Sugeriu-me o Ven:.M:. que pudesse dissertar sobre o significado de Egrégora porque, segundo ele, faria todo o sentido falarmos um pouco sobre o espírito e objectivos a atingir nas nossas Reuniões.
Pesquisando o tema, tentando perceber a mensagem que o Ven:.M:. pretendeu passar, pude chegar a algumas conclusões que convosco partilho e gostaria de colocar à discussão.
Primeiro a palavra. Provém do Grego Egrêgorein e significa Velar, Vigiar. Ao longo dos tempos ela foi utilizada para definir uma entidade resultante da soma da energia psíquica e emocional dos membros de uma qualquer assembleia reunidos por uma qualquer razão.
Naturalmente que esta ampla designação pode aplicar-se a todas as Reuniões de duas ou mais pessoas que se juntem para debater, analisar, contraditar, comungar qualquer conjunto de emoções veiculadas pela palavra, pelo silêncio, ou quaisquer outras formas de expressão.
Na Génese, no Livro dos Reis, Jafé criou o Céu e a Terra, e perante as trevas e o abismo, pairando sobre a águas, o G:.A:.D:.U:. disse – “Fiat Lux” e fez-se luz.
Poderemos considerar ser esta a Egrégora primordial?
Sendo Egrégora a energia da soma das vontades de duas ou mais pessoas só será possível entendê-la como uma Egrégora porque o G:.A:.D:.U:. é:
UNO pois não há quem o preceda
DUAL porque concentra o Alfa e o Ómega
TRIPLICE pois congrega a dogmática Santíssima Trindade, Pai, o Filho e o Espirito Santo, numa apropriação por parte dos Cristãos Romanos do conceito de Espirito que era a força de Yahweh, no Antigo Testamento, força essa que impelia os enviados a cumprirem a missão recebida. A partir do Novo Testamento passou a ser a força do Cristão.
Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
23 de setembro de 2012
1 de agosto de 2012
Uma vida dedicada à causa da liberdade e da reunificação da Itália

José Garibaldi, maçom carbonário, nasceu em Nice a 4 de Julho de 1807 e morreu em Ceprera a 2 de Junho de 1882. Foi um guerrilheiro italiano, alcunhado de "herói de dois mundos" devido á sua participação em guerras de libertação na Europa e na América do Sul. Uma das mais notáveis figuras da unificação Italiana, ao lado de Guiseppe Mazzini, Garibaldi dedicou sua vida à luta contra a tirania.
Proprietário da embarcação Santa Reparata de 29 toneladas, Giuseppe Garibaldi passou dez anos da sua vida a bordo de navios mercantes onde chegou a obter licença de capitão. Seduzido pelas ideias socialistas de Saint-Simon, entrou em contacto com a sociedade secreta “Jovem Itália”, fundada por Guiseppe Mazzini , republicano e ardoroso defensor da unidade Italiana, que esperava alcançar por meio de um levantamento popular. Garibaldi abandonou o mar para participar dessa luta. Condenado à morte, refugiou-se em Marselha e em 1835 fuge para o Rio de Janeiro.
No Brasil, aproximou-se dos republicanos e tornou-se uma figura política proeminente. A revolução republicana do Rio Grande do Sul, conhecida pela revolução Farroupilha, é lembrada ainda hoje, em muitas lojas maçónicas brasileiras. Após quase uma década de luta, foi dispensado das suas funções pelo presidente Bento Gonçalves.
8 de junho de 2012
O silêncio do aprendiz em loja

O silêncio nunca traiu ninguém. Esta afirmação atribuída a Pascal, posiciona bem a questão do significado filosófico do silêncio, por dois motivos: O primeiro porque faz do silêncio um instrumento de fraternidade. Se o silêncio nunca traiu seja quem for, guardar silêncio é uma atitude solidária, fraterna, em relação aos outros. Não falar é não trair.
O segundo motivo é bem diferente: Afirma, mas pela negativa, indo assim no próprio sentido profundo do significado filosófico do gesto de silêncio. Observar silêncio, é praticar, ou afirmar uma acção, que é o silêncio pela ausência de outra acção, ou seja, o silêncio afirma-se pela acção de não falar.
Ao ficar calado, significo aos outros o meu afastamento, ou a minha recusa da prática das palavras, ou seja dou um sinal de ruptura ou pelo menos de conflito na comunicação com eles.
Mas o próprio silêncio é por si só um discurso, e um espaço com dimensões filosófica, e retórica muito fortes e porventura mais marcadas que muitas frases, por mais elaboradas que sejam.
13 de maio de 2012
Pires Jorge

