Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
4 de fevereiro de 2018
LÍNGUA PORTUGUESA
Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici
Parece nela haver magia
Cada vocábulo a beleza
Orações em sintonia
Entre a dúvida e a certeza
Do povaréu à realeza
Idioma que inebria
Um verbete traz tristeza
Ou que apraz, com alegria
Ao literário riqueza
Desde a etimologia
Linda “língua Portuguesa “
Qual transforma poesia
Com rigor, com sutileza,
Em sonora melodia !
Adilson Zotovici
2 de fevereiro de 2018
Efemérides-Fevereiro
Transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, do LIVRO DAS EFEMÉRIDES –HISTÓRICAS, POLÍTICAS, MAÇÓNICAS E SOCIAIS - 2016Daniel Madeira de Castro Página 65
FEVEREIRO
682 – O rei visigodo de Erwig de Espanha para forçar os judeus à conversão ao cristianismo proibiu a prática de ritos judeus e apelou para “a completa eliminação da praga dos judeus”.
1711 — Manuscrito do Trinity College, de Dublin do texto Franco-Maçonaria, encontrado no espólio de sir Thomas Molineux e publicado em 1924, tem afinidades com o manuscrito de Sloane 3329 (16/10/1646), escocês, havendo quem reivindique a sua origem irlandesa. É composto de duas partes: um catecismo com perguntas e respostas, sinais e segredos de reconhecimento e a existência de três graus.
1717 — Quatro Lojas de Londres: Goose-and-Gridiron, Queen's Head, Apple Tree e Rummer-and-Grapes, reuniram na Apple's Tavern e decidiram a constituição da G.L. ProTempore, ou G.L. de Londres (24/6/1717).
1743 — Extinguiu-se em Lisboa a Loja Francesa, instalada em finais de 1741, de que fizeram parte entre outros: o V.M. Jean Coustos, Jean Thomas Bruslé, Alexandre Jacques Mouton, Joseph Billard e Manuel de Sousa, senhor do Calhariz de Lisboa.
1767 — Formada em França, a Loja (militar) Paix et Union, no regimento Lyonnais-Infanterie, por oficiais subalternos.
1823 — Eclodiu em Trás-os-Montes o primeiro movimento contra a revolução liberal, acompanhado de injúrias contra a maçonaria, a qual suscitou pronta e enérgica reação dos liberais e dos maçons, tendo sido subjugada, e tendo o seu chefe, o conde de Amarante, fugido em abril para Espanha.
1910 — Publicado em Coimbra, o jornal anarquista O Clarão, que teve como assinante Bernardino Machado.
1935 — Francisco Largo Caballero, preso em Madrid, líder do P.S.O.E, revolucionário bolchevique espanhol, defendeu a república Ibérica.
1937 – Trotsky acusou Estaline de forjar os julgamentos para reforçar o poder pois não tinha qualquer relação com os acusados. Foram executados em Moscovo treze homens acusados de conspirarem com Trotsky para derrubarem Estaline.
1962 — Inspirado na British Commonwealth, Marcelo Caetano, propôs a Salazar e a Adriano Moreira, então ministro do ultramar, a criação dos Estados Portugueses Unidos, ideia que Salazar colocou no baú dos delírios.
1992 — Desenvolveu-se em Itália a operação mãos limpas, pelo magistrado Di Pietro, que acabou assassinado. Esta ação atingiu capitalistas e políticos, como p.e. Giulio Andreotti (democrata-cristão) e Bettino Craxi (socialista).
Daniel Madeira de Castro
1 de fevereiro de 2018
Conferência
Conferência sobre Domingos Rebelo por António Valdemar
A vida, obra e o magistério do pintor Domingos Rebelo vão ser homenageados, na sede da Casa dos Açores em Lisboa , Rua dos Navegantes, numero 21, amanhã dia 2 de Fevereiro e a pretexto da edição e do lançamento de uma obra acerca dos múltiplos aspetos da trajetória do artista, que fez parte, em Paris, do grupo de Amadeu de Sousa Cardoso, Eduardo Viana e outras grandes personalidades.
Durante a sessão, que é pública, presidida pelo engº Eduardo Coelho presidente da Casa dos Açores e que decorrerá, a partir das 21 e 30 horas, usarão da palavra, entre outros oradores, o jornalista e investigador Antonio Valdemar, da Academia das Ciências e , tambem, Jorge Rebelo que tem inventariado e divulgado no País e no estrangeiro a obra de seu avô.
28 de janeiro de 2018
Choremos, Choremos, Choremos!!!
