Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)
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2 de novembro de 2018
DIA DE FINADOS
Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve o soneto DIA DE FINADOS, de Adilson Zotovici
Basta olhar triste semblante
De quem hoje tem chorado
Por amigo, um semelhante
Um ser há muito amado
Que viveu perto ou distante
Em algum lugar do passado
Qual já seguiu adiante
Ao futuro reservado
O coração palpitante
Não por tristeza alquebrado
Mas, saudade desconcertante
Sem prantos, ao Pai Louvado,
Roguemos por paz reinante
Ao querido já finado !
Adilson Zotovici
6 de outubro de 2018
RESPONSABILIDADE AO SINDICAR
Com a devida vénia e respectiva autorização se transcreve mais um poema de Adilson Zotovici

É pouco todo cuidado...
Nesse trabalho tão duro
De perscrutar indicado
Dado como limpo e puro
Inda que apadrinhado,
A livrar-nos d'algum apuro,
Um bom Mestre tarimbado
Buscará luz no escuro
Com ferramental adequado
Livre pedreiro seguro
Desbastará o sindicado
Ter à frente um igual auguro,
Mas, quiçá um dissimulado
Ou o Grão Mestre futuro !?
Adilson Zotovici
8 de setembro de 2018
CINZAS
Transcreve-se, com a devida vénia e respectiva autorização, mais um Poema de Adilson Zotovici:
CINZAS
A Quaresma tem início
Tempo de serenidade
A mudanças bem propício
De reflexão em verdade
Cessa pois, o armistício,
Volta toda sociedade
A combater todo vício
Do poder, da autoridade
Seja o sonho realidade
Sem haver qualquer resquício
De perfídia, iniquidade
Tragam as “Cinzas” benefício,
De austera probidade
Do Grande Arquiteto auspício !
Adilson Zotovici
19 de agosto de 2018
PERSISTIR...NÃO TEIMAR
Com a devida vénia e repectiva autorização se transcreve mais um poema de Adilson Zotovici:
Insisto em que persistas
Como tal, livre pedreiro,
Nas sendas do bem tuas pistas
Encetadas no canteiro
E que jamais tu desistas
Tal qual nobre cavaleiro
Com teus planos e conquistas
Pois és irmão, vanguardeiro,
Livra-te dos pessimistas
Daquele mau conselheiro
De ociosos, extremistas...
Mas, lembra-te audaz obreiro,
Na “teima” jamais invistas
Persistas!... o tempo inteiro !
Adilson Zotovici
8 de julho de 2018
TAMANHO DA LOJA
Com a devida Vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici:
Neófito inebriado
Na sua primeira incursão
Num trabalho inspirado
Falou fundo seu coração
Pensou após andejado
Em profunda escuridão
Que a Loja, um lugar Sagrado,
Bem maior sua dimensão
Disse o canteiro arrojado
Que verdadeira sua intuição
E não se havia baldado
Pois, com a Luz da iniciação
O seu tamanho encontrado
Perde-se na imensidão.
Adilson Zotovici
16 de junho de 2018
BATEM À PORTA...
Transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, mais um Poema de Adilson Zotovici:

Buscando nova jornada
No lugar em que renasci
Em linda porta, cerrada,
Em “bom compasso”, bati !
Não me negaram morada
Adentrei, fui acolhido !
Diziam logo na entrada :
“Batei e sereis atendido ! “
Prossegui na caminhada
Decidido, firme, avante,
Sem receio, nova passada,
Entre amor e luz radiante !
Rica casa consagrada
Faustosa...digna de reis !
Onde surgiu em voz pausada :
“Pedi e recebereis” !
Com minha voz embargada
Posto tamanha emoção
Meu coração em disparada
Ansiava externar gratidão !
Minh’alma então pairada!
Ouvi...“Aqui tudo tereis,
Nessa senda iluminada ;
“ Procurai e achareis “!
Estava pois, explicada,
A alusão pela bateria :
Da visão que “Lucas” pregava,
Qual ecoava a Maçonaria !
Adilson Zotovici
1 de junho de 2018
A C Á C I A
Transcrito, com a devida vénia e repectiva autorização, mais um soneto de Adilson Zotovici:

Não só por sabedoria
Da sua sublime história
Ícone da confraria
Justo pois, dedicatória
Qual sol ao raiar do dia
Com força na trajetória
Brilha flor que inebria
Com sua beleza notória
Primordial companhia
No revés ou na vitória
Sempre vital parceria
De louvores meritória
A Acácia , que nos guia !
Do Grande Arquiteto...a glória !
Adilson Zotovici
9 de maio de 2018
CRIANÇA
Transcrito, com a devida vénia e respectiva autorização, mais um Soneto de Adilson Zotovici
Oh quão doce criatura
Que de amar não se cansa
De alva alma tão pura
Marca do amor, da bonança!
Vê-se claro em tua figura
Toda bem-aventurança
Gravado em tua candura
Que do PAI és semelhança
O teu riso é confiança
O abraço desenvoltura
Teus olhos toda pujança
Em ti habita a esperança
Vez que a própria ventura...
Sagrada e terna “criança” !
Adilson Zotovici
Oh quão doce criaturaQue de amar não se cansa
De alva alma tão pura
Marca do amor, da bonança!
Vê-se claro em tua figura
Toda bem-aventurança
Gravado em tua candura
Que do PAI és semelhança
O teu riso é confiança
O abraço desenvoltura
Teus olhos toda pujança
Em ti habita a esperança
Vez que a própria ventura...
Sagrada e terna “criança” !
Adilson Zotovici
27 de abril de 2018
FREQUÊNCIA
Com a devida vénia e repectiva autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici:
Carece atenção e cuidadoEssa questão de frequência
Que se tem observado
Com acinte e Irreverência
Um assunto delicado
Diria de muita urgência
Com abrangência tratado
A razão de tanta ausência !
Mormente um iniciado
Pedra bruta em indolência...
Decerto há algo errado
Neófito em florescência
Quiçá um desmotivado...
Por nossa própria dormência !?!
Adilson Zotovici
3 de abril de 2018
DOIS TIPOS

Transcreve-se, com a devida vénia e respectiva autorização, mais um Soneto de Adilson Zotovici:
Somos sempre indagados
Dentro e fora dos canteiros
Sobre irmãos iniciados
De seus passos costumeiros
Seguindo iguais postulados
Todos os livre pedreiros
Chegam bem entusiasmados
Entregando-se inteiros
Uns, após tempos passados
Em geral pós companheiros
Revelam obscuros lados
Que há dois tipos de obreiros ;
Os muito interessados
E os somente interesseiros !
Adilson Zotovici
14 de março de 2018
LIRISMO
Mais um Soneto de Adilson Zotovici
Nada contra o modernismo
Ou mesmo adaptação
Mas, dispensável o achismo
Sem devida lapidação
Fiel ao seu simbolismo
Arte Real por tradição,
Há muito exalta o civismo
Com amor e exatidão
Arcanos , esoterismo,
Sabedoria, interpretação,
Sem sofismas ou fanatismo
Estudo profundo é o condão
Que apraz e traz o lirismo
À Sublime Instituição
Adilson Zotovici
1 de março de 2018
A SENTINELA !
Com a devida vénia e respectiva autorização, transcreve-se mais um poema de Adilson Zotovici:
Pelo livre arbítrio sou grato
Tenho d’ELE, que o deu, tutela
Mas chamo atenção a um fato,
O encargo que o mesmo revela
Não sirva meu verbo a boato
Nem mesmo algum ato à mazela
Nenhum pensamento insensato
Nem timorato ou querela...
Cônscio que o desprezo flagela
Viver honrado, com recato,
O justo e perfeito a chancela !
Destarte é preciso cautela !...
Pois, o “Olho” sem aparato,
É a perenal sentinela !
Adilson Zotovici
4 de fevereiro de 2018
LÍNGUA PORTUGUESA
Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici
Parece nela haver magia
Cada vocábulo a beleza
Orações em sintonia
Entre a dúvida e a certeza
Do povaréu à realeza
Idioma que inebria
Um verbete traz tristeza
Ou que apraz, com alegria
Ao literário riqueza
Desde a etimologia
Linda “língua Portuguesa “
Qual transforma poesia
Com rigor, com sutileza,
Em sonora melodia !
Adilson Zotovici
17 de janeiro de 2018
ENTRE COLUNAS IRMÃOS
Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Poema de Adilson Zotovici:

De revelações congruentes
Sobre legado imutável
Por Mestres mui sapientes
Concebi algo notável
Discorreram o Venerável,
Os Canteiros e o Orador...
Em tom firme mas, afável
Sobre algo de valor
Que no Templo de Esplendor
Que Graça o Grande Arquiteto
Há um traço divisor
Da terra ao infindo teto
Que um lugar bem discreto
Entre o norte e o meio dia
Do oriente ao ocidente afeto
Eixo da confraria
Paragem que propicia
Falar de alegria ou lamento
Ao livre pedreiro em vigia
Perenal em juramento
Pra ficar bastante atento
Alheio à ideia remota
Ser algo de bronze ou cimento
Tal qual a Be e a Jota
Desse corolário brota
Corrente de almas, de mãos,
Pois, “Entre Colunas” denota...
Que é... “ estar entre irmãos” !
Adilson Zotovici
25 de dezembro de 2017
NOITE LOUVADA
Com a devida vénia e respectiva autorização mais um poema de Adilson Zotovici

