Fiquem vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

(Últimas declarações de Salvador Allende ao povo chileno a 11 de Setembro de 1973, quando os aviões dos generais fascistas já bombardeavam o Palácio de La Moneda)

28 de janeiro de 2012

Opus Dei


Factos e Motivos Para Reflexão. De acordo com os Landmarks, “a Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um.  Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa…”.
Em minha opinião, importa clarificar se deve existir uma leitura literalista destas disposições ou se elas devem ser entendidas no contexto adequado das nossas sociedades actuais.
Existem substanciais diferenças entre discutir questões políticas gerais ou questões de índole político-partidária, bem como entre discutir questões relativas às legítimas opções religiosas de cada um ou os instrumentos perversos de dominação obscurantista das consciências humanas.
Aspectos fundamentais do progresso social e humano dos últimos 2 séculos tiveram, em diversos países, a intervenção decisiva de maçons e das próprias Ordens maçónicas.
Ora, esta intervenção teve, inevitavelmente, um conteúdo político em torno de grandes princípios e valores do progresso civilizacional, que uniram vontades e energias de muitos maçons com diferentes posicionamentos partidários e religiosos no mundo profano.
Basta lembrar as seguintes lutas:
- Contra os extremismos políticos e absolutismo religioso;
- Contra as guerras;

- Pela liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei;

- Pela autodeterminação dos povos;
- Pelos governos representativos e democráticos;

- Pela justiça social e de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos;

- Pela separação entre o Estado e a Igreja;

- O ensino ao alcance de todos;

- Pela supressão da miséria e da alienação humanas;

- Criação do registo civil;

- Criação de protecção social nas doenças profissionais.
Esta enumeração sintética permite verificar que a adopção de uma rígida posição de mera actividade especulativa, não complementada com a intervenção no mundo profano e na estrutura geral da sociedade, não possibilita à nossa Ordem ter um adequado papel no aperfeiçoamento moral dessa mesma sociedade, nem contrariar as forças que buscam a instauração de um qualquer sistema obscurantista de intolerância e fanatismo.
Aliás, acontecimentos ocorridos em vários países, inclusive no nosso, permitiram a instauração de regimes totalitários e opressores que custaram a vida de muitos cidadãos livres, a começar pelos maçons, e determinaram a proibição e perseguição das Ordens maçónicas.
Ainda recentemente, a realização de um violento atentado a um restaurante em Istambul onde se encontravam maçons, matando e ferindo diversos irmãos, revela um preocupante recrudescimento das actividades de grupos fanáticos religiosos.
Os termos em que o atentado foi reivindicado pela organização terrorista Al Qaeda, torna indiscutível que se tratou de uma acção premeditada e bem dirigida a um objectivo definido com a ameaça de que outras se seguirão.

14 de janeiro de 2012

Homenagem a Salvador Allende


Pinochet, traidor da maçonaria, não passou do grau de aprendiz, como nos diz o nosso Irmão Rodrigo Reyes Sangermani do Chile. 


Em 1942 foi irradiado da Loja onde foi iniciado por falta de participação nas reuniões e do pagamento das quotas.

Homenaje al Q:.H:. Salvador Allende en el 30° aniversario de su sacrificio

A propósito de una plancha enviada a las listas (ELAT) hace ya tres años.

Leído en tenida de 1er grado el 11 de septiembre de 2003

La sola iniciación no actúa por arte de magia ni menos por fuerzas sobrenaturales. La calidad masónica se obtiene a través del compromiso permanente por la verdad: Entrar a la masonería es fácil, lo difícil es que ella entre en mí.

El próximo jueves se cumplen exactos 30 años desde que los militares terminaran con el gobierno constitucional del presidente Allende.

Acerca los alcances políticos, históricos o sociales todos tenemos una opinión formada y un juicio definitivo de los hechos que no es el momento de discutir.

Sin embargo, la efeméride nos recuerda que ese día se unen los destinos de dos hombres que fueron iniciados en nuestros misterios, y que la historia los puso en bandos opuestos, sin embargo uno es un hombre que pese a estar vinculado indivisiblemente con estos acontecimientos históricos, es posible valorarlo en su calidad de masón ejemplar, demócrata y libertario.

En cambio, el otro que no supo o quiso asimilar los valores masónicos, actúa con la traición, la intolerancia y el autoritarismo.

A principios de 1941, teniendo 25 años y siendo recientemente destinado desde la Escuela de Infantería a la Escuela Militar, Augusto Pinochet Ugarte obtiene el grado de capitán, coincide con su ingreso a la R:.L:. Victoria N° 15 de San Bernardo, a instancias de compañeros de armas.