No seguimento da comunicação de ontem sobre a passagem ao Oriente Eterno do N. Q. Ir. Edmundo Pedro, prestam-se as seguintes informações, solicitando-se a ampla difusão:
• O corpo do Nosso Ir. será velado nas instalações do Centro Cívico Edmundo Pedro sito na Rua Conde Arnoso, 5 em Alvalade, Lisboa.
• Hora de início do velório: 17:00 H
• Às 20:00 H será realizada a Cadeia de União, a que o Sapientíssimo Grão-Mestre se associará.
• Amanhã, 2ª F, pelas 17 horas, seguirá para o Cemitério do Alto de São João em Lisboa, onde será cremado.
25 de janeiro de 2018
O Calendário e a Luz-Uma reflexão
“O presente poderia ser entendido como o ponto de acumulação de todo o passado, e que estaria grávido de todo o futuro-“
“O Tempo Filosófico” – Philippe Deschamps
in: “O Tempo” – Obra coletiva
O tempo sempre foi para o Homem um grande mistério.
Somos nós que passamos por ele? Ou é ele que passa por nós, connosco no eterno presente?
De acordo com Gaston Bachelard o tempo é o tema da predileção dos filósofos e metafísicos. Ele expressou isso mesmo quando afirmou: “ A reflexão sobre o tempo é a tarefa preliminar de toda a metafísica.“ Acrescento, a começar pela Cosmogénese, pelo princípio, naturalmente quando o tempo começou a poder ser contado.
Para o entendimento do tempo Aristóteles deu uma importante contribuição quando o definiu: “o tempo, se não é o próprio movimento, é o seu número calculado, isto é, o resultado da sua medição“. Dizia ele que há uma permanente troca entre os dois princípios, movimento e tempo, porque um é medido pelo outro. Uma vez que todo o movimento se opera no espaço, também a dicotomia espaço – tempo estaria presente na sua concepção do problema.
Ganhamos consciência do tempo pelo facto do movimento representar uma sucessão contínua, definida como um antes e um depois. Aristóteles fornece a seguinte definição: “O tempo é o número do movimento conforme o antes e o depois.”
A história da humanidade e do tempo são inseparáveis. Sem ele não haveria história nem futuro. O tempo impõe-nos os ritmos da vida diária e é através dele que vemos chegar os dias e as noites, os ciclos naturais, o tempo de semear e de colher, enfim…
Através da observação da natureza e do movimento dos astros, o homem concluiu que há um retorno natural das coisas ao seu ponto de origem. Esse facto levou a que os antigos tivessem um raciocínio muito linear e que pensassem que, uma vez que os movimentos celestes se repetiam, então o universo e mundo seriam eternos. Por outro lado, como todos os astros voltam à sua posição inicial, então todos passam de novo pelo mesmo estado, estando assim justificada a “Lei do Eterno Retorno”. Lei que aplicada ao ser humano levaria a que, ao nascimento se seguisse a morte e, a esta, alguma forma de renascimento.
Há no entanto um tempo que podemos definir como estacionário, o presente absoluto, o tempo fora de tempo e por isso atributo de Deus. Aliás este tempo presente, o eterno presente, é considerado tão sagrado que os próprios hebreus não fazem uso dele: na língua hebraica os verbos não se conjugam no presente (A forma base para os verbos é a terceira pessoa do pretérito imperfeito, no masculino do singular). Numa aceção mais profana, podemos dizer que as grandes nações são aquelas que conseguiram dominar o tempo, porque o domínio do tempo é poder. Relembre-se a grande ruptura social que foi a Revolução Francesa e como então se modificaram as bases do calendário usado em França. Não terá sido também por acaso que a França e a Inglaterra decidiram fundar o Instituto das Longitudes. A longitude é a diferença de tempo entre o tempo local e um tempo tomado como origem (padrão), donde surgiu a ideia de construir os “guarda-tempos” a que chamamos relógios.17 de janeiro de 2018
ENTRE COLUNAS IRMÃOS
Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Poema de Adilson Zotovici:

De revelações congruentes
Sobre legado imutável
Por Mestres mui sapientes
Concebi algo notável
Discorreram o Venerável,
Os Canteiros e o Orador...
Em tom firme mas, afável
Sobre algo de valor
Que no Templo de Esplendor
Que Graça o Grande Arquiteto
Há um traço divisor
Da terra ao infindo teto
Que um lugar bem discreto
Entre o norte e o meio dia
Do oriente ao ocidente afeto
Eixo da confraria
Paragem que propicia
Falar de alegria ou lamento
Ao livre pedreiro em vigia
Perenal em juramento
Pra ficar bastante atento
Alheio à ideia remota
Ser algo de bronze ou cimento
Tal qual a Be e a Jota
Desse corolário brota
Corrente de almas, de mãos,
Pois, “Entre Colunas” denota...
Que é... “ estar entre irmãos” !
Adilson Zotovici
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