Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
2 de abril de 2012
Hugo Pratt
O Musée de la Franc-Maçonnerie em Paris, está a realizar uma exposição sobre Hugo Pratt (1927-1995) e a sua relação com a Maçonaria.
A mostra inclui mais de 40 aguarelas de Pratt e dezenas de pranchas originais, incluindo diversas do álbum Fábula de Veneza. De acordo com o jornal Le Monde, durante os seus últimos 20 anos de vida, Hugo Pratt fez parte da Loja Hèrmes em Veneza.
A exposição, Corto Maltese ou les Secrets de l'initiation, estará presente ao público até 15 de julho de 2012.
25 de março de 2012
Grande Oriente Lusitano corta relações com GLLP
O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), Fernando Lima, desmentiu hoje a notícia do semanário Sol, que dá conta que a cúpula das duas maiores obediências do País têm discutido uma fusão.
Desagradado com as declarações do grão-mestre da Grande Loja Legal de Portugal(GLLP), o grão-mestre do GOL adiantou ao DN que vai cortar as relações com a maçonaria regular. "Congelo as relações com a GLLP, enquanto o dr. José Moreno for grão-mestre da obediência", garantiu ao DN Fernando Lima. Tudo começou num almoço-debate no American Club, onde José Moreno disse que "o País precisa da sua maçonaria. Universal e una", criticando o facto de Portugal ser o País "com mais grão-mestres per capita". Surpreendido com as notícias de uma fusão entre as maçonarias, Fernando Lima só admite retomar as relações com a GLLP se José Moreno "vier publicamente desmentir que negociamos uma fusão".
Os últimos meses têm sido pautados por uma boa relação entre as duas maiores obediências maçónicas do País. A paz entre os irmãos das maçonarias regular (GLLP) e adogmática (GOL) chega assim ao fim. in:dn por Rui Pedro Antunes, foto: lusa
Desagradado com as declarações do grão-mestre da Grande Loja Legal de Portugal(GLLP), o grão-mestre do GOL adiantou ao DN que vai cortar as relações com a maçonaria regular. "Congelo as relações com a GLLP, enquanto o dr. José Moreno for grão-mestre da obediência", garantiu ao DN Fernando Lima. Tudo começou num almoço-debate no American Club, onde José Moreno disse que "o País precisa da sua maçonaria. Universal e una", criticando o facto de Portugal ser o País "com mais grão-mestres per capita". Surpreendido com as notícias de uma fusão entre as maçonarias, Fernando Lima só admite retomar as relações com a GLLP se José Moreno "vier publicamente desmentir que negociamos uma fusão".
Os últimos meses têm sido pautados por uma boa relação entre as duas maiores obediências maçónicas do País. A paz entre os irmãos das maçonarias regular (GLLP) e adogmática (GOL) chega assim ao fim. in:dn por Rui Pedro Antunes, foto: lusa
14 de março de 2012
A desmistificação de uma contradição
1. Todas as pessoas
são livres de opinar sobre o que quiserem, mas só algumas têm a competência
necessária para dirimirem, com autoridade, uma questão polémica. A Maçonaria
talvez possa permitir que os seus súbditos sejam católicos, mas não que os
cristãos sejam maçons, porque só a Igreja, pela voz autorizada do seu
magistério e da sua hierarquia, é apta para decidir se um fiel pode, ou não,
pertencer à Maçonaria.
2. Sobre esta
matéria, a verdade é que a Igreja não tem sido omissa. Já em 1738, com a
Constituição Apostólica In eminenti, de Clemente XII, a Maçonaria foi formal e
expressamente proibida aos católicos, sob pena de excomunhão. Desde então,
todos os papas confirmaram a radical e insolúvel incompatibilidade entre as
duas instituições. Leão XIII, na Encíclica Humanum genus, de 1884, reafirmou a
interdição dos fiéis aderirem à Maçonaria e, em mais 225 documentos, reiterou
até à saciedade esta condenação. O diagnóstico foi sempre o mesmo: são duas
visões insanavelmente divergentes no que respeita a Deus, ao homem, à verdade e
à liberdade. Também os papas actuais, nomeadamente o beato João Paulo II e
Bento XVI, mantiveram o mesmo veredicto que, portanto, se deve considerar
doutrina definitiva e irreformável da Igreja. Pelo menos enquanto a Igreja e a
Maçonaria forem o que são.
3. Também, do ponto
de vista canónico, não há lugar para dúvidas. O anterior Código, de 1917,
previa a pena máxima, ou seja, a excomunhão automática, para o católico que se
inscrevesse numa qualquer loja maçónica. O Código actual, de 1983, embora não
imponha de forma imediata essa sanção, que contudo também não exclui, esclarece
que um cristão que pertença à Maçonaria fica, ipso facto, em situação de pecado
grave ou mortal e, em consequência, privado da comunhão sacramental.