A dizer-vos muito tenho
A pedir-vos quase nada
D’emoção não me contenho
Nessa noite encantada !
A Vós , óh Senhor, eu venho
Com minha voz embargada
Agradecer-vos me atenho
Por nossa feliz jornada
Manjedoura imaculada
Um inefável engenho
A terra iluminada
Nessa data Consagrada
Graças, Graças, com empenho
É NATAL...noite louvada !
Adilson Zotovici
13 de dezembro de 2017
CAMINHEMOS
Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um poema de Adilson Zotovici
Caminhemos sim, sem parar !
Em marcha firme, adiante,
Desde a aurora, do limiar,
Da nossa busca incessante
Oh quão bom ver o despertar
Do passaredo vibrante
Do Sol, o ocaso e o raiar
O sopro de vida pujante
Busquemos em cada lugar
Aqui bem ao lado ou distante
A felicidade sem par
Breve simplória ou marcante
Com a Força Divina a guiar
Superemos vereda intrigante
Sem esmorecer ou curvar
Qual bom cavaleiro andante
Vamos entender e tolerar
Em convívio com o semelhante
Conjugando o verbo amar
Perdoando o ser errante
Supérfluo não se deve levar
Embora até redundante
Vez que excesso só pode pesar
Como o alheio e o não importante !
Ora, vamos caminhar !
Por senda exterior e vibrante
Pra encontrar no interior, a morar...
O SENHOR , pela paz reinante !
Adilson Zotovici
26 de novembro de 2017
COMO TAL
Com a devida vénia e respectiva autorização transcreve-se mais um Soneto de Adilson Zotovici
Prática da Maçonaria
Eu diria providencial
Pois perene, o Olho é vigia
Por todo canto, imparcial
Fanatismo, idolatria
Envaidecimento pessoal
Distancia da filantropia...
Não decoram o lhano avental
Só bons costumes dia a dia
Com amor e humildade afinal
Sem soberba e hipocrisia ;
Um livre pedreiro , um igual,
Não ser o tal na confraria
Mas...reconhecido como tal
Adilson Zotovici
Prática da Maçonaria
Eu diria providencial
Pois perene, o Olho é vigia
Por todo canto, imparcial
Fanatismo, idolatria
Envaidecimento pessoal
Distancia da filantropia...
Não decoram o lhano avental
Só bons costumes dia a dia
Com amor e humildade afinal
Sem soberba e hipocrisia ;
Um livre pedreiro , um igual,
Não ser o tal na confraria
Mas...reconhecido como tal
Adilson Zotovici
4 de novembro de 2017
LIÇÃO DAS JOIAS
Mais um Soneto do Ir.'. Adilson Zotovici
Movem as joias do canteiro !
Com rigor, com equidade,
Que um mestre sobranceiro
As reveste com vontade
Passa um dia, ano inteiro ,
Com a oportunidade
De servir à cada obreiro
De exercer fraternidade
Cada cargo, passageiro,
Que se cumpre sem vaidade
Que todo igual é herdeiro
Mas creio que na verdade
Mostra ao livre pedreiro...
Grande lição de igualdade !
Adilson Zotovici
16 de outubro de 2017
GRANDE MAÇONARIA
Mais um Poema do Ir.'. Adilson ZotoviciHá algo de incoerente
Quando igualdade sombria
Entre iguais se faz presente
Na Sublime Confraria
Não há grão de romã diferente
Com desdém ou idolatria,
Reluzindo cada semente
Que na igualdade a magia
Livre pedreiro patente
Mesmo maço e cinzel de valia
Igual ritual pertinente
Lavra a mesma cantaria
Em vida eterna é crente
Mesmos Arcanos por guia
Ao Grande Arquiteto temente
À meia noite, ao meio dia
A uma potência obediente
Por jura, por serventia,
Grande Loja, Grande Oriente...
Mas...”uma só Maçonaria” !
Adilson Zotovici
5 de outubro de 2017
A MISSÃO
Mais um Poema do Ir.'. Adilson Zotovici
Quando ali na escuridão
Silêncio quase total
Deixado à solidão
Ambiente sepulcral
Tolhido pois, da visão
Com ansiedade brutal
Estugou o coração
Naquele instante abissal
Mas fez-se forte clarão
Reinava ali bom astral
Brilhou a Luz da razão
Breve entendi o sinal
Renascer era a missão
A iniciação afinal !
Adilson Zotovici
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