadores) e liberais, com o restabelecimento da inquisição, que durou até 1839. Em Setembro de 1846 retomou-se o conflito entre republicanos e carlistas que durou até 1849. Em Maio de 1872, principalmente no País Basco e na Catalunha, desenrolou-se a guerra que levou ao restabelecimento da monarquia com o rei Afonso XII.
1835 — Começou a ser aplicada, na indústria em Portugal, a máquina a vapor.





Qual estrela reinventado a imanência da sua luz no cosmos da imortalidade, onde a mítica constelação da vida se traduzia e renovava num fulgor eterno, Anúbis (Anupu em egípcio) iluminava a noite do panteão egípcio enquanto pilar que sustinha o templo de um mito intemporal que prometia às almas a eternidade.
A lenda de Osíris comprova que Ísis foi coroada de sucesso, uma vez que, após o desmembramento do corpo de seu esposo, Anúbis voluntariou-se prontamente para auxiliar a deusa a reunir os inúmeros fragmentos do defunto. Posteriormente, Anúbis participa com igual dedicação nos rituais executados com o fim de restituir a Osíris o sopro de vida e que lhe facultaram a concepção da primeira múmia, facto que legitimou a sua conversão no venerado deus do embalsamamento, eterno guia do defunto no Além. A sua crescente influência garantiu-lhe um posto relevante no tribunal composto por quarenta e dois juizes que julgava os recém- inumados. De facto, é ele quem conduz o morto até Osíris, apresentando-o ao tribunal por ele presidido, para de seguida proceder à pesagem do coração. Se porventura o morto desejar mais tarde regressar à terra, é Anúbis quem ele tem a obrigação de notificar previamente, dado que esta surtida só será exequível com o seu consentimento expresso, formalmente consignado sob a forma de um decreto.