Antes de mais uma pequena nota acerca da escolha do meu nome simbólico, Magalhães Lima. Encontrando-me, aquando da iniciação, no retiro isolado de um compartimento em quase plena escuridão, perante um questionário que tinha numa das suas questões a escolha do nome simbólico, tive a percepção, que posteriormente verifiquei estar errada, de que esta escolha implicava a selecção de um nome de uma individualidade que tivesse pertencido à maçonaria. Ora, de entre aqueles que, por leituras diversas pude ter conhecimento de pertença, o nome que relampejou foi o de Magalhães Lima.Tal deve-se a uma noção que tinha relativamente ao reconhecimento da importância do seu pensamento na doutrinação e propaganda do ideal republicano nos finais da monarquia e no decorrer da I República Portuguesa. Isto é, seduziu-me, por um lado, por na vida cultural ter assumido o papel de publicista, numa vertente de receptor e divulgador de ideias, numa constante militância pela agitação da consciência da opinião pública, de forma a fortificar os princípios da democracia republicana-socialista, e, por outro, por muitas das questões/problemas que levantou e trabalhou ainda hoje terem uma grande pertinência e se debaterem quotidianamente, tais como, por exemplo, a cultura republicana, moral cívica, secularização da sociedade, liberdade de pensamento e expressão, reformismo social, descentralismo, federalismo europeu, pacifismo, etc.