Um nome que significa Responsabilidade, Tolerância e Solidariedade.
A escolha de um nome simbólico, que nos acompanhará em toda a nossa vida maçónica, tem um significado equivalente ao dos pais quando escolhem o nome dos seus filhos.
A minha opção foi PIRES JORGE. Porquê?
JOAQUIM PIRES JORGE nasceu em Lisboa, em 1907, filho de Pais Camponeses oriundos da região de Castelo Branco (Beira) que, entretanto, tinham migrado para a Capital ficando a viver na Ajuda. 1*
Integrado numa família de fracos recursos económicos começou a trabalhar com 11 anos de idade numa “Fábrica de Cortiça” donde saiu meses depois para ser “Aprendiz de Torneiro numa Oficina de Serralharia” tendo, com essa “profissão”, percorrido mais duas ou três outras oficinas. 2*
Posteriormente, após várias outras peripécias, concorreu à “Banda de Música da Armada” (dados os seus conhecimentos musicais desde os 10 anos, idade com a qual começou a tocar bandolim) onde foi “1º Clarinete e Saxofonista solista”; usufruiu, mais tarde, duma Pensão de Reforma pelo seu trabalho nessa Banda. 3*
• Da Responsabilidade na organização da luta pela Democracia
Nesse enquadramento militar acabou por participar na “Revolta de 7 de Fevereiro de 1927” na sequência da qual foi deportado para Angola (à data fazendo parte do chamado “Ultramar Português”) durante dois anos. Aí empregou-se na “Banda Municipal” (como Clarinete), deu aulas de música e jogou futebol. 4*
4 de maio de 2012
23 de abril de 2012
Viriato

I. Corria… mas devagar…o ano de 180, antes de Cristo.
Numa humilde cabana dos montes Hermínios, (hoje serra da Estrela) situados em plena Lusitânia, ouvem-se os primeiros gritos de um recém-nascido. É o sinal do início de uma grande aventura humana.
Esta aventura virá ser primeiro uma lenda, depois um mito, mais tarde ainda: um verdadeiro símbolo.
Mas nesse primeiro dia de vida a preocupação maior, para os pais foi encontrar um nome para o bébé. O nome escolhido acabou por ser: Viriato.
As referências etimológicas têm origem no latim com um significado ambíguo: portador de adornos ou virias, braceletes… (mas como estamos em plena tribo lusitana não sei se esta será a melhor explicação…).
Ou será portador de virias, entendendo-se por virias, varas ou lanças?
Enfim…a lenda, o mito e o símbolo são as três vertentes de uma mesma realidade.
Sobre o herói Viriato, muito foi dito muito foi escrito, e muito foi, sobretudo inventado.
Mas concretamente, sobre as suas vitórias contra os romanos, existem relatos escritos como este:
Passo a citar: “o pastor Viriato é natural de Lobriga, hoje Vila de Loriga, no cimo da Serra da Estrela, bispado de Coimbra.
Ao qual, tendo 40 anos de idade, aclamaram rei dos lusitanos, e casou em Évora, com uma nobre senhora, filha de um aristocrata e negociante de gado chamado Astolpas no ano de 147.
Prendeu em batalha ao pretor romano Caio Vetílio, e lhe degolou 4000 soldados.
A Caio Lúcitor, daí a uns dias matou 6000.
Ao capitão Caio Plaucio, matou Viriato mais de 4000, junto de Toledo.
(Abro aqui um parêntesis: em prol da verdade histórica, esperemos que estes 4000 não sejam os mesmos da semana passada)
Mas continuando a citação: -reforçou-se o dito capitão e dando batalha junto a
Évora, prendeu 4000 soldados.
No ano 146 o pretor Claudio Unimano, lhe deu batalha e de todo foi destruído por Viriato que repartiu os despojos pelos soldados, pondo nos montes mais altos da Lusitânia os estandartes romanos.
II. Assim falava de Viriato, ou melhor assim escrevia o bispo-mor do reino de Portugal no ano de 1580.
Mas matar 4000 soldados romanos por semana, tendo isso acontecido de facto, não deve ter sido tarefa muito fácil.
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