4. Como entender,
então, que alguém se afirme publicamente como católico e maçon? A expressão,
contraditória nos seus termos, só admite duas possíveis explicações.
6 de março de 2012
O fantástico Sir Isaac Newton
Ilustre Físico e Matemático que marcou para sempre a História da Humanidade, e marcou-a porque foi precursor de um método que até ele, não era natural, e só com ele teve as consequências, de todos, conhecidas.
De facto, com Newton, a Ciência pôde prescindir dos “sentidos” que muitas vezes nos limitam, ou enganam. Foi essa libertação dos sentidos em prol da dedução, reflexão e estudo, que me inspiraram a usar o seu nome.
Já anteriormente, eu apresentei um trabalho que falava de Newton. Muitos dos meus irmãos lembrar-se-ão de eu ter mencionado o seu famoso trabalho sobre a Terceira Lei de Kepler que condicionou a dedução da Lei de Gravitação Universal, o desenvolvimento da ferramenta Matemática que é o Cálculo Diferencial e Integral (Series and Fluxions), os seus trabalhos de óptica e a natureza ondulatória da luz (agora corpuscular), o impacto de todo o seu trabalho no nosso dia a dia como base da Engenharia, e a condensação disto tudo num Livro, talvez a maior Obra Cientifica até hoje escrita, de seu nome Principia Philosophie Matematica.
Mas muito para além desta Obra gostaria, agora, de vos falar do caminho até à data percorrido pela Ciência, muito graças à revolução de ideias que Newton provocou.
Mais, podemos afirmar que tudo o que Newton postulou estava errado e, ao mesmo tempo, afirmar que tudo o que Newton postulou estava rigorosamente correcto.
Sem entrar em detalhes que poderiam presumir alguma arrogância naquilo que pretendo transmitir, tentemos perceber de onde vínhamos antes de Newton, como ficámos depois dele e onde estamos agora.
Antes de Newton tivemos Aristóteles (Sec. IV a.C.) e Ptolomeu (Sec.I d.C.), mas também tivemos o pensamento da Escola Jónica. Se aceitarmos que Tales de Mileto viveu algures no século VII a.C., que a conquista de Mileto pelos Persas e, sobretudo, a religião, não permitiu que as ideias ali desenvolvidas, tivessem feito caminho, desde Ptolomeu, sobrarão cerca de 1 500 anos, limitados por dogmas, e pela ideia que o Homem obrigou que se fizesse de Deus, e do seu Universo.
Só que a verdade vence sempre, e em 170 anos tudo muda. Desde 1473, com Nicolau Copérnico, passando por Tycho Brae, Galileu Galilei, Johanes Kepler, rapidamente chegamos a Newton que nasce em Dezembro de 1642, ou Janeiro de 1643, dependendo do calendário que utilizarmos, Juliano ou Gregoriano.
E depois de Newton, a limitação da tecnologia deixou de ser crítica, porque a dedução e a abstracção, recorrendo à ferramenta natural da Física, a Matemática, permitiu que fosse possível elaborar princípios e leis cuja comprovação só seria verificada experimentalmente quando a Tecnologia o permitisse.
27 de fevereiro de 2012
O Maçom, a Sociedade e a Informação

Ilustração_Constantin Veluda - Roménia
Portugal tem cerca de 6.600 jornalistas profissionais, ou seja cerca de de 1 jornalista para 1.500 habitantes. Entendendo-se por jornalista, e para simplificar, um profissional, devidamente acreditado e em posse da sua carteira profissional. A profissão de jornalista tem vindo a sofrer uma forte exposição e consequentemente uma verdadeira erosão.As enxurradas da chamada comunicação, entendida no seu senso mais largo, inundaram a sociedade e, de algum modo, afogam a profissão.Este verdadeiro dilúvio de comunicação não tem, no entanto, um carácter estruturado e estruturante da informação, tão pouco respeita as regras éticas mais elementares.Este fluxo de comunicação é possível graças às capacidades incríveis dos novos canais electrónicos de transmissão de dados.Mas entre comunicação e informação existe um mundo.É um espaço de conceitos, regras e ética.Só o jornalista tem a obrigação de respeitar estes três dados, e pode vir a ser responsabilizado civil e penalmente, em caso de falta grave.
Por isso é necessário perguntar:
Assim sendo, quem é o jornalista?
Vejamos a definição dada pelo sindicato:
“Jornalista é o profissional de informação com responsabilidade editorial, que trabalha factos, acontecimentos e conhecimentos com vista à divulgação em órgãos de comunicação social sob forma de mensagem objectiva”.
