Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

15 de abril de 2016

Liberdade de Pensar


Na N:.A:.O:. defende-se a existência de um Criador Supremo que dispõe de uma Força Superior, o  G:.A:.D:.U:.
Esta referência suporta muito daquilo que aqui vimos fazer e é um pressuposto da nossa condição.
Não negligenciamos qualquer crença religiosa sendo homens livres, defensores da moral e dos bons costumes e todos serão aceites em pé de igualdade independentemente das suas convicções de qualquer índole.

Mas por vezes não temos a real noção de quão avançado é este conceito de Liberdade, e quanto sofrimento foi necessário para chegarmos aqui! A Liberdade em todas as suas vertentes e, sobretudo, a liberdade de pensamento sem restrições de qualquer índole pode fazer toda a diferença entre as trevas e a Luz.

E é isso que aqui tento abordar. Conceitos como a abstracção, a livre imaginação, a ruptura com o Dogma, no fundo, o livre pensamento sem constrangimentos, o foco da nossa eterna luta!

Coloquemos uma questão e tentemos responder-lhe numa das perspectivas possível, a evolução da Física/Química ao longo do Tempo. E a pergunta é:

Que contributo a Ciência tem dado para a percepção que temos sobre aquilo que nos envolve, sobre a origem de tudo, como pode ela condicionar o nosso entendimento da vida e, consequentemente, qual o nosso papel nesta ordem Cósmica e como isso pode afectar o nosso comportamento?  
E a resposta a esta pergunta pode ter uma resposta muito ampla, tão vasto é o conhecimento e, em simultâneo, tão clara começa a ser a percepção que temos da dimensão da nossa ignorância.
Mas recuemos um pouco até ao período em que o Homem começou a interrogar-se sobre a sua natureza e sobre a natureza de tudo o que o envolve.

29 de março de 2016

Correntes Antimaçónicas: Breve Resumo Racional


Se há assunto, ideia, matéria, teoria ou prática onde a Franco-Maçonaria se sente à vontade, por possuir armas e argumentos válidos, é precisamente no terreno dos Contrários. É que desde a tradição Hermética à moderna Instrução, o Maçom é orientado para uma racionalidade espírito/material que o dota particularmente para analisar e colocar em prática a Construção Ideal, daí ter-me lembrado que valia a pena, embora resumidamente, percorrer os caminhos das Correntes Antimaçónicas que, quer queiramos ou não, tiveram uma preciosa influência no nosso percurso enquanto Ordem Universal.

Parecem ter surgido no início do Séc. XVIII em paridade com o crescimento da Maçonaria dita Especulativa, e em várias regiões do globo, cada uma delas apresentando circunstâncias regionais e continentais. Esta dimensão internacional do que se considera o antimaçonismo primário é muito ambígua no sentido em que as suas formas e tendências se apresentaram sob a forma de ultrajes e vinganças com grande simplificação sendo a maior parte delas sem fundamento estruturado, coerente e apenas montadas em campanhas ignominiosas em que o plano escondido é um ataque político-social provocado pelo sentimento de perda do absolutismo, quer temporal quer espiritual da época ou, como diriam os psicanalistas, uma reacção afectiva de origem neurótica, ou seja, o principal factor não é apenas a mudança mas o medo dessa mudança, da distância crítica e da adaptação a novos ideais em que se sentem desenraizados.

Por questão de metodologia abordaremos as origens destas correntes antimaçónicas em França, EUA, Roma Pontifica, Espanha e América Latina de um modo mais substancial que já vão tornar pesado este traçado e mais ligeiramente as que grassaram na Bélgica, Turquia, Inglaterra, Escandinávia, Rússia e tantas outras regiões.

17 de março de 2016

Afonso Gundar, porquê?


Uma primeira resposta e opção: sem referências a vultos da ciência, da arte, da literatura, da política. Antes, origens.
Sem grandes referências históricas ou filosóficas. Só origens, ciente que transportamos no nosso código genético isso mesmo.

Ora, quais são as minhas origens? Uma, a familiar. Outra a nacionalidade.
Da família haverá pouco, ou muito, a dizer mas, sobre isso, não perderei tempo, tal é a sua ligação à administração de um País em construção, a sua dimensão e a dispersão determinada pelas funções de cavalaria a que era chamada pelos reis de Portugal.

Da família, de Gundar, de nome Men de Gundar, um fidalgo asturenho que acompanhou o Conde D. Henrique, em serviço da Rainha Dª Teresa, tendo como missão servi-lo na gestão do Condado Portucalense.

D. Mem de Gundar, segundo o que se sabe, pertencia ao mais alto grau da nobreza, integrando o conselho privado de monarcas. Foi Alcaide-Mor de Celorico de Basto, fundador do mosteiro da Ordem de São Bento e senhor de São Salvador de Lafões, da Quinta das Rosas e da Vila do Rego.
Da outra, a nacionalidade, também origem, a homenagem ao que considero o primeiro português: aquele que sonhou e realizou Portugal.
Ora, são estas as minhas referências a Gundar e a Afonso.

O primeiro, perdido no tempo e na história de família, já com uma nova noção de nação/estado, através de seu neto, que lhe sucedeu em todos os títulos e propriedades, antes Lourenço Eanes Gundar, adoptou para si o nome de Lourenço do Rêgo, provavelmente por influência de uma das suas regiões geridas.

5 de fevereiro de 2016

Será possível a construção do homem novo?



Esta prancha, muito sintética, pretende reflectir sobre se será possível construir o homem novo tendo por base o ritual de aprendiz e uma prancha anteriormente efectuada sobre os Regimes Políticos, Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Uma das grandes simbologias maçónicas é a construção do templo interior de cada maçon. Mas afinal o que representam estas palavras? Talvez o que está por detrás seja algo em construção que nunca nós saberemos o meio mas sim a sua finalidade.

Socorrendo-me do livro de Norberto Bobbio, Teoria Geral da Política, organizado por Michelangelo Bovero, podemos tentar comparar o seguinte: o ritual de aprendiz leva-nos, falando genericamente, a repensarmo-nos enquanto pessoa, e a prepararmo-nos para algo que gradualmente nos vamos apercebendo noutros graus. Neste contexto, todos nós procuramos a ideologia do novo homem. Ora aqui podemos utilizar a textura fina do Norberto Bobbio sobre a ideologia do novo homem, utilizando dois conceitos: o religioso e o revolucionário.

No primeiro caso porque visa a renovação da sociedade através da renovação do homem. No segundo, pela renovação do homem através da renovação a sociedade. Ou seja, duas formas diferentes de conceber a transformação. Segundo este esquema de pensamento não é o que nós procuramos em loja? Isto é, renovarmo-nos enquanto seres humanos para intervir no mundo profano e simultaneamente renovarmo-nos através da renovação da sociedade. Não será uma questão inextricável?

Se forem comparáveis, o religioso e o revolucionário, ambos experimentam uma insatisfação com tudo o que nos rodeia e talvez ambos creiam, futuramente, num mundo diferente, na qual os homens viverão como irmãos, livres e iguais.