10 de janeiro de 2012

Comunicação do GOL

Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa
No difícil momento económico e social que Portugal vive e cujos efeitos na vida quotidiana dos cidadãos são infelizmente cada vez mais sentidos, é urgente saber orientar as energias para o que efectivamente é importante: a mobilização patriótica para as responsabilidades colectivas, num ambiente de paz, de esperança, de solidariedade e de coesão social.
O Grande Oriente Lusitano, fundado em 1802, além de ser a mais permanente instituição democrática portuguesa e a segunda mais antiga Obediência maçónica mundial em exercício continuado, não aceita ser envolvido em assuntos decorrentes de interesses empresariais conjunturais em que são projectadas posições anti-maçónicas que misturam velhas perspectivas anti-progressivas com pretensas abordagens pós-modernas enxertadas de algum aventureirismo intelectual pseudo-progressista.
Portugal conheceu em 1935 uma lei dita sobre “associações secretas” e é com mágoa que somos obrigados a denunciar, no Portugal de hoje, a retoma do projecto do então deputado do Estado Novo, José Cabral.
Sobre esse projecto, Fernando Pessoa escreveu no Diário de Lisboa de 4 de Fevereiro desse ano: “Provei neste artigo que o projecto de lei do sr. José Cabral, além do produto da mais completa ignorância do assunto, seria, se fosse aprovado: primeiro, inútil e improfícuo; segundo, injusto e cruel; terceiro, um malefício para o País na sua vida internacional.”.
Para aqueles que, recém-convertidos ou indiferentes ao Estado de Direito Democrático, defendem que a Maçonaria não tem sentido em democracia e quando muito o teria no combate aos autoritarismos – que, de esquerda ou de direita nunca suportaram a Maçonaria – é bom lembrar quantos totalitarismos nasceram em democracias e que a indiferença é a mãe dos que só despertam quando, já tarde, a opressão lhes bate à porta.
Os ataques à Maçonaria, sejam eles de ontem, de hoje ou de amanhã, vêm sempre eivados do mesmo ódio aos princípios da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade e aos valores da Justiça e da Razão, verdadeiros alicerces do edifício onde se cultivam os Direitos Humanos.
Vivemos hoje na Europa o mais longo período de paz pela qual lutaram e morreram muitos maçons e para cuja construção a Maçonaria muito tem contribuído.
Para os que alimentam desejos e ilusões autocráticas e exclusivistas, é bom lembrar uma recente decisão de uma das mais vibrantes instituições europeias, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que cortou cerce mais uma tentativa anti-maçónica, desta vez ocorrida na região italiana de “Friuli Venezia Giulia”, onde uma lei de 15 de Fevereiro de 2000 obrigava os candidatos a cargos públicos dessa região a declararem “a sua pertença a associações maçónicas ou, em todo o caso, de carácter secreto”.
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem concluiu que aquela lei constituía uma “violação do artigo 14 (interdição de discriminação) da Convenção Europeia dos Direitos do Homem combinado com o artigo 11 (liberdade de reunião e de associação)”, condenando a Itália por ter permitido tal lei e atribuindo 5.000 € de indemnização por gastos ao queixoso (Grande Oriente de Itália).
A evocação deste acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem não poderia ser mais oportuna no contexto recentemente gerado em Portugal em torno de uma questão em que uns por interesses gananciosos, alguns por vocação obscurantista e outros por oportunismo pseudo moderno querem fazer regredir direitos humanos arduamente conquistados e pelos quais, sem qualquer pretensão exclusivista, nem arrogância serôdia, continuamos na primeira linha da sua defesa e exaltação.
O Grão Mestre
Fernando Lima

9 de janeiro de 2012

“Ser maçom é uma honra, não é maçom quem quer” diz Arnaut

O ex-grão mestre do Grande Oriente Lusitano-Maçonaria Portuguesa, António Arnaut, falou à RTP Informação e defendeu que os maçons não devem ter medo de tornar públicas as suas relações com a organização. “Ser maçom é uma honra, não é maçom quem quer”, disse António Arnaut.
ver entrevista à RTP Informação

Diógenes de Sínope, 404 a 323 a.C.

"A casa de Diógenes", Jean-Léon Gérôme_ 1860
Diógenes «o Cínico ou o Cão» foi um Filósofo Grego nascido em 404 a.C. na cidade de Sínope (Colónia Jónica na Costa do Mar Negro e hoje pertencente à Nação Turca) e pensa-se que morreu em Corinto (Peloponeso) no ano de 323 a.C.
Por ter sido acusado de falsificar a moeda local foi expulso da sua cidade Natal tendo escolhido Atenas para viver.
Foi um dos expoentes máximos de uma das Escolas Menores Pós-Socráticas (a Escola Cínica) fundada por Antístenes de quem foi discípulo apesar de este o ter rejeitado na primeira tentativa de aproximação daquele.
O nome desta Escola não tem uma origem precisa pois sugerem-se duas hipóteses:
1. deriva de um ginásio situado próximo de Atenas, o Cinosargo, onde Antístenes, o seu fundador, ensinava ou 2. derivada da palavra grega Kyon que significa cão.
A Semântica, com o tempo, alargou o significado da palavra «cínico» dando-lhe uma conotação actual que nada tem a haver com a antiga.

A Escola Cínica_ Os seguidores de Sócrates que não atingiram projecção, quer na Academia de Platão quer no Liceu de Aristóteles, juntaram-se em Escolas que foram denominadas como Escolas Menores Pós-Socráticas (Cirenaica, Megárica, Ilíaca e Cínica).
A Escola Cínica foi fundada por Antístenes de Atenas discípulo de Górgias e depois de Sócrates. Cultivaram a princípio a Ética Socrática mas desviaram-se para um exagero de desapego à Civilização. Desejavam um retorno à vida mais primitiva e mais próximo da natureza.
O Cinismo era definido como «um atalho para a virtude» em oposição à cultura erudita que requeria muito tempo de aprendizagem e saber. Este atalho, contudo, era um método muito rigoroso (askésis) que exigia exercício, prática, treino e disciplina.
Começaram por praticar a perseverança e a resistência e substituíram a mediação conceptual pelo exemplo e pela acção. O exercício e a fadiga eram capazes de habituar o homem a dominar os prazeres visto que são estes a amolecer o físico e o espírito pondo em perigo a liberdade.
Na liberdade da palavra (parresía) atingiram os limites da desfaçatez e da inconveniência e na liberdade da acção (anaídeia) se encontravam para com auto-controle, auto-suficiência e impaciência alcançarem «o bastar-se a si mesmo (autárkeia)».
Para eles os verdadeiros adversários existenciais eram o exílio, a pobreza de espírito, a fome e a morte usando a franqueza, a liberdade do discurso e o riso para os enfrentar.
Tinham como guias a Humildade, Frugalidade e Integridade.