22 de fevereiro de 2012
1817 - Morrer pela Liberdade
Depois de tomar Lisboa, Junot é rejeitado pela Maçonaria portuguesa como seu representante, tenta então tornar-se “Rei de Portugal” e governar segundo uma constituição do tipo francês. Por seu lado, Gomes Freire de Andrade integra a Legião Portuguesa que parte ao serviço de Napoleão e da França.
Entre 1807 e 1814, serve o país que invadiu o seu, que o saqueara e que lhe infligiu uma guerra desumana.
Dona Mathilde de Faria e Mello, foge em 1808 com Gomes Freire, mulher casada, foi sua dedicada companheira até à sua morte. “A Mathilde tem sido constante companheira dos meus trabalhos; a pobre rapariga, depois de vender tudo quanto tinha, levava-me dinheiro para me livrar de aflições”, escreve Gomes Freire.
A missão da Legião Portuguesa fora concluída em 1814. Gomes Freire pediu então para regressar a Portugal, mas a permissão para o regresso demorou, valeu-lhe o talento político do seu primo direito D. Miguel Pereira Forjaz, um dos secretários mais poderosos da Junta Governativa.
Sujeitou-se a um processo de reabilitação que o declarou “livre de toda e qualquer mácula”. Apesar disso Gomes Freire tinha consciência que poderia ter sido considerado traidor à pátria, por ter servido o país que estivera em guerra com Portugal e durante o período que ela durou.
Raul Brandão, na obra Conspiração de 1817, editada pela primeira vez em 1914, refere sobre ele:
“Aluga em Lisboa ao cimo da rua do Salitre, junto ao chafariz do Rato, uma casinha onde vive com Mathilde de Mello. Instalação sumária: uma sala com um canapé estofado, algumas cadeiras de palhinha, dois ou três quadros com moldura de pau-santo. Na casa de jantar uma banca de madeira do Brasil, dez cadeiras chamadas tripeças, e no escritório uma banca de pau-preto e duas estantes de pinho com 395 volumes. A relação donde extraio estas notas desce a minúcias de beleguim (depreciativo de oficial de diligências): na pobre casa de Gomes Freire há 6 pratos e travessas de pó de pedra e 15 pequenos, 17 de guardanapo, cinco cálices para vinho e seis para licor, dois copos para agua, uma garrafa de vinho branco e cinco xícaras sem pires. E além destes utensílios vulgares (não xícaras) explica minuciosamente o solicitador entre parêntesis, quatro castiçais de casquinha e três pequenas bandejas lavradas — e fatos, casacos velhos, doze lenços de assoar e duas espadas”.
Entre 1807 e 1814, serve o país que invadiu o seu, que o saqueara e que lhe infligiu uma guerra desumana.
Dona Mathilde de Faria e Mello, foge em 1808 com Gomes Freire, mulher casada, foi sua dedicada companheira até à sua morte. “A Mathilde tem sido constante companheira dos meus trabalhos; a pobre rapariga, depois de vender tudo quanto tinha, levava-me dinheiro para me livrar de aflições”, escreve Gomes Freire.
A missão da Legião Portuguesa fora concluída em 1814. Gomes Freire pediu então para regressar a Portugal, mas a permissão para o regresso demorou, valeu-lhe o talento político do seu primo direito D. Miguel Pereira Forjaz, um dos secretários mais poderosos da Junta Governativa.
Sujeitou-se a um processo de reabilitação que o declarou “livre de toda e qualquer mácula”. Apesar disso Gomes Freire tinha consciência que poderia ter sido considerado traidor à pátria, por ter servido o país que estivera em guerra com Portugal e durante o período que ela durou.
Raul Brandão, na obra Conspiração de 1817, editada pela primeira vez em 1914, refere sobre ele:
“Aluga em Lisboa ao cimo da rua do Salitre, junto ao chafariz do Rato, uma casinha onde vive com Mathilde de Mello. Instalação sumária: uma sala com um canapé estofado, algumas cadeiras de palhinha, dois ou três quadros com moldura de pau-santo. Na casa de jantar uma banca de madeira do Brasil, dez cadeiras chamadas tripeças, e no escritório uma banca de pau-preto e duas estantes de pinho com 395 volumes. A relação donde extraio estas notas desce a minúcias de beleguim (depreciativo de oficial de diligências): na pobre casa de Gomes Freire há 6 pratos e travessas de pó de pedra e 15 pequenos, 17 de guardanapo, cinco cálices para vinho e seis para licor, dois copos para agua, uma garrafa de vinho branco e cinco xícaras sem pires. E além destes utensílios vulgares (não xícaras) explica minuciosamente o solicitador entre parêntesis, quatro castiçais de casquinha e três pequenas bandejas lavradas — e fatos, casacos velhos, doze lenços de assoar e duas espadas”.
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